Orphaned Land: Kobi Farhi fala sobre shows, Mabool e futebol

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Por Bruno (TED) Coelho

De origem israelense, o Orphaned Land trata-se da banda de heavy metal de maior expressão de todo o Oriente Médio. Mais do que surpreender por sua origem, a banda impressiona pela qualidade da música que cria. Confira a extrevista exclusiva com o vocalista Kobi Farhi.

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Whiplash - Olá! É um grande prazer para a Whiplash poder entrevistar você! Antes de qualquer coisa, gostaria de saber como é a cena metal em Israel. Tenho certeza que existem muitas bandas por aí!

Kobi Farhi / Bem, nós temos uma cena bem ativa aqui, existem muitas bandas locais apesar de ser um país pequeno e o público é totalmente louco. As coisas acontecem basicamente como em qualquer lugar no mundo, temos revistas on-line, webzines... não temos problemas com proibição por parte do governo ou coisas do tipo, temos liberdade de expressão aqui. O maior problema é que jovens que completam 18 anos têm o dever de servir o exército por três anos, o que faz com que muitas bandas locais acabem precocemente.

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Whiplash - Entendo... eu perguntei isto mas tinha certeza que existia uma cena em Israel. Com certeza existem bandas de metal em praticamente todos os países do mundo! Mas já que você tocou no assunto "liberdade de expressão", diga-me como é a situação nos países ao redor de Israel.

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Kobi Farhi / Israel é a única nação democrática do Oriente Médio. Existem muitos países onde o heavy metal não é permitido por estarem sob regime de ditadura. Você não encontre cds de metal à venda nas lojas – nem mesmo bootlegs, as rádios não tocam metal e você nem mesmo pode vestir camisas de suas bandas favoritas, o que faz com que a cena seja realmente undeground. Tivemos notícias de fãs nossos que chegaram a ter problemas com a autoridade em um desses países. É até difícil de entender a situação jáq ue estão tão próximos de nós, apenas poucos quilômetros de distância. È incrível que logo ali ao lado existam pessoas que não têm o direito de escutar heavy metal nem mesmo dentro de seus lares.

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Whiplash - Mudando de assunto completamente, devo dizer que andei lendo algumas de suas entrevistas em revistas e páginas na internet e também várias resenhas... Tenho certeza que você também andou lendo as resenhas que as revistas mais importantes e grandes web sites escreveram sobre o álbum – eu mesmo tenho que terminar a resenha para o álbum em breve – e gostaria muito de saber como você tem recebido a reação da imprensa e qual tem sido a reação da imprensa especializada.

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Kobi Farhi / A reação tem sido fabulosa até agora! E eu posso dizer que isso é verdade porque, apesar de já termos passado mais de três meses da data de lançamento do álbum, revistas e web sites continuam ligando e pedindo entrevistas. E são muitas! Provavelmente porque a imprensa está realmente preocupada em encontrar algo novo, algo diferente, algo que não venha da Europa. Acho que o fato de sermos uma banda vinda do Oriente Médio deixou todos muito curiosos.

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Whiplash - Com certeza. Você acha que esse foi o fator principal?

Kobi Farhi / Acho que esse é um dos fatores principais, é claro que acredito que as pessoas gostaram de nossa música e a resposta tem sido inacreditável. Demos muitas entrevistas! Finalmente podemos dizer que o Oriente Médio contribuiu de alguma forma para o cenário da música pesada. Estamos no mapa do metal agora (risos)!

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Whiplash - Ia justamente tocar neste assunto. Posso estar extremamente enganado mas acredito que vocês alcançaram o sucesso que nenhuma outra banda de rock do Oriente Médio alcançou até hoje. É claro que não posso prever o quão grande vocês serão dentro de alguns anos, mas baseado na resposta da imprensa especializada e do público... acho que vocês serão grandes! Então, como estava falando, acho que vocês são a primeira banda do Oriente Médio a alcançar relativo sucesso internacional, estou certo?

Kobi Farhi / Acho que sim, especialmente se falamos de Heavy Metal. Acho que, com o bom resultado que alcançamos com Mabool, abrimos uma porta para que mais bandas daqui consigam seu espaço no mercado mundial. Acho que mostramos o quão interessante pode ser misturar elementos de nossa música local, nossas raízes, ao metal e apesar de sermos a única até agora, espero que tenhamos deixado a porta aberta para mais bandas.

Whiplash - Aqui no Brasil somos bastante fanáticos e orgulhosos de nossas bandas e ficamos sempre muito felizes em saber que elas alcançam mais e mais sucesso mundo afora. Vestimos as camisas delas mais do que de qualquer outra banda e superlotamos seus shows! Como está sendo a resposta do público israelense ao sucesso que vocês estão alcançando? O que você tem sentido nesse aspecto? Você os sente mais felizes ou eles continuam agindo da mesma forma?

