Mr. Ego - Entrevista exclusiva com a banda.

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Banda formada por Júlio Vieira (vocalista), Marcel Spironello (guitarra), Paulo André (baixo), Alexandre Mantovani (bateria) e JC Balieiro (guitarra e teclados). O Mr. Ego vem, desde 1998, ano de lançamento de seu primeiro cd, ou seja, Egocentric, conseguindo merecido destaque na cena nacional underground; fizeram hard, heavy e pop, conseguindo distribuir uma boa quantidade de cds para todo o Brasil. Seus shows, segundo fãs e a própria banda, esbanjam energia e garra, fazendo do Mr. Ego uma promessa verdadeiramente em ascendência. A banda, nesta entrevista, fez questão de revelar, em primeira mão, para o Whiplash!!, detalhes de seu novo single, que virá com uma roupagem um tanto diferente, em relação ao seu antigo trabalho. Além disto, você (o caro leitor), interessado, poderá ser empresário desta banda, que tem um futuro realmente promissor. Confira todos os detalhes.

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Por André Toral

Whiplash! / 1998 foi o ano do lançamento do primeiro CD, ou seja, Egocentric. Decorridos dois anos, olhando para trás, como a banda analisa seu primeiro passo na cena nacional?

Júlio Vieira / Foi um passo muito importante e nos ajudou muito a espalhar o nome Mr. Ego pelo Brasil. Sem o cd isso teria sido difícil, sem contar que a aceitação foi muito boa, tendo praticamente esgotado a tiragem do cd Egocentric. Além disso os shows tem sido muito elogiados também.

Whiplash! / Sobre Demos, o MR. Ego somente lançou uma em formato de CD no ano de 1996, partindo em seguida para shows badalados e seu CD independente, logo em seguida. Outras bandas passam muito tempo dependendo de demos para lançarem um trabalho definitivo. Vocês concordam que a banda tem conseguido destaque de maneira mais apressada?

Paulo André / Felizmente sim. Na verdade, a gente lançou o Egocentric um ano após o demo-cd, e nesse intervalo de tempo a gente fez um pequeno trabalho de divulgação. Deu pra sentir a ótima receptividade do trabalho, então resolvemos partir logo pro cd definitivo, mesmo porque, em termos de custo, ficava mais barato prensar 1.000 cópias do que ficar gravando em cdr.

Whiplash! / Sobre a produção, Egocentric se destacou por soar cristalino, proporcionando uma audição perfeita de todos os instrumentos e voz. Como aconteceu o processo para alcance desta situação?

Júlio / Paciência. A gente mixava, gravava em cdr, ouvia durante alguns dias e depois voltava pro estúdio e mixava novamente, alterando o que achávamos necessário. Mas mesmo assim, ainda tem alguns pontos que poderiam ter ficado melhores.

Whiplash! / Sobre as letras do CD, o que vocês pretenderam passar?

Paulo / Mensagens positivas do tipo: acredite em você, lute pelos seus ideais e sonhos, que vale a pena. Algumas são mais subjetivas, mais românticas; uma delas, Alone, é uma mensagem contra o terrível mundo das drogas, outras com indagações sobre o futuro da humanidade (Our Land, Over the Century)... Basicamente, isso.

Whiplash! / A banda aproveitou 8 músicas da demo-cd, para Egocentric, compondo mais outras 4 para completar o álbum. Destas 8, que mudanças houveram?

Paulo / Houveram poucas mudanças. Foram as seguintes: alteramos os backing vocals de algumas canções e em When I looked Into Your Eyes e Like an Eagle, trocamos uma das guitarras por violão.

Júlio / E a forma de gravação foi diferente também. Para o demo-cd, que a gente chama simplesmente de Mr. Ego, gravamos todo o instrumental junto, só colocando as vozes depois. Já para Egocentric, gravamos instrumento por instrumento separadamente, o que levou mais tempo também. A demo, gravamos e mixamos em 7 horas, aproximadamente; já o Egocentric, levamos alguns meses.

Whiplash! / Ao escutarmos Egocentric, podemos notar hard rock, heavy metal e pop. Vocês acreditam que abrindo um leque de opções, fica mais fácil atingir um número maior de fãs?

