Amorphis: um papo descontraído no bar com o baixista

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Por Patty Toledo
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A melhor maneira de entrevistar um músico finlandês é encontrá-lo no bar. Tudo é mais fácil e descontraído. Foi assim que rolou minha entrevista com Niclas Etelavuori, baixista do Amorphis. Algumas horas antes do show, no Lutakko em Jyväskylä, Niclas cedeu parte de seu tempo de descontração para falar comigo sobre o disco novo e a tour que incluiu a América do Sul.

Em seu décimo CD, muitos anos de batalha e tours, Amorphis parece ter encontrado seu nicho. Seu ‘novo’ CD, "Skyforger", lançado há 6 meses, apresenta o Amorphis como uma banda madura, equilibrada, segura de seu trabalho. "Vai ser difícil mudar ainda mais nosso caminho." afirma Niclas. “Após tantos anos juntos, crescendo como músicos e como pessoas, nós estamos em um ponto muito confortável para todos nós. Estou curioso para saber o que o futuro nos reserva”. E os vendo juntos, é fácil perceber que eles estão muito bem juntos, um casamento harmonioso. “Nós nos damos muito bem, nos divertimos muito quando estamos em tour, e isso é muito importante para uma banda”.

Não há dúvidas que os músicos finlandeses possuem uma fórmula de trabalho bem sucedida, que os diferencia de outras bandas e músicos em outros países. Algo no ambiente, o frio, a noite extensa, não se sabe bem o que leva a música na Finlândia a ter uma identidade tão forte. “Creio que é a maneira como tratamos a música e a banda”, continua Niclas, “em alguns países, as bandas têm tempo limitado de ensaio e não possuem uma relação pessoal, algum tipo de amizade. Aqui, nós entramos na sala de ensaio e tocamos por horas, não só as nossas músicas, mas jams. Nos divertimos juntos, nos entrosamos como músicos e como pessoas, somos amigos. Isso faz toda a diferença.”

E essa diferença parece estar dando frutos. Eles ficaram extremamente satisfeitos com a tour na América do Sul, sua primeira vez. Sem saber o que esperar, os músicos do Amorphis se surpreenderam com a reação e a receptividade do público, e eles esperam poder voltar logo. "Estamos viciados em mate e caipirinha.".

Suas únicas reclamações sobre essa tour são a falta de tempo para poder visitar outros lugares e conhecer mais sobre os países e o tempo mais curto do set, já que foram suporte. “Esperamos poder voltar em nossa própria tour e tocar um set completo, mostrar mais de nosso trabalho e nossa atitude."

E não há dúvida que eles serão sempre bem recebidos. “Queremos voltar logo".

Com a preparação do DVD em andamento e mais planos de crescimento, o Amorphis demonstra que ainda tem muito a dizer. E estamos prontos a escutar.

Depois da breve conversa com Niclas, foi a vez de vê-los ao vivo, em ação. O show começou pontualmente, casa lotada. Após a intro, eles atacaram com "Silver Bride", seu último hit, tocado incessantemente nas rádios finlandesas. O show foi repleto de hits, com o reconhecimento do público em todas as canções. O Amorphis realmente sabe como levantar o público, até mesmo os finlandeses, que não são esfuziantes por natureza. Os pontos altos foram "Black Winter Day", "My Kantele" e "Sampo", que mostraram épocas diferentes da banda.

Excelentes músicos, energia incrível, letras inteligentes, cheias de história e magia. Sem dúvida, ainda vamos escutar muito sobre o Amorphis.

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Sobre Patty Toledo

Rockeira desde o berço e jornalista e fotógrafa por amor à arte, Patty Toledo iniciou como Correspondente internacional da Rock Brigade na Alemanha de 91 a 93. Trabalhou como freelancer para várias publicações em todo o mundo e até se aventurou no mundo da Produção de shows, mas abandonou por ver que não era seu talento natural. Agora, na Finlândia, pretende descobrir cada vez mais sobre esta cena de Rock tão rica e trazer aos fãs do Whiplash o que há de melhor e mais criativo no mundo escandinavo.

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