Matérias Mais Lidas

imagemTestament está confirmado na edição brasileira do Summer Breeze, segundo jornalista

imagemA música do Raul Seixas com erro gramatical que parece um plágio mas é uma homenagem

imagemA dura bronca dos Titãs em Nando Reis durante gravação de "Titanomaquia"

imagemRick Wakeman relembra época em que o Yes abria show para o Black Sabbath

imagemRolling Stones: Keith Richards compara tocar com Brian Jones, Mick Taylor e Ron Wood

imagemShow do Dream Theater em São Paulo não será mais realizado no Pavilhão Pacaembu

imagemA reação de Stevie Ray Vaughan ao ouvir Jimi Hendrix pela primeira vez

imagem4 hits do Deep Purple cujos riffs Ritchie Blackmore já confessou ter copiado

imagemO hit dos Engenheiros sobre Humberto não querer ser guru dos jovens igual Renato Russo

imagemThin Lizzy e o álbum picareta de covers do Deep Purple que garantiu sua sobrevivência

imagemRob Trujillo presta tributo ao Rage Against The Machine após shows em Nova Iorque

imagemPor que o processo de composição da Legião Urbana e Engenheiros era tão diferente?

imagemRoger Waters sobre tocar Pink Floyd sem David Gilmour: "Não tenho problema algum"

imagemO arrependimento que David Bowie carregava em relação a Elvis Presley

imagemSolo de "Hotel California", dos Eagles, por pouco se perdeu para sempre


Stamp

Calvary Death: "Que o Metal não seja apenas música..."

Por Ben Ami Scopinho
Em 30/05/10

Ainda que nunca houvesse encerrado suas atividades, o mineiro Calvary Death demorou 15 longos anos para liberar seu segundo disco. Mas a demora compensou, pois o trio formado por Ruddy Souza (voz e baixo), Roberto Antunes (guitarra) e Marco Túlio (bateria) fez de "Serpent" uma gratificante aula de Death Metal, mas elaborado com uma brutalidade e harmonias tão surpreendentes que tornam sua música um tanto quanto singular.

O Whiplash! conversou com Ruddy, que se revelou um headbanger dono de uma respeitosa atitude para com a cena nacional. Nas linhas a seguir o leitor conhecerá um pouco da história deste pioneiro que é o Calvary Death, além de mais informações sobre seu novo disco, que está chegando ao mercado nacional via Cogumelo Records.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Whiplash!: Saudações, pessoal! O Calvary Death é um veterano que começou suas atividades no distante ano de 1987. Era uma época em que o Heavy Metal made in Brazil estava começando a dar seus primeiros passos. Como foi o início de sua trajetória, quando ainda se denominavam Túmulo de Ferro?

Ruddy: Eu vinha da banda Hedam, que montei na minha cidade natal; Roberto e Vinício haviam deixado o Sepulcro aqui em Itaúna. Nos conhecemos e então fizemos o Túmulo de Ferro, juntamente com o batera Cesar. Tivemos um grande impulso na época, pois aqui em Itaúna a cena estava se fortalecendo. Aqui teve um show do Sarcófago, era um baile de formatura e foi uma loucura, pois os formandos, inclusive as mulheres, saíam com seus vestidos longos e brancos pegando fogo, pois no palco havia tochas e fogo para todo lado durante a apresentação. Daí só pôde ter show de Metal no local depois de 10 anos, mas sempre estamos fazendo eventos underground por aqui.

Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

Whiplash!: Em 1993 o Calvary Death saiu de sua cidade natal, Itaúna (MG) para tentar a sorte em São Paulo. Um passo considerável, mas que infelizmente não rendeu os devidos frutos. O que realmente não deu certo na capital paulista?

Ruddy: Quando fui para São Paulo, fui com muita garra, pois sabia das dificuldades da cidade grande. Da banda, foi comigo somente o guitarrista Vinicio, o qual não conseguiu ficar. Passei a ensaiar com o pessoal da banda Messing, o pessoal pegou as músicas rápido, mas o local ficava a umas três horas de Santo André, que é onde eu morava. Tive contato com algumas gravadoras, mas eu já era casado e tinha filhos que estavam em Minas. Foi ficando difícil e acabei voltando para Itaúna, onde moro, próximo a Belo Horizonte.

Como consegui viver de Rock e Heavy Metal

Whiplash!: De qualquer forma, em 1994 vocês liberaram "Jesus, Intense Weeping", que teve uma aceitação que alcançou o mercado europeu. Qual a sensação de estrear em disco depois de tanta luta, inclusive sendo uma das primeiras bandas do interior de Minas Gerais a conseguir projeção nacional?

Ruddy: Quando cheguei a Minas eu percebi que, se tivesse a mesma convicção, poderia também achar quem pudesse lançar o que tinha em mãos. O movimento Metal na cidade da época crescia, e encontrei o Tarciso (guitarra), Rogério (baixo) e Mercio (bateria). Assinamos com o selo Cogumelo Records e lançamos o "Jesus, Intense Weeping" em LP, e com poucos dias de lançamento tivemos contato do selo europeu Osmose Records, que gostou e pediu que o fizéssemos em CD. Daí partimos para o estúdio e gravamos cinco faixas bônus e por lá foi relançado em CD. Tudo isto nos foi grandioso, principalmente para mim, que estava amargurado por encontrar muita dificuldade, e ali estava eu, agora relaxando de mais uma tarefa... E muitas outras viriam.