Paulo / Com certeza, mas não foi intencional. A gente tinha diferentes influências musicais; eu e meu irmão, mais heavy/power metal melódico, o PP hard rock e o Guga rock'n'roll, propriamente dito, e, como sempre fomos democráticos em tudo na banda- apesar do nome Mr. Ego-, as composições acabaram absorvendo essas influências.

JC Balieiro / Apesar de ter entrado pra banda pouco depois do lançamento do cd, pude perceber essa abrangência de fãs, uma vez que pessoas que não gostavam de heavy metal gostaram, ao mesmo tempo em que até os fãs de heavy também gostaram.

Whiplash! / O instrumental da banda é outro destaque, soando preciso e maduro. A banda possui integrantes que estudam ou já estudaram em escolas de músicas?

Júlio / Sim. Tanto da formação antiga quanto da nova, todos estudaram. Não somos formados em música, mas estudamos com alguns professores renomados aqui do interior de São Paulo. Eu mesmo estudo canto lírico há praticamente 8 anos, e ainda não aprendi nada (risos).

Todos / É verdade! (mais risos)

Whiplash! / Segundo notícias recentes, o som do MR. Ego tem mudado para algo mais heavy. A que se deve isso?

Alexandre Montavani / Basicamente o que o Júlio comentou anteriormente, pela democracia que reina no grupo e pela influência dos novos membros, incluindo eu, o JC e o Marcel. Todos nós ouvimos basicamente heavy metal, o JC música clássica também, e isso tudo, com certeza, está se tornando evidente nas novas músicas.

JC / Além disso, houve também uma notável evolução musical na banda. Estamos compondo músicas mais complexas, com uma estrutura musical bem diferente das anteriores, mas é claro, sem deixar de lado as melodias.

Whiplash! / De acordo com o release, o novo single está para sair em breve. Como andam os preparativos para este próximo passo?

Marcel Spironello / Ainda estamos e fase de pré-produção e composição das músicas. Acho que gravaremos de quatro a cinco músicas. Estamos com duas totalmente prontas e mais duas ainda sendo trabalhadas.

Alexandre / Pretendemos entrar em estúdio aproximadamente em um ou dois meses.

Whiplash! / Quais as expectativas para a apresentação de um nova roupagem do MR. Ego?

Júlio / Esperamos obter uma repercussão ainda maior do que no trabalho anterior, principalmente no mercado exterior, onde o heavy metal é melhor aceito.

JC / Várias pessoas que já ouviram algo do novo trabalho acharam excelente, e estão cobrando o lançamento do single. Disseram que está melhor que o anterior. Esperamos que todos gostem.

Whiplash! / P/Júlio- Você, ao mesmo tempo, é vocalista e guitarrista. Numa situação de show, como fica seu desempenho, visto que bandas assim tem alguma dose de problemas ao vivo.

Júlio / Na verdade eu só fiz um show assim, o primeiro. Logo após esse show o JC se uniu à banda, inicialmente apenas pelos teclados, mas depois percebemos que seria melhor eu me concentrar apenas nos vocais, sendo assim, ele assumiu além dos teclados e backing vocals, as guitarras também. Eventualmente faço um número acústico no show.

Whiplash! / Sobre a divulgação, como o MR.Ego tem estruturado e mensurado suas ações de promoção?

Alexandre / O que tem nos ajudado bastante é a internet. Acho que essa nova mídia veio para dar espaço e oportunidade a todos. Conseguimos atingir um grade número de pessoas através dela, o que seria praticamente impossível se fossemos fazer a divulgação em outras mídias.

Júlio / O marketing direto (boca a boca) que a internet proporciona é incrível. Recebemos muitos e-mails de pessoas que conheceram o Mr. Ego através de outras que gostaram e também divulgam.

JC / Temos feito várias promoções em rádios, revistas e sites especializados em heavy metal. Só estamos esperando o novo cd para ampliarmos ainda mais essas promoções. Aqui no Whiplash!!, mesmo, é possível que role uma promoção com o alguns cds, como prêmio.

Whiplash! / A nível de Brasil, o que vocês podem atestar quanto a aceitação da banda?

Paulo / Tem sido ótima. Por incrível que pareça todos que ouvem fazem boas críticas. Você pode não acreditar, mas nunca alguém disse que não gostou do cd, tanto que estão cobrando o novo.

