re-Vision: Entrevista exclusiva com a banda alemã

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Por Paulo Finatto Jr

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A banda alemã re-Vision, originalmente formada em 1993, já possui três trabalhos, entre eles o mais recente CD intitulado "Longevity", que saiu recentemente no mercado brasileiro pela gravadora Encore Records. O baixista Christoph Lücker, nos concedeu esta exclusiva entrevista, contando mais sobre o trabalho do re-Vision, assim como o que aconteceu com a banda no passado, e quais são os planos para o futuro. Além de Christoph, o re-Vision é formado por Daniel Düring e Mario Feldhordt (guitarras) e Dominik Nowitzki (bateria), além da vocalista Anke Bürgmann, que substitui o recém-despedido Frank Wenner, cuja saída também é comentada a seguir nesta entrevista.

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Whiplash - Nos dias atuais, "re-Vision" não é um nome comum para uma banda de heavy metal. Explique para nós o porquê de a banda possuir este nome, assim como esta maneira diferente que vocês encontraram para escrever o mesmo.

Christoph Lücker / Bem, em 1993 quando a minha antiga banda acabou, e quando eu encontrei novos membros para formar uma nova, nós queríamos um nome que estivesse fora de qualquer clichê. A sugestão de Revision foi uma boa idéia, porém queríamos elaborar uma nova visão também, uma nova forma de interpretação, que levou a gente a batizar a banda de re-Vision.

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Whiplash - Por que Frank Wenner deixou a banda? Onde a banda encontrou esta nova vocalista chamada Anke Brügman?

Christoph Lücker / O Frank deixou a banda por mais de uma razão. Eu acho que o principal motivo da sua saída foi a sua idéia de focalizar o seu trabalho nas suas próprias composições, em seus próprios projetos. Ele não estava mais de corpo e alma dentro da banda. A sua saída foi difícil para nós, mas isto aconteceu de forma agradável e a gente continua sendo amigos. A Anke não é nenhuma novidade para a gente, já que ela participou em alguns momentos no "Longevity", e no passado ela esteve em uma mesma banda que o Daniel Düring, nosso guitarrista. Tivemos muitas opções, mas a Anke acabou sendo a melhor, ela aceitou o convite. Ela é ótima, e com certeza, agora, ela abrirá novas portas para um bom desenvolvimento e sucesso do nosso trabalho.

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Whiplash - Agora, como ficarão as novas linhas de voz no som do re-Vision? O Frank Wenner possuía um estilo parecido com o Fernando Ribeiro (Moonspell)... e a Anke? Podemos comparar o novo re-Vision com o Nightwish?

Christoph Lücker / Claro que as influências são diferentes, mas continuaremos no mesmo estilo, não iremos traçar o mesmo estilo do Nightwish, ou qualquer outra banda com vocais angelicais. É difícil classificar a voz da Anke, mas a voz está fluindo de forma natural no nosso som, um pouco mais melódico é verdade, mas quem conhece o "Longevity" pode ter certeza que manteremos as mesmas características.

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Whiplash - O retorno de "Longevity" vem sendo proveitoso para a banda? O álbum está tendo uma boa repercussão em outros lugares além da Alemanha e do Brasil?

Christoph Lücker / Sim, e isto é maravilhoso! Estamos tendo bons reviews em diversos países, o álbum está sendo licenciado agora no leste europeu, e está sendo comercializado por vários distribuidores espalhados pela Europa. Na Alemanha a coisa ta acontecendo de forma melhor, afinal este é o nosso país. Participamos de coletâneas de algumas revistas como a Rock Hard e a Metal Hammer, e em algumas outras como a Sonic Seducer e a Gothic. Muitas pessoas estão tendo a oportunidade de nos conhecer.

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Whiplash - Os outros álbums do re-Vision, "re-Vision" (1997) e "Whore Venus" (2000) tiveram também uma boa repercussão na Alemanha e no resto do mundo?

Christoph Lücker / O primeiro lançamento que é auto-intitulado saiu de forma independente e nos deu uma boa reputação no underground e foi responsável pelo contrato com a nossa gravadora. O "Whore Venus" foi distribuído na Europa, conseguiu um bom resultado, mas o atual "Longevity" é o que mais está chamando a atenção das pessoas, e por isso, o considero o nosso melhor lançamento até o momento.

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Whiplash - Como foi que vocês conseguiram lançar o "Longevity" aqui no Brasil? O contrato foi efetivado somente entre a B.Mind Records e a Encore Records, ou vocês que foram responsáveis pelo licenciamento do trabalho?

Christoph Lücker / Claro que a B.Mind teve que assinar o contrato, mas todo o resto foi feito por mim mesmo. Eu estou fazendo uma grande parte da promoção da banda, ajudando desta forma a nossa gravadora aqui na Alemanha. Eu acho melhor desta forma, assim é possível a banda ter um controle maior sobre o seu próprio trabalho. Depois que o Paul Di’anno me contou sobre o lançamento do "Nomad", último álbum dele aí no Brasil, eu entrei em contato com o Marcos Cardoso da Encore. Estou muito satisfeito de poder ter um álbum lançado aí no mercado brasileiro.

Whiplash - Por falar em Paul Di’anno, ele participa como vocalista convidado na música "Larvae". Como vocês conhecerem o Di’anno e o que como vocês chegaram a ponto de ter ele como convidado neste último álbum do re-Vision?

