Bruce Kulick fala sobre "Kissology: Volume 2"
Por Marco Néo
Fonte: Blabbermouth
Postado em 17 de junho de 2007
O site KissOnline.com postou uma entrevista recente com o ex-guitarrista do KISS, Bruce Kulick, sobre sua história com a banda e sobre o que os fãs podem experar da St. Louis KISS Expo.
Da sua perspectiva, o que é mais interessante nas convenções de KISS?
Kulick: "O que mais me fascina é como os fãs de KISS transmitem isso para o resto de suas famílias. Obviamente os fãs de KISS que viram a banda original, ou 12 anos depois quando eu estava na versão sem maquiagem do grupo, estão agora com trinta e poucos anos, e têm esposa e filhos. Os garotos agora têm entre cinco e dez anos e, por influência de seus pais, são fascinados pelo KISS. Eles são a próxima geração. O olhar em seus rostos quando eles vêem um dos membros do KISS, e eles me reconhecem das capas dos álbuns ou do show 'Unplugged', me impressiona. Tornou-se uma coisa familiar, o que eu acho que é uma das coisas mais surpreendentes sobre o KISS".
A banda conseguiu chegar a um patamar de ícone, quase no nível da Disney ou da Coca-Cola.
Kulick: "Certamente, e quando isso engloba até a minha história com a banda, que é sem maquiagem, eu me sindo bastante lisonjeado, claro. Naquele tempo nós éramos uma banda típica de rock, se bem que não tem nada de típico no trabalho com Gene e Paul. Nós estávamos num patamar diferente e acima de muitas das 'hair bands' daquela época. Então é sempre ótimo que os fãs estejam tão animados de me conhecer".
O que eu sempre achei ótimo sobre a sua fase foi que vocês provaram que havia uma vida para a banda sem a maquiagem.
Kulick: "Claro, nós sempre tentamos fazer um grande show, seja com lasers, ou com uma imensa pirotecnia, ou nós descíamos de uma pilastra cheia de raios no teto. Toda noite era como uma volta em um brinquedo da Disneylândia".
Você já era um músico de sucesso antes de entrar para o KISS. O que você aprendeu sobre o mundo da música, estando no KISS, que talvez não soubesse antes?
Kulick: Eu já tinha alguma experiência antes de entrar na banda, o que me ajudou bastante com a experiência intensa de repentinamente me juntar a uma banda como o KISS, que tinha acabado de lançar um disco de platina. Mas a forma de trabalho de Gene e Paul era realmente interessante. Uma vez que você tem o tipo de sucesso que eles já tinham, tem a condição de tomar as rédeas do negócio. Eu vi aquilo pela primeira vez. Quando eu toquei com o Meat Loaf, é claro que eu era só um guitarrista da banda de apoio, e eu o vi não tomar as rédeas e somente correr louco em busca da fama. O que eu aprendi com o Gene e o Paul foi que eles viveram todos os altos e baixos do negócio, então eles sabiam como proteger a banda e ir adiante e sobreviver numa indústria muito difícil. Eles lidavam com a gravadora e com as pessoas que organizavam as turnês de uma forma bem dura, porque eles, com razão, sabiam que ninguém mais tinha a visão que eles tinham".
Eu sei que você recentemente tocou no disco solo de Paul Stanley, mas tem mais alguma coisa do KISS vindo que você possa comentar?
Kulick: "Eu tenho algumas novidades sobre o DVD 'Kissology 2', que está pra sair; vai ser realmente incrível. Recentemente eu vi uma preview de algumas coisas que estarão nele. Uns caras da MTV vieram e eu gravei alguns comentários para alguns dos concertos nos quais eu aparecia. O primeiro 'Kissology' vai de 1974 a 1977. O 'Kissology 2' vai de 1978 até 1995, com a reunião. Basicamente, ele começa nos álbuns solo, vai até a época do Vinnie Vincent, a retirada da maquiagem, daí a época em que eu me juntei à banda. Alguns dos shows são da turnê do 'Creatures of the Night' e da turnê do 'Hot in the Shade', e são muito bem filmados. Muito melhores do que os bootlegs que circulam por aí".
Alguma boa lembrança de visitas a St. Louis em turnês passadas?
Kulick: "Nos velhos tempos, quando eu toquei aqui com o Meat Loaf, eu conheci um jovem que gostava muito de guitarras, e tinha uma lojinha que vendia guitarras para músicos que estavam em turnê. Acabamos desenvolvendo uma longa amizade, e a loja se chama Silver Strings. Nos tornamos tão bons amigos, na verdade, que quando eu me casei, em 1989, ele foi ao casamento. Então, a cada ano eu vou vê-lo, toda vez que estou em St. Louis. Eu gosto muito da cidade e acho as pessoas muito amáveis. É meio que uma panelinha, mas ao mesmo tempo é um pouco como Nova York, com todas as pessoas diferentes que vão pra lá. Eu acho que essa é a primeira 'KISS Convention' em St. Louis, mal posso esperar por ela, eu acho que vai ser muito legal".
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A lenda nordestina que é o Van Halen brasileiro, segundo Rafael Bittencourt
A banda idolatrada por Eddie Vedder que nunca tocou no Brasil: "Ele era fanático"
Como surgiu a ideia de formar o Heaven & Hell, de acordo com Geezer Butler
De Megadeth a Bruce Springsteen, as 10 músicas mais sombrias da história do rock
O álbum de 1970 que vendeu mais que Beatles e Led Zeppelin
A banda dos anos oitenta que mudou a forma como Bono enxergava os Estados Unidos
Baterista do Raven é chamado às pressas para substituir Charlie Benante em show do Anthrax
O astro do rock que "deu aula" no Rock in Rio 2026, segundo Gastão Moreira
A conversa com Angela Gossow que mudou os planos da Crypta: "Eu falei: por que não?"
"Metallica e Bruce Springsteen são 'música de caminhoneiro'", diz Liam Gallagher
Roger Waters e filho criam o Legacy, projeto que celebra a obra do Pink Floyd
Jim Root entende que novo álbum do Slipknot irá "magoar algumas pessoas"
O roqueiro que fez Lemmy perceber que tocar podia ter outras vantagens
Steve Stevens lembra de quando produtor pediu para ele "não tocar tão bem"
O feito do Metallica que Lars Ulrich ainda considera motivo de orgulho décadas depois
A música feita para zoar jovens descolados que se tornou um clássico dos anos 90
América do Sul passa a Suécia em lista de 10 melhores discos do death metal melódico
Rick Rubin lista seus oito álbuns preferidos de todos os tempos

O guitarrista que se tornou fã do Kiss após abrir turnê da banda
Eddie Kramer contou o que o Kiss negou por anos sobre o disco ao vivo "Alive!"
A banda clássica que Pete Townshend descartou como uma "paródia do rock"
Shows no Brasil que encerraram ciclos em carreiras de bandas internacionais
Kiss anuncia box-set super deluxe do álbum "Rock and Roll Over"
Os dois piores álbuns da discografia do Kiss segundo seu vocalista Paul Stanley
A relação entre Gene Simmons e um ídolo que começou com uma condenação ao inferno
Quando Peter Criss percebeu que o Kiss estava deixando de ser uma banda de rock
O chilique que Sammy Hagar deu quando foi abrir show do Kiss nos anos 70
Marilyn Manson: "Sou ainda pior fora do palco"
Dream Theater: Myung não tinha planos de ser baixista