Kobi Farhi / É tudo basicamente o mesmo, pois nossos fãs sempre foram muito loucos por nós, independentemente de qualquer sucesso internacional. Acho até que os brasileiros e os isralenses são muito parecidos em alguns aspectos, talvez por termos um clima similar. Não sei ao certo... mas os fãs daqui são realmente loucos e sempre vão aos shows das bandas que gostam. Muitos viajam com as bandas para ver os shows em outras cidades e dão todo suporte que uma banda pode querer de seus fãs. Quando fizemos uma pequena festa para lançar o álbum, a casa que escolhemos ficou lotada e ainda tinha gente do lado de fora querendo entrar, quebrando garrafas de cerveja e tudo mais!(risos)

Whiplash - Deve ter sido algo realmente insano! (risos)

Kobi Farhi / Aqui é tudo sempre insano assim porque o Orphaned Land é como se fosse a "banda nacional" de Israel. Misturamos muitos elementos de nossa cultura à nossa música e qualquer show acaba se tornando uma grande festa, uma grande celebração ao Metal e às nossas raízes.

Whiplash - Vocês devem estar se preparando para tocar pela Europa para promover o álbum e para mim é difícil imaginar como vocês trarão todos os elementos presentes no álbum, como corais e um grande número de instrumentos de corda e percussão, para cima do palco. Você poderia nos dizer como um show do Orphaned Land funciona?

Kobi Farhi / Bom, nós realmente temos muitos elementos em nossa música e tivemos um grande número de convidados para o álbum. È óbvio que fica impossível colocar todos estes instrumentos e convidados em cima do palco ou mesmo levá-los conosco de um país para outro em uma turnê, então o que fazemos é usar alguns samples. Tivemos um coral de 15 vozes femininas no álbum e fica complicado tê-las todas no palco, portanto usamos o computador nesse caso. Quanto às cordas e vários instrumentos de percussão, muitas coisas são feitas pelos músicos da banda ou outro contratado, como o percussionista que viaja conosco. Diria que 80% do que está em Mabool será executado ao vivo e o restante virá de samples. Nossos shows são bastante barulhentos e creio que somos responsáveis por pelo menos 80% de toda a zoada.

Whiplash - Como será feita a promoção de Mabool pela Europa? Vocês já estão programados para as turnês? Tocarão em países vizinhos ao seu?

Kobi Farhi / Primeiramente, gostaria de dizer que nunca tocamos em outro país árabe. Seria até érigoso para nós! Eles vêem o Orphaned Land e o Heavy Metal como "coisas do demônio" ou algo assim. A situação política por aqui é uma merda, mas isso mudar quem sabe... Nesse momento estamos negociando datas para o México e para o Brasil. O mesmo está acontecendo para a Europa. Queremos começar as turnês em Outubro e elas devem terminar em Janeiro... Queremos muito ir ao Brasil pois soubemos que as pessoas gostaram muito do álbum por aí. Ouvi muitas coisas sobre a galera que vai aos shows - o que me deixa ainda mais ansioso.

Whiplash - Agora, mais especificamente sobre o novo álbum, você poderia nos dar uma visão geral da história que ele conta? Sei que sobre o Grande Dilúvio, mas conte-nos mais detalhes.

Kobi Farhi / Acho que o álbum é meio que uma reflexão sobre o que está acontecendo no Oriente Médio hoje. Fizemos uma pesquisa sobre o Grande Dilúvio e descobrimos muitas outras histórias envolvendo grandes dilúvios. Resolvemos então escrever uma história sobre o dilúvio do nosso ponto de vista... Nossa própria história do Grande Dilúvio. Em nossa história existem três heróis: Os Três Filhos dos Sete. Um representa os muçulmanos, outro os Judeus e o outro os Cristãos – todos tentando evitar todo o derramamento de sangue que vem acontecendo à séculos entre seus povos. Infelizmente eles falham e o final é trágico como na história antiga bem como na real. Queremos mandar este aviso a todos os povos. Um aviso de que o mundo pode acabar tendo como uma última solução para nossas guerras um grande dilúvio ou coisa do tipo. Mesmo sendo um conceito trágico, queremos passar uma mensagem positiva com nossa música já que unimos elementos que são tidos como inimigos a séculos: a cultura oriental e a ocidental, histórias antigas e conceitos atuais, religião e Heavy Metal, instrumentos antigos e guitarras distorcidas... O resultado é uma música dinâmica, cheia de cores e prosperidade. Queremos dizer que se unirmos pólos antagônicos e os tornarmos harmoniosos encontraremos paz.

