Rob Halford: Comentários sobre a coletânea "Metal God Essentials"

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Por César Enéas Guerreiro, Fonte: Brave Words, Tradução
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O site PureGrainAudio.com conversou recentemente com o frontman do JUDAS PRIEST, Rob Halford, para discutir o lançamento do CD "Metal God Essentials – Volume I".

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PGA: O álbum contra com um total de treze faixas dos lançamentos do FIGHT e da banda HALFORD. Como você escolheu as faixas para o disco? Foi difícil selecionar apenas treze músicas?

Rob: "É, você sabe, não é a mesma coisa que gravar um novo álbum de estúdio. Se você está numa banda e está gravando um novo álbum, os seus ritmos, seus andamentos e todos os outros fatores que afetam um disco são importantes, mas neste caso trata-se apenas de reunir as músicas. Acho que a ordem das faixas funciona muito bem, hum, achei que ficou legal termos começado por 'Resurrection' porque foi com ela, pelo menos na banda Halford, que redescobrimos o verdadeiro Metal. E depois variamos um pouco, incluindo faixas de estúdio e ao vivo, como no caso de 'Screaming In The Dark', o que é uma coisa diferente de se fazer. Aí entramos no mundo do Fight e em seguida temos duas novas faixas: 'Forgotten Generation' e 'Drop Out'. Finalmente encerramos com um remix chamado 'Redemption' na versão européia. São diferentes títulos para diferentes territórios porque gravamos quatro ou cinco remixes da música 'Forgotten Generation'. E tudo isso, combinado com o DVD, resulta num produto muito bom, comercialmente falando. Foi brilhante a idéia de me colocar na moto (na capa), junto com os esqueletos voadores; essa é uma imagem com visual de Metal simplesmente incrível".

PGA: O álbum contém um pouco do melhor do seu trabalho solo, mas também oferece duas músicas novas, "Forgotten Generation" e "Drop Out", seu primeiro material inédito em vários anos. Quando essas músicas foram gravadas? São apenas sobras ou você as gravou especialmente para este "Greatest Hits"?

Rob: "Depois que voltei pro Priest, os principais compositores da banda Halford, que são o Mike [Chlasciak, guitarra], que vive em Nova Jérsei, e Roy Z [guitarra], que vive em Los Angeles, começaram a trocar arquivos e idéias pela Internet. Mas no Priest, tudo é feito com Glen [Tipton, guitarra], K.K. [Downing, guitarra] e eu, é o nosso mundo, mas no caso da banda Halford, eu gosto de deixar os caras à vontade para fazer toda a parte de instrumentação, então eles cuidam de tudo. Quando eu pego o material ele já está quase pronto e apenas digo o que penso sobre as possibilidades. Então esse foi o caso, quero dizer, estamos acumulando toneladas de material novo da banda Halford e essas são duas músicas relativamente novas que escolhemos, deixe-me ver, estamos um junho? Deixe-me ver, quando eu fiz isso? Acho que terminamos de compô-las no ano passado, então são relativamente novas, não se trata de material de quatro ou cinco anos atrás".

PGA: Uma coisa que chamou a minha atenção no título do lançamento foi o "Volume 1" no final. Isso significa que os fãs podem esperar um Volume 2, e talvez um Volume 3, de seus maiores sucessos no futuro?

Rob: "Sim, acho que dá pra fazer isso. Não importa em que banda você esteja, desde que tenha uma carreira consolidada. E nós temos uma quantidade enorme de material que pudemos reunir neste lançamento. E o legal é que pude reunir e mostrar toda a versatilidade que mostrei na banda Halford e no Fight. Então podemos dizer que sim, haverá um Volume Dois no futuro, não sei exatamente quando, mas tenho essa ambição".

PGA: Nos últimos meses você certamente esteve bastante ocupado, tanto em relação à música quanto em relação aos negócios, porque em novembro você formou a sua própria produtora de música e filmes, a Metal God Entertainment. Por que você decidiu apenas recentemente, depois de todos esses anos, ter controle sobre sua música e seu catálogo, através de seu próprio selo?

Rob: "Isso foi brilhante; é uma alegria poder controlar a sua própria música. Quando a Sanctuary estava passando por mudanças algum tempo atrás, eles me deram a oportunidade de ter a minha música de volta e isso foi absolutamente brilhante, eu simplesmente adorei a idéia. Foi essa oportunidade que levou a esses outros projetos que pude realizar com todo o material Halford. Também tenho um bom relacionamento com a BMG, que permite que eu faça o que quiser com o material do Fight, então tudo isso acabou me estimulando e foi aí que pensamos em formar a Metal God Entertainment, que se tornou uma idéia mais ampla, com a possibilidade de trazer novos talentos, fazendo rádio, vídeo e tudo o mais no futuro. Nunca é tarde, não é mesmo? Não estou querendo dar um sermão, mas acho que na vida o que interessa é tentar coisas novas e arriscar, se não der certo, pelo menos você tentou. Você tentou!! [risos] Senão a sua vida passa e você pensa: ‘Eu podia ter feito isso’, ‘Eu podia ter feito aquilo’, ‘Por que não fiz aquilo’, entende? Você precisa se mexer, agarrar a vida com unhas e dentes, dar o máximo de si".

Leia a entrevista completa (em inglês) no link puregrainaudio.com.




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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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