Doug Aldrich: "Você não faz música por dinheiro!"
Por Eduardo de Castro Neto
Fonte: Classic Rock Revisited
Postado em 23 de maio de 2008
Jeb Wright da Classic Rock Revisited recentemente realizou uma entrevista com o guitarrista do WHITESNAKE, Doug Aldrich.
Classic Rock Revisited: Você esteve em muitas bandas diferentes. Como você compõe no estilo do WHITESNAKE?
Doug Aldrich: É bastante semelhante a como eu comecei. Minha primeira gravação foi com uma banda dos anos 80 chamada Lion. Nós não eramos realmente muito conhecidos. Nosso cantor era um grande fã de David Coverdale e ele me apresentou a diversos discos da fase inicial do WHITESNAKE que ainda não haviam sido lançados nos EUA até então. Isso realmente funcionou como inspiração para o Lion, por que nós éramos como um filhote do WHITESNAKE. Quando eu trabalhei com DIO, não pude acrescentar elementos do blues, por que seu som é mais metal - e é assim que deve ser. Quando eu recebi o chamado para trabalhar com David então eu senti que era realmente uma ótima oportunidade e que eu poderia acrescentar algo ao grupo.

Classic Rock Revisited: Coverdale tem dito sempre que este álbum tem muitos elementos do início do WHITESNAKE. Eu acho que esta formação tem você em uma guitarra para o blues e o hard rock e Reb Beach ali para o som estilo anos 80.
Doug Aldrich: Reb can play anything; he is a master. He went to the Berklee College of Music. If I don't know what chord I am playing all I have to do is ask Reb. Our styles complement each other. My roots are in the British blues and bands like ZEPPELIN and CREAM. Later on I got into southern rock. When David got out of PURPLE, then I thought WHITESNAKE had a southern rock vibe that I thought was really cool. I love early WHITESNAKE.
Doug Aldrich: Reb pode tocar qualquer coisa; ele é um mestre. Ele frequentou o Berklee College Of Music. Se eu não sei o acorde que estou tocando, tudo que eu tenho que fazer é perguntar a Reb. Nossos estilos se complementam. Minhas raízes estão no blues inglês e bandas como ZEPPELIN e CREAM. Só mais tarde é que passei ao rock sulista. Quando David deixou o PURPLE, notei que o WHITESNAKE tinha uma vibração de rock sulista que eu achava muito legal. Eu adoro a fase inicial do WHITESNAKE.

Doug Aldrich: Tem um álbum que eu sei que você conhece chamado "Come & Get It" que tinha um punhado de grandes músicas. Nós vamos pegar algumas dessas músicas para tocar ao vivo. Nós nos interessamos por "Love Hunter" quando nós a incluímos em um meddley e foi divertido. Nós tocamos "Take Me With You" que é uma ótima música para levar ao vivo. Eu mandava e-mails para David o tempo todo e dizia: "Só para alimentar as idéias. Vamos tocar Child Of Babylon." E ele disse: "Pega leve. Não podemos deixar Here We Go Again fora do repertório. Se nós pudermos incluir algo, nós o faremos."
Classic Rock Revisited: Você co-produziu o álbum. Já tinha produzido algum álbum antes?
Doug Aldrich: Não. Quando surgiu o conceito de gravação em estúdios domésticos, todo mundo passou a fazer seus trabalhos em seus lares e essa opção te põe na cadeira de produtor por que você está tomando decisões de como a música está indo e como está o som. Nós meio que escorregamos para dentro do trabalho de produção.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Doug Aldrich: Este CD do WHITESNAKE foi produzido pelos Brutal Brothers, que são David, Michael McIntyre e eu. Eu deveria fazer uma parte da produção e se eu empacasse, então Michael a faria. David é o gerente e ele viria e diria que gostou disso ou daquilo, ou que nós deveríamos fazer algo diferente. Era como se tivéssemos três produtores diferentes. Levou algum tempo para nós terminarmos.
Doug Aldrich: Nós sabíamos como gostaríamos que soasse, eu não diria que nós atingimos 100%, mas nós chegamos perto.
Classic Rock Revisited: Quão difícil é trabalhar com David quando ele não concorda?
Doug Aldrich: Ele não aceita e é isso que faz ele ser o que é. Eu amo isso nele. A pior coisa é quando você tem algo no qual trabalhou muito duro e alguém apenas diz: "Oh, dá-se um jeito. Não se preocupe com isso." Ele quer ter a certeza de que tudo está correto.

Doug Aldrich: Nós fomos duros um com o outro em tudo que tivemos de fazer juntos, fosse um programa de bateria ou algo que nós estivéssemos escrevendo. Nós realmente empurrávamos um ao outro.
Doug Aldrich: David não é de todo difícil; ele apenas quer fazer o melhor que ele puder. Ele quer de coração o melhor para o WHITESNAKE e isso está bom o bastante para mim.
Classic Rock Revisited: Que fim levou (o baterista) Tommy Aldridge?
Doug Aldrich: A versão curta é que havia um conflito de agendas.
Doug Aldrich: Originalmente nós gostaríamos de compor e gravar no fim do último verão. A gravação demorou mais do que o esperado. Nós precisávamos entrar em estúdio para gravar apropriadamente as músicas com a banda e Tommy não pôde fazê-lo. Infelizmente, nós tivemos que seguir em frente. Nós havíamos escrito muitas passagens de bateria com ele em mente e tivemos que reestruturá-las para o novo baterista, Chris Frazier.

Doug Aldrich: Nós sabíamos que íamos sentir falta de Tommy mas quando entramos no estúdio com Chris, sabíamos que tudo ia dar certo. Chris trouxe uma pegada semelhante à trazida por Ian Paice para o WHITESNAKE. Você não pode substituir Tommy na lenda que ele é mas Chris traz algo diferente. Nós tocamos algums semanas na Austrália no mês passado e Chris foi surpreendente. Ele pode tocar essas músicas com uma mão amarrada nas costas. Além do mais, ele é um grande companheiro para se ter junto na estrada.
Classic Rock Revisited: Como Coverdale te tirou do DIO? Foi apenas dinheiro?
Doug Aldrich: Todo mundo pensa que tudo é por dinheiro mas você não faz música por dinheiro. Você não estará apto para sobreviver se está lá apenas atrás do dinheiro rápido.

Doug Aldrich: Eu estava encerrando uma turnê com Ronnie e David ligou dizendo que estava reformando o WHITESNAKE para a turnê de 25º Aniversário. Ele me disse que ainda demoraria uns dois meses. Eu estava livre e disse que poderia fazê-lo. Eu sou um fã de David desde quando ele estava no DEEP PURPLE e eu realmente queria fazer parte disso. Ronnie levou tudo numa boa.
Doug Aldrich: A turnê seguiu e foi realmente boa, além de que David e eu nos demos muito bem. No final das contas, David me pediu para ficar definitivamente. Era muito inocente da parte de David. Ele queria juntar uma banda legal para a turnê e sua única intenção era essa. Ele queria um guitarrista como ele previra para o WHITESNAKE e eu era esse cara.
Leia a entrevista completa no link abaixo.
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