Kreator: "Escrevi Tormentor com 14 anos!"
Por Cláudio Landim
Fonte: Imhotep
Postado em 24 de abril de 2007
Mille Petrozza, do KREATOR, conversou em abril de 2007 com Andreas Aubert do Imhotep sobre alguns tópicos, incluindo as letras da banda.
Imhotep: Eu acho que as letras são umas das melhores coisas no Kreator. Parece que nos dois primeiros álbuns as letras são mais "infantis" de algum modo.
Petrozza: "Sim, nós éramos garotos. Eu era muito novo quando fiz minha primeira gravação, eu era um adolescente no ensino médio, eu tinha 16 anos. O que você esperaria disso? A primeira música, 'Tormentor' – Eu escrevi essa música quando eu tinha 14 anos. Obviamente é uma letra infantil, escrita por uma criança. Mas é parte da história."
Imhotep: Você amadureceu muito rapidamente. Em 'Terrible Certainly' havia um foco diferente.
Petrozza: "Aquela era a primeira vez que tivemos um produtor internacional. Ele era inglês, e fazia uma leitura de todas as letras comigo. As letras estavam todas lá, mas ele me ajudou com a gramática. Eu meio entrei naquilo, por alguma razão. Não é tão difícil para mim escrever letras em inglês e aparecer com coisas bacanas."
Imhotep: Na minha opinião, você cita vários tópicos de caráter social, político, espiritual e até mesmo sobre meio ambiente. Você acha que muitas pessoas entendem a mensagem?
Petrozza: "Eu não sei. Eu acho que o principal é, para ser bem honesto com você... Quando você toca música e é criativo, você compõe as letras para si mesmo. Depois, você espera que as pessoas entendam o que você está tentando dizer. Algumas vezes eles entendem, algumas vezes não; isso está fora do meu alcance, porque eu as entreguei (as letras). Eu não fico com as letras e leio pra pessoas que eu conheço e que sei que entenderiam. Eu basicamente dei as letras para o mundo atual onde todo mundo pode ter seu próprio contato com elas. Há algumas pessoas que têm um sensibilidade aguçada para letras em geral, e existem pessoas que não ligam para isso. Eu não serei arrogante a ponto de dizer que todo mundo entende ou liga para as letras. Algumas pessoas não estão nem aí, o que é lamentável, mas acontece. Para mim, você deve compor as letras: a) Para si mesmo, e b) Para as pessoas que tentam entendê-las, mesmo que seja somente parte de platéia. Vale a pena".
Leia a entrevista completa, em inglês, no link a seguir.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O maior frontman da história do rock, de acordo com o Loudwire
As 10 melhores bandas da história do metal, segundo o Loudwire
As 10 melhores bandas de thrash metal de todos os tempos, segundo o Loudwire
Dez bandas que apontam para a renovação do Rock Nacional cantado em português
A canção que mudou o Metallica, mas Lars não entendeu; "O que você fez com a nossa música?"
Gary Holt diz sentir-se mais inseguro nos EUA do que tocando na América Latina
A banda que morreu, renasceu com outro nome e mudou a história do rock duas vezes
O único álbum do Dire Straits que Mark Knopfler consegue ouvir: "Não gosto dos discos"
Entre a Sombra e o Futuro - Como Halford, Astbury, Danzig e Dickinson desafiaram seu passado
Linkin Park emplaca 7ª música no Clube do Bilhão do Spotify
O poderoso power trio "resposta ao Cream" que tinha Clapton na plateia, mas implodiu cedo
5 álbuns clássicos de rock que Gastão Moreira tentou gostar - e não conseguiu
Javier Bardem diz no Oscar que é do thrash e do speed metal, e cita Metallica e AC/DC
O ícone do rock e do metal que bebia sem parar - e nunca tinha ressaca
A reação de Lemmy Kilmister quando gravadora sugeriu que Motörhead gravasse um rap


A opinião de Mille Petrozza, do Kreator, sobre "Endorama"
Mille Petrozza, do Kreator, diz que já tomou anfetamina pra tocar mais rápido
Mille Petrozza explica por que sonoridade do Kreator mudou na década de 90
Mille Petrozza (Kreator) explica o que o fez recusar convite para integrar o Celtic Frost
Kirk Hammet: "não sou um Van Halen, ainda estou aprendendo"
Dio: "Ozzy me odeia quando estou no Sabbath!"