Whiplash - No Brasil a versão de Mabool veio com um cd bônus mostrando uma apresentação acústica de vocês. Isso aconteceu para o mundo todo ou foi algo planejado em especial para a América do Sul?

Kobi Farhi / Na verdade lançamos as duas versões na Europa, mas a com o cd duplo foi uma edição limitada e fizemos poucas cópias. Em Israel a edição limitada está esgotada e só estamos vendendo a versão simples.

Whiplash - Como estou entrando em contato pela primeira vez com a música de vocês, gostaria de saber se as músicas do cd bônus eram todas originalmente acústicas ou se vocês as re-arranjaram para esta apresentação.

Kobi Farhi / Algumas eram bem pesadas e nós tivemos que criar novos arranjos para elas. Já algumas outras eram acústicas mesmo. Foi a primeira vez que fizemos um set todo acústico. Foi o último show antes de entrarmos em estúdio e por isso é chamado "The Calm Before The Flood" (N.T. A calmaria antes da tempestade). Foi nossa primeira vez que subimos em um palco muito bem vestidos, sem mostrar nossas tatuagens, com o público todo sentado... não sabíamos qual a seria a reação das pessoas aos novos arranjos. Felizmente a reação foi ótimo e esperamos poder fazer isso novamente.

Whiplash - Já que esta apresentação foi gravada – e muito bem gravada! – vocês já tinham a intenção de lançá-la como um álbum? Vocês chegaram a lançar "The Calm Before The Flood" em algum país antes de Mabool?

Kobi Farhi / Não, na verdade sempre achamos que aquela apresentação daria um ótimo cd bônus para o Mabool, mas não um álbum separado. Eu o acho um ótimo cd, mas para ser lançado como bônus.

Whiplash - Vocês gravaram tudo em vídeo? Já estão preparados para um DVD?

Kobi Farhi / A gente gravou muita coisa em vídeo de nossa carreira, mas nada com a produção certa para um DVD. Claro que ele está nos nossos planos, mas não para agora. Temos um diretor fazendo um documentário sobre nossa viagem à Turquia que deve ser lançado em breve, mas por enquanto é só. Estamos tão concentrados na divulgação do Mabool que não dá para pensar em DVD agora.

Whiplash - Porque demoraram tanto tempo entre o lançamento do último álbum e Mabool?

Kobi Farhi / Pra começar, viver em Israel é muito difícil. Economicamente e politicamente. Um dia está tudo certo e no outro está tudo errado. Lançamos nossos outros álbuns entre 93 e 96 e na época éramos bem jovens e inexperientes. Não sabíamos conviver uns com os outros ou ter uma banda. Éramos seis caras que não conseguiam se comunicar uns com os outros.

Whiplash - Eu entendo. É basicamente o mesmo tipo de problema que acontece com todas as bandas no mundo todo. São várias pessoas, várias cabeças diferentes e elas nunca concordam em tudo.

Kobi Farhi / Exatamente! É incrível! Mas se você parar para pensar, já é complicado manter um relacionamento com uma única mulher, uma única pessoa, imagine com outras cinco (risos)! No final da conta você passa tanto tempo com essas pessoas que acaba odiando algumas e sendo odiado por outras. Nós demos um tempo na época, mas a banda continuou muito viva em nossos corações. Foi difícil recomeçar, mas acho que conseguir lançar Mabool foi a coisa mais feliz que nos aconteceu em todas as nossas vidas.

Whiplash - Outra coisa interessante em Mabool é que é muito difícil definir a música ali contida. Nem vou tentar fazer isso agora! È óbvio que existe muito Heavy Metal, mas também Doom, Gótico, Prog e música oriental. Creio que vocês tenham muitas influências. Você poderia falar de algumas delas?

Kobi Farhi / Todos temos gostos diferentes e talvez por isso tenhamos um som tão variado. Você pode nos definir como "Metal Universal" ou coisa assim. O nosso lado Doom é bem influenciado por My Dying Bride, o lado Black Metal por Emperor mais antigo e o lado Death Sueco, obviamente, pelo At The Gates. Gostamos muito de Morbid Angel e Deicide, Sepultura e, claro, o Iron Maiden que havia esquecido de citar...

Whiplash - Mas essa é uma banda que nem precisa citar! Ela influenciou todo mundo (risos)!

Kobi Farhi / É verdade, não é (risos)? Nós escutamos tantas coisas. Jazz, Blues, Soul, Pop, música oriental e sul-americana, flamenco, ópera... Se nós gostarmos não há problema.

