Clawfinger - de volta com ódio e estilo!
Por Rafael Carnovale
Postado em 06 de agosto de 2006
Você se lembra do Clawfinger? Provavelmente não. Afinal eles foram uma das primeiras bandas a tocar na edição de 1996 do Monsters Of Rock Brasil, fechada por Ozzy Osbourne. Mas a banda continuou na atividade, com sua mistura de metal, pop, rap e jazz. Recentemente um contrato coma Nuclear Blast foi assinado e os caras lançaram "Hate Yourself With Style". Para falarmos sobre esse novo CD, conversamos com o simpático vocalista Zak Tell. Confira abaixo como foi este interessante bate-papo.

Entrevista concedida ao portal Mundo Rock (http://www.mundorock.net):
Mundo Rock – Vamos começar falando do show que vocês fizeram aqui em 1995 no Monsters Of Rock. O que você lembra daquela época?
Zak Tell – Toda a turnê foi insana e maravilhosa. Foi um sonho que virou realidade. Tocamos com bandas grandes (Ozzy, Megadeth) e foi um grande momento, uma ótima chance para o Clawfinger, porque com isso conseguimos fazer vários shows mundo afora. Pude notar que o público brasileiro é bem temperamental e não esconde suas emoções, e gostei disso. Só tenho boas lembranças.
Mundo Rock – Naquela época vocês eram considerados como uma banda de difícil definição, devido aos vários estilos adotados em sua música. Como você vê isso atualmente?
De fato temos um caldeirão de influências. Músicas, estilos, não temos algo pré-definido. Podemos fazer algo industrial, com hardcore, com metal, é algo natural para nós. Nos sentimos muito bem mexendo nesse caldeirão. Nos divertimos muito com isso.

Mundo Rock – O Clawfinger acabou por ser influência para várias bandas de New Metal. Vocês se consideram uma banda de New Metal?
Só se eu disser que somos a mais velha banda do estilo (Risos). Não ligo muito para isso, para ser sincero nem procuro entender o que é o New Metal, não consegui entender ainda o que é o Grunge! (Risos). Penso que é só um rótulo, pois a essência musical é muito mais abrangente do que apenas um nome, um estilo. Tem muito mais a ver com emoção, feeling.
Mundo Rock – O novo CD está bem mais metal. O que vocês planejaram com isso?
Perdemos nosso guitarrista em 2003. Com isso ganhamos um novo amigo que tem muito do metal old school em suas influências. Berd adora o Slayer, Metallica, e as bandas mais extremas de metal suecas. Isso nos estimulou a dar uma mudada na música do Clawfinger, e é isso que estamos fazendo neste momento. Mas podemos mudar tudo para o próximo CD, afinal gostamos disso. Mas quero deixar claro que essa mudança nada teve a ver com a Nuclear Blast, nosso novo selo, que tem várias bandas de metal em seu "cast". Foi algo que quisemos fazer.
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Basicamente fala sobre viver uma mentira. Muitas vezes vivemos uma vida que não é nossa, somos o que não somos. Usamos máscaras que nos tornam nada mais do que merda. Fingimos uma felicidade que não existe, risos idiotas sem sentido. Disso fala a música, desse mundo louco, esse mal que nos assola (Risos).
Mundo Rock – Neste CD vocês executaram muitos números mais lentos como "Right To Rape". Fez parte dessa gama de mudanças que você falou anteriormente?
Não muito. Acho que é mais um reflexo de todas as influências que temos. Gostamos de metal, pop e jazz. Só deixamos que o som nos envolva quando estamos compondo. Por incrível que pareça só uma guitarra e a bateria servem perfeitamente para o que queremos escrever. É o caso de se deixar levar pela música, deixar saírem as emoções, que você terá o estilo nas suas mãos, seja ele melódico, rápido ou lento.

Mundo Rock – Em 1996 vocês estavam com um selo mais voltado para o pop, e agora assinaram com a Nuclear Blast.O que os fez optar por este selo?
A visão que eles têm da banda. Se você está numa Warner da vida, você é quanto você vende, e isso não quer dizer que você seja popular. Isso define seu destino dentro da gravadora. A Nuclear Blast trabalha com metal, e isso é importante para nós. Claro que eles também querem vender, isso é importante e mantém o selo ativo, mas pelo menos eles sabem melhor como lidar com bandas do nosso estilo, não são como os filhos da puta da grande indústria fonográfica.
Mundo Rock – "Hypocrate" tem muito do Helmet antigo nas guitarras. Você gosta desta banda?
Claro! É uma grande banda. O guitarrista é muito bom e compõe grandes riffs. Eu adoro, e com certeza isso fez diferença quando compusemos a música.

Mundo Rock – Como têm sido os shows até agora?
Em janeiro fizemos 26 shows pela Europa. E tocaremos em alguns festivais durante o ano. Sobre a América do Sul já vou antecipar sua pergunta (Risos): queremos voltar, mas precisamos que algum promotor acredite em nós. Não somos uma dessas "big bands" que estalam o dedo e surgem dezenas de pessoas querendo trabalhar com elas. Não podemos pagar para tocar. Sem algum investimento nada podemos fazer. Eu gostaria de ser maior, de poder tocar em qualquer lugar, mas tenho que aceitar a realidade. Mas não quer dizer que desistimos. Quem sabe rola um dia!
Mundo Rock – Zak, obrigado pela entrevista.
Eu que agradeço. Peço aos fãs que continuem nos apoiando. Os emails que estamos recebendo nos deixam muito felizes, nos passam um grande sentimento de carinho. Espero poder retribuir tudo isso um dia.

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