Phil Anselmo: sente falta do Pantera, nega volta às drogas

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Por Leo Kreator, Fonte: Antiquiet.com, Tradução
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O Antiquiet recentemente conduziu uma entrevista com Philip Anselmo, ex-PANTERA/DOWN, que falou sobre sua relação com os integrantes do PANTERA e negou estar usando drogas.

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Antiquiet: Eu não quero ficar escavando mentiras antigas, mas eu quero falar sobre algo que você enfrentou logo de cara. Quando você teve aquela conversa sobre a separação com Dime ["Dimebag" Darrell Abbott, falecido guitarrista do PANTERA/DAMAGEPLAN] e Vin [Vinnie Paul Abbott, ex-baterista do PANTERA/DAMAGEPLAN], nós fãs recebemos a notícia através da porra da Metal Hammer e jornalistas da música, que, claro, tendem a... você sabe, enfatizar as frases mais polêmicas, pra manter o circo de pé, chamar atenção, vender revistas. Então digamos que as coisas fossem diferentes e os jornalistas se importassem com outras coisas, e vocês tivessem seu espaço para resolver isso sozinhos. Você acha que as coisas teriam acabado diferentes?

Anselmo: "Bem... é um ponto discutível aí. Mas se você estiver falando em... termos imaginários, em 'e se fosse assim', teoricamente, sim. Na verdade, Rex [Brown, ex-baixista do PANTERA e atual do DOWN] e eu falamos muito sobre isse e nós sabemos... o PANTERA poderia ter continuado. A entrevista, que despertou a imaginação de todo mundo... Poucos sabiam, mas o cara que me perguntou isso - não deveria ter sido gravado - ele me perguntou diretamente o que aconteceria se nós brigássemos, fisicamente mesmo. Primeiro, isso nunca teria acontecido. Segundo - teoricamente, de novo - obviamente, eu teria vantagem sobre eles. Então eu falei de um [certo] jeito, do mesmo jeito que um milhão de filhos da puta fazem todos os dias - boxeadores, etc - você sabe, eles dizem que vão fazer coisas terríveis, horríveis uns com os outros, e depois que tudo acabar, eles apertam as mãos e se abraçam e acabou. Mas se as coisas são colocadas ao extremo, preto no branco, elas são lidas e interpretadas dessa maneira, e isso é algo muito infeliz. Porque, como eu disse antes, o PANTERA era uma força poderosa, cara".

Antiquiet: Exato.

Anselmo: "E não sou só eu que sinto falta desses dias, do Dimebag e do Vinnie, do pessoal todo, da vibração toda, do orgulho e da força por trás disso... como eu disse antes, o Rex e eu... Nós sempre dissemos que juntaríamos todos numa sala, discutindo e gritando... E muito disso teria sido minha culpa, mas na época eu era apenas um inválido. Precisava tanto de cirurgia nas costas, que era patético. E eu, ahn... eu fiz algumas escolhas ruins".

Antiquiet: Vimos recentemente algumas entrevistas suas que honestamente nos fizeram sentir pena de você. Algumas vezes você parece desligado, e alguns fãs dizem que você voltou às drogas, alguns dizem que é a medicação. Você só quer mesmo é acertar as coisas?

Anselmo: "Nunca ouvi dizer que voltei às drogas; isso é ridículo pra caralho. Isso é estúpido pra caralho. Mas na verdade, fodam-se os outros. Estou vivendo minha vida, fazendo exatamente qualquer merda que eu quiser... Não estou aí para impressionar merda nenhuma, quero que se foda, cara. e as pessoas... veja, eu já fui... gay, meu pescoço se quebrou de pular do palco, já fui de tudo - satanista, a favor da supremacia branca..."

"Estou muito mais forte que a maioria dos homens na minha idade. E eu nem bebo. É que... depois da cirurgia, você nunca sabe, um dia é bom - caralho, até uma semana pode ser boa - e então, tem uma mudança no tempo ou alguma merda assim, e você passa um pouco de dor. Dor, dor, sabe, é... Eu e a dor somos íntimos. Mas através de fisioterapia, yoga, Pilates, toda essa merda, eu aprendi como tornar a dor ao menos suportável. Você se alonga pra tirar essa merda, cara. Você levanta a bunda e - todo dia - pega trinta minutos, e se alonga pra tirar essa merda e isso muda todo o seu dia".

Antiquiet: Você aguenta sem analgésicos? Ou eles ainda te seguram naquela merda brutal do SOMA?

Anselmo: "Estou usando um remédio, chamado Lyrica. E ele é um medicamento anti-convulsão. E muitas pessoas que tomam esse remédio e têm dor no ciático, ou dor como a minha, que é no ciático, mas apareceu depois da cirurgia, às vezes quando os nervos se reconectam, eles se reconectam errado. E esse é o meu caso. São três vezes por dia, e já cansei dessa merda também. Estou cansado de toda essa bosta. Mas ajuda, diminui a dor, só um pouco. Os exercícios e tudo isso ajudam a circular o sangue, e a circulação do sangue é uma coisa importante pra caralho. Eu também faço boxe dez vezes por dia quando fico em casa, batendo no saco de pancada, e fico trabalhando. Então... Não dá pra fazer isso bêbado, ou drogado. Deixe esses faladores de merda ficarem na minha posição. Eles vão estar suando e desistindo depois de dez minutos da minha rotina. Porém, as coisas estão bem melhores. Eu posso dizer - e já podia logo após a cirurgia - que o doutor consertou o que estava me matando por tanto tempo. Ele consertou. Três discos rompidos, sabia? Agora, eu estou aqui com titânio nas minhas costas, te dizendo que quanto mais esforço você faz, melhor fica. Porém, ainda é, depois de três anos, uma coisa de dia-a-dia. De verdade. Sabe, uma mudança no tempo, uma queda de pressão, só Deus sabe. Sabe... apesar de tudo, é assim".




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Sobre Leo Kreator

Leo é estudante de Processamento de Dados na FATEC-SP. Trabalha como programador e dedica uma parte de seu tempo livre tocando bateria na banda de thrash metal paulistana Lanasters (que está atualmente tentando voltar à ativa...). Gosta de ouvir música BOA, mas de preferência metal - dos sub-gêneros NWOBHM, thrash, death ou black.

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