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K. K. Downing: "não entendo a saída de Rob"

Por
Fonte: K. K. Downing - Site Oficial
Postado em 22 de julho de 2007

K. K. Downing, guitarrista do JUDAS PRIEST, respondeu recentemente à várias perguntas de fãs através de seu recém-lançado website.

Nos shows de 1970 to 1992 vocês tocaram com a afinação normal, mas nos shows com Tim "Ripper" Owens vocês tocaram com um tom abaixo e, com Halford no show "Rising in the East", com apenas meio tom abaixo. Por quê? Minha segunda pergunta é como você tocou o solo de "Hellrider" com Glenn? Eu não consigo tocar, é muito bom... e muito difícil. Ah, e "Hellrider" é tocada com um tom abaixo? Vi algo a esse respeito em tablaturas de guitarra.

Downing: "Quando trabalhamos com Ripper nós tocamos as músicas com muitas afinações diferentes, então quando fizemos turnês com ele nós tocamos com um tom abaixo, como você disse. Quando Rob voltou, e como sempre tocamos na mesma altura que ele, nós continuamos usando uma afinação diferente, dessa vez apenas meio tom abaixo, porque já estávamos acostumados a tocar com uma afinação mais grave. Entretanto, nós já estamos compondo e tocando em sintonia, então acho que é assim que tocaremos nas turnês também. Sim, acho que 'Hellrider' estava meio tom abaixo, mas continue praticando que você consegue".

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Algum de vocês tende a escrever sobre temas mais voltados para a melancolia ou fúria? Alguém procura escrever sobre temas mais otimistas ou vocês sempre colaboram entre si?

Downing: "Como você deve saber, eu e os rapazes somos homens maduros e acho que é justo dizer que a nossa longa experiência de vida sempre nos deu, e continua a dar, muitas informações que nos permitem compor músicas que, em sua maior parte, são relevantes para todos nós. Quando eu era jovem havia muita confusão em minha mente sobre o que era e o que não era normal, acho que a insegurança que sentia em casa foi o começo de um certo tipo de rebeldia da minha parte e eu tinha certeza de que muitos outros garotos se sentiam da mesma forma. O amor que eu recebi da minha mãe estava em total desacordo com a atmosfera violenta criada pelo meu pai; isso criou uma base muito instável do tipo o bem versus o mal, na qual minhas irmãs e eu fomos criados. Estou certo de que essa história é muito familiar para muitos fãs de Rock e Metal porque acredito que nossa música muito provavelmente foi escolhida para nós, conscientemente ou inconscientemente, pelas pessoas que nos tornamos devido aos eventos que influenciaram a nossa educação. A angústia e a calma têm fronteiras muito abrangentes, com uma ampla gama de emoções que servem para criar uma enorme tela em branco para permitir que as pessoas possam se expressar. No meu caso é através da música, para você podem ser as palavras e outros encontram seu próprio meio. Na minha opinião, o motivo pelo qual o JUDAS PRIEST ainda é tão criativo é que nos reunimos como irmãos de diferentes famílias, mas era como se fôssemos uma só, com o entendimento não declarado de que tínhamos passado por experiências parecidas. Por essa razão pudemos apresentar idéias musicais que abrangiam uma grande variedade de emoções".

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Você e Glenn já tiveram, ou ainda têm, alguma briga séria, ou disputa, considerando que ele lançou um álbum solo e já li muitas histórias sobre a razão de Rob ter saído da banda, qual é a certa?

Downing: "Acho que é bom que haja alguma competição saudável, porque isso te dá ânimo para melhorar suas habilidades musicais e para ser criativo nas composições. Sempre haverá diferenças em relação à música mas, se você acredita na banda, você deve superá-las. Isso é ser justo com os outros membros. Mas penso que, se um membro quer sempre dar a palavra final e ter todo o controle, você deve mandá-lo embora para o próprio bem dele, assim ele se torna um artista solo mais cedo. Na verdade, o motivo pelo qual Rob saiu ainda é um mistério para mim, mas o importante é que ele voltou para nós e para os fãs de Metal".

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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".
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