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

Whiplash!: Como foi dito, "Jesus, Intense Weeping" teve ótima repercussão. Mas o que aconteceu depois disso? Seu próximo registro foi uma demo, que somente chegou ao público em 2001...

Ruddy: Então, quem se propõe a estar numa banda tem que ter garra, e não é isto que acontece com todos. Não são todos que falam a mesma língua durante a jornada, músicos acabam saindo e as composições se atrasam. E morar no interior se torna muito difícil para encontrar substitutos. O tempo passa rápido, por isto o atraso.

Whiplash!: Considerando que seu segundo álbum, "Serpent", está chegando ao mercado agora, como você define a evolução do Calvary Death como banda? Existem diferenças entre este novo disco e seu antecessor?

Ruddy: Seguimos com o mesmo propósito, mas acaba tendo uma diferença, pois se passaram 15 anos. Existe uma evolução, conhecimentos de estúdio, instrumentos que acabam deixando a música mais rica e definida... O "Serpent" é cru, pesado e brutal; o antecessor é brutal e mais sujo, chegando mais ao Black. Vejo os dois álbuns dentro do propósito da Calvary Death.

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

Whiplash!: "Serpent", "World Of Nobody" e "Could Be The Human Race In Fall" são algumas das excelentes canções que fazem parte do repertório do novo álbum. Vocês são amigos de longa data... Como rola o processo de composição?

Ruddy: Somos amigos há longos anos. O Tarciso fez grande parte das músicas do primeiro álbum e também fez no disco novo, "Serpent", mas não tocou nele. Estamos sempre em contato e fazemos músicas, juntos ou individualmente.

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

Whiplash!: A versão nacional de "Serpent" está chegando ao mercado nacional através da Cogumelo Records. Mas como rolou a transação com o selo norte-americano Relapse Records? Em função disso, há chances de tocarem no exterior?

Ruddy: Então, este contato foi feito pela Cogumelo, que é nosso selo brasileiro. Lá fora tem a Relapse, que também o distribui e tem sido muito bom, pois já estamos tendo respostas positivas do CD. Os brasileiros que adquirem lá, pelo selo Relapse, passam a se comunicar conosco. Então é muito prazeroso ter resposta de seu trabalho também fora de seu país, nos dando a oportunidade até de tocar por lá.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Whiplash!: Falando em shows, em abril vocês tiveram a oportunidade de tocar com o Marduk, banda com muitas histórias e fãs fiéis. Como foi essa experiência? E a reação do público à música do Calvary Death?

Ruddy: É a segunda vez que estamos tocando com Marduk, pois em 2006 tocamos com a banda em Brasília (DF). Sempre é bom poder estar tocando com bandas maiores, pois é uma experiência tocar com melhor equipamento, a casa sempre é com melhor estrutura e, logicamente, tem um público maior e sempre acontece algo mais especial.

Whiplash!: Vocês ajudaram na construção do underground nacional. O que podem dizer sobre a atual cena da música extrema? Muita coisa mudou desde os anos 80, e parece haver certo conflito entre gerações, em especial no que diz respeito à atitude do público e até mesmo das bandas envolvidas.

Ruddy: Quando se fala de época e atitude com alguém que também acompanhou o crescimento da cena Metal... Hoje falta muito a real atitude de ser Metal. Queremos ver uma cena mais unida, pois o público brasileiro ainda é carente de ídolos, só se lota uma casa de show quando tem banda gringa. É preciso olhar mais para a cena brasileira, que nunca deveu em qualidade às bandas de qualquer parte do mundo. Sei que tem o pessoal que sempre defendeu o underground e sempre esteve firme, mas é preciso de mais produtores que apostem na cena nacional, com ambas as partes trabalhando sério, pois o Metal é uma Arte sincera!

Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

Whiplash!: O Calvary Death ultrapassou sua segunda década com um excelente disco. Quais são os planos para o fututo?

Ruddy: Nosso propósito é manter a banda sempre na ativa, pois, apesar de ter apenas dois álbuns, temos o conhecimento do Metal e o vivemos. Queremos sempre estar compondo e gravando nossas músicas e mostrando aos nossos fãs, que são a nossa grande resposta.

Whiplash!: Ok, pessoal! O Whiplash! agradece pela entrevista. Qualquer coisa que vocês queiram adicionar, vão em frente!

Ruddy: Um grande abraço ao mundo Metal e à cena nacional, que sempre nos dá resposta a cada trabalho realizado. Que o Metal não seja apenas música, mas uma forma de vida para todos. Obrigado pela entrevista e que mais realizações venham a acontecer a todos nós!!!!!!!

Como consegui viver de Rock e Heavy Metal

Contato:
http://www.calvarydeath.co.cc
http://www.myspace.com/calvarydeathbr

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net



publicidade
Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

Kurt Cobain e a banda brasileira que mexeu com ele: "eles foram muito revolucionários"

O trocadilho picante que Ney fazia em "Pro Dia Nascer Feliz" que Cazuza gargalhava


Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

Mais informações sobre

Mais matérias de Ben Ami Scopinho.