Whiplash - E a garota que aparece nas fotos de divulgação do álbum? Ela é membro permanente da banda ou foi apenas convidada? O nome dela não consta na lista de músicos da banda, apenas aparece como convidada. Eu gostaria de falar o nome dela, mas acho que não vou conseguir dize-lo corretamente...

Kobi Farhi / Ela participa de nossos show como artista convidada aqui em Israel, nos ajudou no disco fazendo vários vocais mas não é membro permanente. A Century Media achou legal ter uma garota para as fotos de promoção do álbum já que existe uma voz feminina marcante no álbum. Ela está conosco e talvez no futuro ela se junte a nós permanentemente.

Whiplash - Outra coisa que me deixou intrigado foi notar, nos créditos, que a produção foi feita por vocês mesmos! Seis pessoas com mais de vinte pessoas em um estúdio e vocês produziram! Como é que foi todo o processo?

Kobi Farhi / Nós sabíamos que teríamos que produzir Mabool desde o começo. Não existem muitos produtores adequados para o nosso som em Israel e tínhamos que gravar algo para que eles soubessem como devemos soar. Por isso tínhamos que fazer isso sozinhos. O processo todo foi o maior, maior, maior, maior (N.T. ele repete várias vezes a palavra maior!), maior pesadelo que já tive em minha vida (risadas gerais)!

Whiplash - Mas porque isso? O que aconteceu (mais risadas)!?

Kobi Farhi / Foi também a realização de um sonho, claro, mas foi difícil demais! Imagine o trabalho que dava ter que gravar um coral com quinze vozes femininas! Imagine como era difícil encontrar um horário no qual todas as quinze estivessem disponíveis assim como o percussionista, a banda e o estúdio. Era muita gente! Faça os cálculos! Além do mais é musicalmente complicado gravar Metal e instrumentos acústicos antigos para um mesmo disco no mesmo lugar já que precisam de técnicas diferentes para a captação. Se fosse apenas Metal já não seria tão fácil! Não é um trabalho fácil! Mixar tudo também foi muito difícil. Além de tudo tem os telefonemas, os e-mails - Century Media, mande-me dinheiro! E as respostas – Orphaned Land, mande-me um recibo (risadas gerais)! Passamos mais de 350 horas no estúdio!

Whiplash - Meu Deus!

Kobi Farhi / É! É muito tempo! Eu passava dias sem me comunicar com as pessoas, sabe? Estava vivendo como um astronauta! Não comia bem, não dormia bem! Vivia estressado... É algo do qual quero estar livre por alguns anos.

Whiplash - Bom, o trabalho foi duro, mas o resultado foi fantástico!

Kobi Farhi / Quando eu olho esse pedacinho de plástico nas minhas mãos e lembro os sete anos que esperamos para trazer a banda de volta à ativa, as noites sem dormir, todo o trabalho que tivemos com todos os detalhes... quando olho para esse cd posso te garantir que faria tudo de novo. Sou muito orgulhoso dele e se tivesse que trabalhar dez vezes mais duro para chegar a um resultado como este, trabalharia. Hoje estamos todos muito felizes com ele.

Whiplash - Hoje você está feliz com ele, mas quando estava gravando as coisas eram bem diferentes (risos)!

Kobi Farhi / Nem me lembra! Chega de estúdio para mim (mais risos)!

Whiplash - Pelo menos pelos próximos dois anos (risos)!

Kobi Farhi / Oh, hell yeah! Você pode ter certeza disso (mais risos)!

Whiplash - Gostaria de agradecer-lhe pela conversa e pedir que nos deixe uma mensagem e para todos os seus novos fãs aqui no Brasil.

Kobi Farhi / Estaremos promovendo Mabool pelo mundo em breve e espero poder passar pelo Brasil. Gostaria de pedir-lhes aulas de futebol (risadas gerais)! Sei jogar futebol, mas não como vocês! Sempre que tem mundial todas as pessoas de Israel torcem pelo Brasil.

Whiplash - Ah! Você está brincando!

Kobi Farhi / Estou falando sério! Sou um grande fã do Brasil e lembro como fiquei nervoso na final da copa de 2000. Lembro que torci tanto de punhos cerrados que meus dedos ficaram roxos! Estou louco para chegar aí e jogar futebol com vocês! Quero agradecer a todos os brasileiros que compraram e gostaram de nosso álbum e espero que possamos cantar as músicas de Mabool juntos em um grande show!

Whiplash - Obrigado, Kobi. Foi uma ótima entrevista.

Kobi Farhi / Concordo! Obrigado a você também. Espero falar com você quando lançarmos o novo álbum! Tchau.

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