AC/DC: "riffs mais fáceis são os mais difíceis de escrever"
Por Diego Camara
Fonte: Blabbermouth
Postado em 15 de maio de 2009
O New Zealand Herald conduziu em maio de 2009 uma entrevista com as lendas do hard rock AC/DC e seu produtor, Brendan O'Brien, que já trabalhou com artistas como BRUCE SPRINGSTEEN, PEARL JAM e RAGE AGAINST THE MACHINE.
Sobre o trabalho com O'Brien, que pensou nos últimos dos CDs da banda serem mais baseados no Blues:
Angus Young (guitarrista): "Então ele estava tentando recapturar mais daquele som do rock, ao estilo 'Highway to Hell' - ele disse que também gostava do tempo do 'Dirty Deeds Done Dirt Cheap'.
"Tinha que soar como o AC/DC. Você quer que eles (os fãs) escutem e digam, 'Este é o AC/DC'... Mas você também quer que eles escutem e digam 'Mas este é o AC/DC tocando algo novo'. Isso para nós é sempre um desafio. Você torce para que a sua composição, o jeito que você está fazendo isso, esteja ficando melhor."
Brendan O'Brien: "Eles fizeram algo bastante único. Eles têm uma maneira muita agressiva na apresentação da música, mas sempre de uma maneira cativante, e eu senti que meu tipo de música favorita que eles fizeram foi este tipo de música. Meu pensamento é: 'se eu posso ajudar as pessoas para quando eles escutarem a música lembrarem o quão grande é essa banda, então é este meu serviço para eles'".
Sobre nunca receber tanto apoio da crítica:
Brian Johnson (vocalista): "Os críticos sempre foram um pouco irreverentes com o AC/DC por causa de Angus e da roupa de colegial, e sempre foi fácil fazer uma pequena brincadeira ou dar alguma alfinetada na conversa, sobre os riffs fáceis, e tudo o mais, e eles estão sempre errados. Os riffs mais fáceis do mundo são os mais difíceis de se escrever, pois eles são muito poucos".
"Highway to Hell é fácil, mas se falar para um guitarrista, ele não dirá que é tão fácil assim. Ninguém pode escrevê-los pois são coisas fáceis e é muito difícil escrever... e colocar eles juntos em diferentes modos e vir com algo fresco e diferente. Isso é genialidade, mas os críticos nunca enxergam isso".
A matéria completa (em inglês) está disponível no site do New Zealand Herald.
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