Tristania: Kjetil comenta o novo CD e a trajetória da banda

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Por Rafael Carnovale

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Em 2002 o Tristania veio ao Brasil e veio com uma nova formação. Morten Veland (vocal) havia deixado a banda e fora substituído por Kjetil Injebrethsen. A banda havia mudado muito, e o cd "World of Glass" foi um primeiro passo para tal. Três anos se passaram e o "line-up" já entrosado lança "Ashes", que continua os experimentos iniciados anos atrás e traz uma nova perspectiva para esse septeto que diz que está longe de ser uma banda gótica. Aproveitando a vinda da banda ao Brasil para uma turnê conjunta com o Kreator, conversamos com o vocalista Kjetil aonde abordamos vários assuntos relacionados ao novo cd e a trajetória da banda. Vale citar que tivemos muitos problemas com o áudio, que estava péssimo tanto para nós como para Kjetil, mas o mesmo se mostrou muito gente boa e levou a entrevista até o fim. Confira como foi abaixo:


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Whiplash - "World of Glass" é um bom cd, mas um pouco diferente do que o Tristania vinha executando. Teria sido em decorrência da saída de Morten Veland, e do fato de estarmos com um novo núcleo compositor?

Kjetil / Sim.... em partes posso falar que sim. Toda a banda mudou. Não foi só a saída de Morten, mas sim a consolidação de um processo global que já vinha acontecendo. Toda a banda mudou, mas seria incorreto dizer que a saída de Morten não foi decisiva para que tal mudança tomasse forma num cd.

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Whiplash - Como ficou o processo de composição, já que Morten era um dos principais compositores?

Kjetil / Não posso responder essa pergunta com precisão, pois quando entrei as músicas de "World of Glass" já estavam compostas e gravadas. Mas posso dizer que atualmente todos participamos, de um jeito ou de outro. Uns vêm com algumas idéias, e as desenvolvemos em "jams". Assim nossas músicas vão surgindo.

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Whiplash - Vocês tem três vocalistas, cada qual com sua característica. Como escolher quem cantará nas músicas, com tal variedade de vocais?

Kjetil / É interessante falar sobre isso, porque não é pensado. Desde o começo a banda quis ter três vocais, ou pelo menos três estilos, o lírico/suave, o gutural e o limpo. Gostamos de trabalhar com essa variedade e vamos muito pelo "feeling"de cada música..... é muito divertido.

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Whiplash - Em 2002 vocês vieram ao Brasil pela primeira vez e participaram de um "webchat" no site WHIPLASH! , aonde afirmaram que não consideravam a banda como gótica. Dois anos se passaram e vocês voltam com o mesmo pensamento?

Kjetil / Sem dúvida. Podemos ser enquadrados como góticos. Os fãs podem nos chamar assim se quiserem, eles que decidem. Mas temos tantas influências, ouvimos tantas bandas diferentes, que não nos sentimos góticos. É claro que temos partes de música gótica em nosso trabalho, mas não consideramos esta uma característica predominante. Mas isso não é algo que nos preocupe.

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Whiplash - Particularmente considero que "Ashes" dá continuidade aos experimentos musicais de "World of Glass". Para tal eu gostaria que você comentasse a primeira faixa, "Libre", que me apresentou muitos elementos de death e heavy tradicional.

Kjetil / Já ouvi esse comentário algumas vezes, mas não concordo. Acho que "Libre" é uma música mais puxada para o "Hard" com pegada "Heavy". Considero-a extremamente pesada e perfeita para ser tocada ao vivo. Possívelmente será a abertura de nossos shows, pois essa opinião é unânime na banda

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Whiplash - Outro momento interessante é "The Wretched", que traz alguns elementos de prog-metal. Vocês curtem esse estilo? Como incorporaram o mesmo a seu trabalho musical?

Kjetil / Pô... legal!!! Já ouvi também o mesmo comentário, mas vou discordar de novo (risos). Muitos nos disseram que gostavam da música, e de fato alguns de nós curtem o metal mais progressivo. Mas não a compararia a bandas como Dream Theater ou Treeshold. Acho que esta é uma música mais heavy, mas sim... alguns de nós gostam muito do estilo.

Whiplash - Em algumas músicas a banda investe pesado em passagens atmosféricas, quase viajantes, como o Celtic Frost fez no passado. Não fica um receio de que a identidade da banda seja comprometida com tantas misturas?

Kjetil / É algo que vem de longo tempo. O som do Tristania é o que você ouve, com os vocais, com os riffs, é o que vivemos e o que passamos. Por mais que incorporemos alguns elementos nossas características sempre estarão lá, podemos sentir e os fãs também.

Whiplash - Muitas bandas que possuem uma vocalista em sua formação a colocam em evidência, como a única cantora. Mas o Tristania mescla os vocais de Vibeke com os outros de maneira equilibrada. Já pensaram em gravar mais músicas aonde apenas um vocalista cante?

Kjetil / Vibeke canta em "Cure" sózinha. Mas não é algo pensado. Quem sabe no futuro possamos fazer sim o que você afirma.

Whiplash - Por serem considerados góticos, vocês acabam no mesmo cenário que bandas como Nightwish e Lacrimosa. O que você acha dessas bandas?

Kjetil / Gosto de algumas músicas do Nightwish, mas nunca ouvi muito o Lacrimosa. Mas sei que são grandes bandas com músicos talentosos.

Whiplash - O que você poderia nos contar sobre "Cure" e "The Gate". Você concorda que estas músicas são mais melódicas e até flertam com o pop-rock?

Kjetil / Sobre a melodia sim, definitivamente. Mas sobre pop-rock não. "Cure" é uma balada suave, bem quieta, e "The Gate" é uma música mais tradicional que remete a nossos trabalhos anteriores.

Whiplash - "Ashes" pode ser considerado uma ponte para o Tristania desenvolver ainda mais seu estilo. O que podemos esperar de futuros lançamentos? Vocês planejam se distanciar ainda mais do estilo gótico?

Kjetil / Continuaremos nos desenvolvendo cada vez mais, seguindo o que sentirmos que seja necessário fazer. Vamos trabalhar muito as músicas novas nos shows e isso poderá nos dar uma idéia do que faremos no futuro.

Whiplash - Vocês estarão fazendo shows com a banda Kreator. Como isso surgiu e como você se sente de estar em turnê com uma banda thrash consagrada?

Kjetil / Nossa gravadora recebeu a proposta e achamos interessantíssimo fazer estes shows. Particularmente estou ansioso e excitado. Primeiro por irmos de novo ao Brasil, e segundo porque quero mesmo ver como este pacote de turnê irá funcionar. Acho que será sensacional, e mal posso esperar.

Whiplash - Várias bandas têm usado os shows brasileiros para gravar DVD’s e CD’s ao vivo, como o Edguy e Seventh Avenue fizeram. Há planos para tal?

Kjetil / Agora estamos finalizando um vídeo para "Libre" e futuramente um para "Equilibrium". Planejamos sim algo para um DVD, mas ainda não há nada concreto sobre isso.

Whiplash - Kjetil, muito obrigado pela entrevista e pela simpatia (o áudio estava péssimo para ambos). Deixe uma mensagem para os fãs brasileiros que esperam ansiosamente para vê-los ao vivo.

Kjetil / Obrigado a você por podermos mesmo com esse problema de áudio fazer a entrevista, e um MUITO OBRIGADO aos fãs por simplesmente existirem. Em março iremos agradecer da melhor forma que podemos, com shows muito legais!!!!

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