Marcel / Levando-se em consideração que o mercado fonográfico brasileiro é feito de modismos- e isso acaba afetando o espaço do que não está na moda- a aceitação tem sido excelente.

Whiplash! / Internacionalmente, o que a banda faz para se promover?

Paulo / Não fizemos muito coisa com o Egocentric, mas, com o novo cd, iremos fazer um grande trabalho nesse sentido, mesmo porque o novo estilo é mais aceito lá fora do que aqui.

JC / Temos alguns contatos na Itália e na Argentina; também fomos muito bem elogiados.

Whiplash! / Considerando que São Paulo é a grande capital do rock nacional, o que o MR. Ego tem a dizer a favor, em termos de beneficiação deste fato?

Marcel / Apesar de estamos um pouco longe, já que somos do interior, para nós isso é muito interessante, quer dizer, estamos longe, mas nem tanto; ainda não fizemos nenhuma apresentação por lá. Esperamos "invadir" São Paulo após o lançamento do single e aproveitar que ele é a grande capital do rock, não descartando outros locais. O importante é: abriu espaço, oportunidade para mostrar nosso trabalho, estamos lá, não importa onde.

Whiplash! / Como é um show da banda? As músicas adquirem um clima mais pesado?

Marcel / Antes de entrar na banda, assisti à uma apresentação do Mr. Ego; posso afirmar que é um show com bastante energia e prazeroso para quem está assistindo, por que os músicos tocam realmente por prazer e se identificam muito com o público, rolando uma grande integração entre ambos. O Júlio se comunica bastante com o público, a ponto de ficarem bem próximos, rolando uma grande interatividade. E como é comum acontecer ao vivo, realmente as músicas ficam mais pesadas e até um pouco mais rápidas.

Whiplash! / Ao longo do tempo, que músicas tem se destacado mais ao vivo?

Alexandre / Alone, Try Again, Like an eagle, Our land e When I looked Into Your Eyes, além dos covers, é claro.

Júlio / Na verdade, até pela diversificação do nosso público, como comentamos anteriormente, sempre tem alguma música que agrada mais à um do que à outro, então todos acabam saindo satisfeitos dos shows.

Whiplash! / Assim como muitas outras bandas independentes, o MR. Ego também tem capacidades para assinar com uma gravadora e ampliar sua distribuição no Brasil e exterior, porém, isso não ocorre. Ao que vocês atribuem esta injustiça?

Paulo / Acho que nosso trabalho não chegou nas mãos da pessoa certa, ainda. Estamos até à procura de alguém (um empresário, assessor...) que possa nos ajudar nesse processo de divulgação, agenda de shows, etc.- uma vez que ainda temos empregos "normais" e às vezes fica meio complicado correr atrás de tudo. Por favor, interessados, entrem em contato pelo e-mail mrego@mrego.com.br.

JC / E tem também o mercado fonográfico brasileiro que é feito de moda. Se não está na moda eles não lançam.

Whiplash! / Deixem um recado para todos os fãs que tem seguido a banda nesta caminhada desde 1995.

Júlio / Muito obrigado à todos que tem nos acompanhado, apoiado e que sempre comparecem aos ensaios e shows; ao pessoal que nem conhecemos, mas que compraram nosso cd, muito obrigado mesmo. É graças à vocês que o Mr. Ego existe e continuará existindo; podem contar sempre com trabalhos cada vez melhores, pois sempre nos esforçaremos ao máximo para darmos o melhor à vocês.

Whiplash! / Agora, deixem um recado para o site Whiplash!.

Júlio / Em nome de todos: Antes de mais nada, queremos agradecer pela oportunidade e pelo espaço. Um muito obrigado especial ao André Toral, nosso entrevistador, pela forma profissional com que conduziu a entrevista, e a nossa amiga Débora (Ribeiro - também da equipe Whiplash!!), que nos ajudou para que ela se realizasse. Muito obrigado à toda equipe, e continuem com o ótimo trabalho que têm desenvolvido. Vocês são a luz no fim do túnel para as bandas independentes e amantes de rock, no Brasil; muito obrigado também à você que está lendo essa entrevista, e, por favor, dê um pulinho no nosso site (http://www.mrego.com.br) para saber um pouco mais sobre a banda. Valeu!




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