Ray Luzier, do Korn: "nunca usei droga em minha vida"

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Por Nathália Plá, Fonte: Blabbemouth.net, Tradução
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Greg Maki do live-metal.net recentemente entrevistou o baterista do KORN, RAY LUZIER. Seguem alguns trechos da conversa.

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Live-Metal.net: Vocês já discutiram situações de se reunirem com ex-membros? Digamos, David [Silveria, bateria] gostaria de voltar, ou Head [Brian Welch, guitarra].

Ray Luzier: É estranho por causa da minha carreira, eu fui substituído pelo Alex Van Halen numa bandinha chamada VAN HALEN. Mesmo com os meus oito anos junto do David Lee Roth, eu deixei estar, entre aspas, quatro vezes porque eles estavam tentando compor. Então os irmão brigaram com o Dave e me chamaram de volta – “Estamos em turnê.” Tudo bem. E eu fiquei sabendo de separações por e-mail e fiquei tipo “Oh, não, fui despedido.” Ele tipo “Não, você não foi despedido. Eddie e Al estão de volta na jogada.” Eu fiquei tipo, “Merda.” E mesmo com o Robert e o Dean DeLeo — Eu estava numa banda que se chamava ARMY OF ANYONE e eu sou um grande fã do STP. Eu tive a feliz experiência de de entrar no lugar do Eric (Kretz, baterista do STONE TEMPLE PILOTS) em alguns shows. Mesmo assim eu sabia que o ARMY OF ANYONE era um projeto paralelo para eles e o STP eventualmente estaria junto de novo. E eles estiveram. Então, com essa banda, a única coisa que eu tive que foi boa é que ouvi que o David tinha vendido todas suas baterias; ele não toca mais bateria. Isso é ótimo para mim. [risos] O tempo vai dizer se é a hora certa. Eu acho que seja tudo uma questão de tempo. Agora, ainda há muita coisa acontecendo. Em última instância, seria incrível algum dia ter os quatro lá junto comigo.

Live-Metal.net: É por isso que eles nunca acrescentaram um outro guitarrista permanente?

Ray Luzier: Eu não sei, cara, para ser honesto. Essa cadeira, do Clint Lowery ao Rob Patterson ao Shane (Gibson) agora – ele é fenomenal. Eles tiveram tantos. Essa cadeira é uma coisa duvidosa.

Live-Metal.net: O Shane nunca tirou fotos e você nunca esteve nas fotos da imprensa até esse álbum.

Ray Luzier: Sim, eu era um empossado.

Live-Metal.net: Eles fizeram alguma coisa quando você se tornou um membro oficial?

Ray Luzier: Sim, eles tiraram nosso sangue, que nem o KISS. [risos] Não, eles só não queriam que eu fosse a lugar algum. Eles ficaram tipo “Nós realmente gostamos de você por aqui. Nós sabemos que você está acostumado a estar em tipo umas nove bandas ao mesmo tempo.” Porque eu estou. Eu lhe disse, eu era o baterista vadio de LA. Eu literalmente ia tocar no disco de alguém, ia dar uma aula de bateria e ia tocar em um show de noite. Eu estava fazendo tudo, desde discotecas, casamentos a shows em estádio com o Ozzy. Então eu fiz de tudo. Eles nunca fizeram isso. Esses caras, eles conhecem o KORN e é isso. Não era nenhuma loucura. Eles apenas disseram “Nós não queremos que você vá a lugar algum. Queremos fazer de você um membro.” Foi só o que precisou para eu ficar OK.

Live-Metal.net: Nós temos grandes personalidades no KORN - Jonathan [Davis], Fieldy and Munky. Com seus problemas conhecidos e sucesso arrebatador, qual é o estado atual das relações entre todos na banda.

Ray Luzier: É incrível. Eu não sei se eu poderia estar nessa banda há 10 anos quando todos estavam na loucura. Teve muita farra. Posso dizer honestamente que eu passei por toda minha carreira sem usar nenhuma droga, e estou bem orgulhoso disso. Eu apenas vejo o que isso faz com as pessoas. Quando o C.C. DeVille foi mandando embora do POISON, eu era o baterista na verdade, eles me pagaram salário e eu fiquei na banda paralela dele. A devassidão e as drogas – as coisas que eu vi e eu vi o que isso fazia com as vidas das pessoas e suas carreiras. Eles ainda são boas pessoas. A química, a porcaria artificial que eles põem nos corpos deles altera todo o seu estilo de vida, acaba com famílias, bagunça tudo. É uma tristeza quando você vê. As pessoas ficam tipo “Vai lá, você usou alguma coisa.” Eu fico tipo “Não.” Meu vinho, mas eu tenho controle sobre ele. Eu não preciso de droga. Eu sou uma prova viva de que você pode ser bem sucedido e não usar essa porcaria. Para responder a sua pergunta, agora é ótimo. Jonathan põe os filhos dele para dormir pelo Skype, e eles ligam para as esposas deles. É uma vibração muito boa. Ouço histórias sobre como eles eram e uau. Eu não sei se teria agüentado.

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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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