Christoph Lücker / Bem, no inverno de 2002, o re-Vision abriu cerca de dez shows do Paul Di’anno and the Killers em alguns países europeus. Foi aí que nos tornamos grandes amigos, assim como o consideramos um grande vocalista, e pode ter certeza, todos nós somos fãs da sua fase no Iron Maiden. Nós o dissemos um dia que seria interessante o ter como convidado no "Longevity", em uma música perfeita para a voz dele. O Paul gostou da idéia, isso quando ele estava em turnê na Bélgica. Eu o baterista Dominik Nowitzki fomos até lá, e fomos a um estúdio para gravar a sua participação, em meio à turnê. Ele fez a sua parte do jeito que a gente imaginava que ficaria, ele levou tudo na "camaradagem", já que ele curte o nosso som. É ótimo ter uma legenda do metal presente no seu trabalho, e nós aproveitamos esta amizade para o acompanhar durante o Wacken Open Air ano passado, e aproveitamos o tempo livre fazendo várias festas novamente... [risos]

Whiplash - Eu acredito que as melhores músicas quanto ao público brasileiro são "Longevity", "Downfall", "Larvae" e "Moonflash". São estas as músicas que a banda prefere? E qual é a opinião dos fãs do resto do mundo?

Christoph Lücker / Em qualquer lugar, os fãs têm diferentes preferências, e eu consigo entender isso, já que possuímos uma grande quantidade de músicas diferentes entre si neste álbum. Na opinião da banda, as músicas "Donwfall", "Storm" e "Blood of the Sun" são os melhores momentos do álbum.

Whiplash - É difícil formar alguma conclusão quanto a capa do "Longevity". Peço que nos explique o significado dela, bem como, a ligação da arte com o título do álbum, nome da banda ou a alguma música em especial.

Christoph Lücker / Em primeiro lugar, quero dizer que esta impressão representa toda a atmosférica que envolve o trabalho. A capa tem ligação com as nossas letras e com o nome do disco, qual mostra o desejo dos humanos de se tornarem imortais, e o medo da morte. A vida e a morte estão em um ciclo natural, e você pode conferir uma parte deste ciclo no álbum, ao ver uma parte de um crânio humano!

Whiplash - Nos extras de "Longevity", há uma faixa especial para computador, onde além de fotos e informações é possível encontrar duas músicas: "One More Time" (cover do Queensryche) e uma versão demo de "The Blood of the Sun". Por que vocês adicionaram estas músicas como bônus?

Christoph Lücker / Nós sempre quisemos dar aos nossos fãs uma boa quantidade de material, valorizar ainda mais o dinheiro que os fãs gastam comprando o nosso CD. É por isso que adicionamos uma faixa especial em CD-ROM, com a "One More Time", uma música do Queensryche que a gente gravou para um tributo da nossa gravadora americana, a Siegen Records. Nós pensamos: "por que não?", e a adicionamos como bônus. A versão não masterizada de "The Blood of the Sun" foi feita no começo da produção do "Longevity", onde gravamos somente baixo e bateria, o resto foi adicionado rapidamente, em um pequeno espaço de tempo. Quando nós convidadmos o Kai Hoffman do Secret Discovery para participar do álbum, ele pediu a gravação da música em que ele participaria, para se habituar ao nosso som. Foi aí que nós gravamos esta versão para ele ouvir, e acabamos adicionando como bônus a versão da música apenas com os vocais do Frank.

Whiplash - Com o novo line-up, quais são os planos futuros da banda? A gravação de um novo álbum ou apenas shows?

Christoph Lücker / Nós escrevemos uma boa quantidade de material para o quarto álbum da banda, já com cerca de dez músicas finalizadas, já gravadas destas novas músicas temos quatro, em versão demo. Estamos agora discutindo uma forma melhor para o lançamento deste álbum, que virá para bater o "Longevity" facilmente. É claro que nós continuaremos com os nossos shows, agora com a "nova" banda, precisamos voltar à estrada em menor tempo possível.

Whiplash - É difícil caracterizar o estilo que se encaixa melhor o som do re-Vision. O estilo pode ser chamado de metal gótico, ou um híbrido de bandas como Black Sabbath (mais pesado), Paradise Lost (antigo) e o The Mission. Qual a opinião da banda sobre isso?

Christoph Lücker / Todos dizem que é difícil caracterizar o nosso som. O "Whore Venus" é um álbum com um cara mais dark de bandas como Iron Maiden, mas "Longevity" é totalmente único e desprovido destas influências. Muitas pessoas comparam a gente com bandas como Sentenced, The Mission ou até Pain of Salvation, nos chamam de metal gótico, mesmo nenhuma destas bandas ser propriamente uma banda de metal gótico. Nós apenas nos preocupamos em criar a nossa música e a nossa arte.

Whiplash - O que vocês conhecem sobre o Brasil e a cena metal daqui? Agora com a versão brasileira de "Longevity", será possível uma turnê aqui?

Christoph Lücker / Para ser bem honesto, pouco eu sei além de ler e as pessoas me dizerem que o público brasileiro é muito entusiasmado e eufórico com o metal, sempre se tornando um ótimo lugar para qualquer banda tocar. Sobre a cena, eu conheço algumas bandas grandes como o Drearylands e o Maelström. Mas agora eu acredito que muitos fãs daí já devem conhecer o nosso trabalho, e o nosso estilo "re-Visionário!" [risos] Seria ótimo com este suporte dos fãs uma turnê no Brasil no futuro... Este é um grande sonho nosso, uma turnê em diversas cidades brasileiras!

Whiplash - Obrigado pela entrevista. Agora o espaço é de vocês, aproveitem para mandar um recado aos fãs brasileiros.

Christoph Lücker / Em primeiro lugar queremos agradecer pelo espaço e pela entrevista, que nós apreciamos tanto! Quero dizer a todo o público metal do Brasil que ainda não tiveram a chance de conhecer o nosso material, que procurem pelo "Longevity", porque acho que vocês gostarão muito dele. Esperamos também tocar aí algum dia, e peço que os interessados visitem o nosso site oficial: www.re-vision.org. "Let it storm now"! O

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