Tim "Ripper" Owens: "estava limitado nas minhas ex-bandas"
Por Diego Camara
Fonte: Blabbermouth
Postado em 02 de junho de 2009
Robert Gray do Ultimate Guitar recentemente conversou com o vocalista norte-americano Tim "Ripper" Owens (YNGWIE MALMSTEEN, BEYOND FEAR, ex-JUDAS PRIEST, ICED EARTH) como parte de uma série de entrevistas intitulada "Hit The Lights".
Como seu álbum solo de estreia, "Play My Game", veio à tona:
Owens: "Depois que eu deixei o ICED EARTH, começamos a conversar sobre a possibilidade de trabalhar em músicas para o próximo álbum do BEYOND FEAR. Os empresários acharam que seria um ótimo momento para lançar um álbum solo, então comecei a trabalhar. Eu comecei a compor algumas músicas e fazer algumas ligações. O projeto começou a se unir e todos esses grandes músicos participaram do 'Play My Game'. Gravamos o álbum em Los Angeles, começamos o processo há mais ou menos um ano".
Sobre se ele se sentia um pouco limitado nos seus últimos grupos como JUDAS PRIEST e ICED EARTH:
Owens: "Sim, eu me sentia limitado. Eu não podia escrever com o JUDAS PRIEST, mas eu entendia a situação com a banda, isso nunca me perturbou. Acho que me perturbou mais com o ICED EARTH, onde senti como se eu tivesse algo a dar naquela vez. Eu realmente não podia contribuir, então me senti mais limitado com o ICED EARTH, mesmo que eu entendesse. Entendi isso nos dois grupos, isso me fez ir além e guardar todo meu material para meu próprio projeto".
Em como Chris Caffery e Bob Kulick vieram a contribuir para o "Play My Game":
Owens: "Conheço-os há anos. Encontrei Chris Caffery em 1996 e nos tornamos bons amigos. Bob Kulick e eu aparecemos em alguns álbuns juntos. Muitos desses caras que fizeram parte do 'Play My Game' são amigos. Michael Wilton, Jeff Loomis, Bobby Jarzombek - grandes músicos que fizeram parte do álbum que são meus amigos. Também eu fiz novos amigos que eu encontrei pela primeira vez, alguns deles fizeram parte do 'Play My Game' - Billy Sheehan por exemplo. Ter tantas estrelas como convidadas, e as encontrar, foi simplesmente maravilhoso".
O quanto alguns conflitos de agenda impediram certos músicos de fazer parte do "Play My Game":
Owens: "Sim, conflitos de calendário são sempre um problema. Corey Beaulieu do TRIVIUM estava interessado em contribuir, e até mesmo Andreas Kisser do SEPULTURA. Andreas e eu trabalhamos em algum material, então eu queria que ele tocasse uma música. Ele disse que não poderia pois estava indo para uma turnê no dia seguinte. Uma vez que ele não poderia tocar uma parte aqui ou ali, ficamos realmente apertados".
Sobre o conteúdo das letras de "Play My Game":
Owens: "Penso que as letras do álbum são muito próximas ao 'Beyond Fear', na medida que o álbum aborda cada um dos temas. 'Play My Game' aborda muitos temas: como é perder uma pessoa amada, naves espaciais, a cobertura de escândalos políticos, ou antigos relacionamentos. Não importa qual tema é, tudo isso realmente faz parte de 'Play My Game'. O álbum tem uma música sobre carros e uma música sobre coisas malignas nas sombras, por exemplo. Realmente as letras do álbum estão todas sobre a mesa, e é assim que eu sempre escrevi. Eu não sou um compositor de temas sobre castelos e dragões, e não vou escrever sobre temas extremamente envelhecidos o tempo todo. Sou um compositor que escreve sobre tudo, não importa o que venha à mente, tudo o que eu sinto que preciso escrever, eu escreverei".
Leia a entrevista completa (em inglês) no Ultimate-Guitar.com.
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