Marilyn Manson: 8 vezes em que ele provou que o mundo estava errado

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Por Narcissus Narcosis, Fonte: What Culture, Tradução
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MARILYN MANSON é uma das mais instantaneamente reconhecíveis figuras do mundo da música. Por anos ele tem sustentado um look icônico: uma pesada maquiagem, olhos sombreados, cabelos cor de petróleo e uma enorme variedade de roupas góticas. O estilo de MANSON, porém, não é apenas distinto. Ele também se mostrou problemático, colecionando uma série de equívocos e negativos estigmas sociais.

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É bastante óbvio agora que o ponto principal é - celebrar a dualidade e a complexidade. O seu nome artístico é um grande exemplo, tirado de duas fontes bem diferentes: Marilyn Monroe (a famosa atriz e modelo) e Charles Manson (o infame líder de culto e assassinatos). É a soma perfeita para tudo pelo qual o cantor existe.

MANSON é uma prova viva dos perigos do julgamento baseado na aparência. Ainda que o mundo tenha conspirado uma versão de MARILYN MANSON em sua cabeça, os fãs conhecem um lado totalmente diferente do prolífico roqueiro. Enquanto a maioria das pessoas não enxerga nada além do que quer enxergar, MANSON foi discretamente provando que as pessoas estavam erradas desde o princípio de sua carreira como artista.

8. ELE NAO É DEPRESSIVO - ELE É HILÁRIO

Com vocais ruidosos, letras perversas e toda aquela densa e negra maquiagem, não é surpresa que a reação imediata de um observador casual seja a de afastar MANSON como algo depressivo. As cruzadas de toda a mídia encontraram fundamento nessa mesma inferência para culpar MARILYN MANSON pelos jovens violentos, alimentando isolamento e depressão.

Como tantas vezes, entretanto, a realidade é bem diferente. Simplificando: MANSON é completamente hilário - ele tem um fantástico senso de humor. Desde o início de sua carreira, o roqueiro não tem sentido medo em expor o seu lado cômico.

7. ATRAVÉS DE SUA COLABORAÇAO COM OUTROS ARTISTAS

Embora o mais famoso exemplo de colaboração entre MARILYN MANSON e outros artistas seja, indubitavelmente, o tempo que ele passou no palco ao lado do EMINEM (cantado o controverso single "The Way I Am", do rapper, cujo o contexto lírico alude ao MANSON), há muitos outros notáveis exemplos dele aparecendo com artistas que ninguém poderia esperar, provando a sua enorme gama de diversidade.

A canção "Bad Girl", de AVRIL LAVIGNE, do álbum que leva o seu nome (2013), por exemplo, conta com vocais substanciais de MANSON, e o mesmo acontece com "Fancy Bitch", do rapper GUCCI MANE. Não podemos deixar de mencionar o seu trabalho vocal no remix da canção "Love Game", de LADY GAGA.

Além das contribuições vocais, MANSON se mostrou apoiador de artistas de outras formas. Um exemplo notável foi quando ele apareceu no vídeo da canção "Ugly Boy", do duo rap-rave sulafricano DIE ANTWOORD.

A tendência de MANSON para aparecer em lugares estranhos é bem documentada (uma vez ele apareceu em uma escola para falar sobre artes). E o mesmo acontece com inesperados encontros na cena musical.

6. ELE COMEÇOU A ATUAR

É fácil esquecer o quão envolta em tocar músicas é a atuação. É chamada de performance por alguma razão. Dito isso, ainda há uma diferença entre tocar músicas no palco e aparecer na televisão. Houve incontáveis exemplos de músicos aventurando-se na tela - JUSTIN TIMBERLAKE, RINGO STARR e BEYONCE para nomear alguns. A única vez que o MANSON conseguiu se materializar na tela (sem falar do vídeos musicais, claro), no entanto, foi no epicentro das notícias, sendo afastado e analisado, ou ridicularizado e culpado.

Foi bastante surpreendente, então, quando MANSON começou a engatinhar nos papéis de atuação - e ainda mais surpreendente quando ele mostrou ser bom ator. Um dos papeis mais conhecidos foi como ele mesmo em "Californication". De lá ele continuou a escalar, com um recorrente papel em "Sons of Anarchy", como Ron Tully.

Mais recentemente, MANSON foi escalado para aparecer em um de seus mais ambiciosos projetos até agora: interpretar um nativo americano no filme independente "Let Me Make You a Martyr". Conforme a presença de MANSON na tela cresce, assim também ele continua a redefinir a percepção do mundo de quem ele é.

Para trás ficaram os dias em que MANSON era visto apenas como um vilão de desenho animado.

5. ELE TEM UM ÓTIMO RELACIONAMENTO COM O SEU PAI

A imagem de uma relação dolorosa entre músicos e os seus pais é um pouco clichê, mas não totalmente desprovida de legitimidade. Há muitos, muitos fantásticos músicos com problemas de relacionamento com os pais.

ADELE, por exemplo - cujo pai deixou a família quando ela tinha apenas três anos - disse uma vez que se o visse novamente "cuspiria na cara dele". COURTNEY LOVE teve uma prolongada batalha contra o pai sob os olhos da mídia, com a alegação de que este tinha lhe dado LSD quando era criança. Isso para não falar sobre o infame comportamento de Joe Jackson, pai do MICHAEL JACKSON. Caramba! Até o MOZART teve um péssimo relacionamento com o seu pai, Leopold, que tentou fazer com que o músico parasse de compor ao enviá-lo para Vienna - onde várias de suas obras-primas foram compostas.

Olhando para MANSON, então, você pode quase sentir o quanto a mídia deleitar-se-ia em apregoar que as suas maneiras ímpares e sua estética descendem de "problemas com o papai". Todavia, a verdade é: MANSON tem uma relação maravilhosa com o seu pai. O mais notável exemplo disso veio no início de 2015, quando o pai dele o surpreendeu ao aparecer em uma sessão de fotos para a Paper Magazine vestido e maquiado como o roqueiro. Há outros exemplos, também, como a declaração de MANSON em uma entrevista de 2015, na qual ele diz que eles se apoiaram mutuamente quando a mãe do cantor faleceu.

4. ELE É CULPADO POR ATROCIDADES, MAS AINDA MANTÉM A CALMA

Todo mundo sabe sobre a bizarra conexão entre MANSON e o massacre de Columbine, um horroroso evento que aconteceu em abril de 1999 na Columbine High School, quando dois estudantes armados mataram treze pessoas e feriram muitas outras. Na época, MANSON estava se aproximando do auge de sua popularidade e foi fácil para a mídia atrelar à sua imagem e música a razão pela qual os adolescentes agiram de forma cruel.

Embora o massacre em Columbine seja, indubitavelmente, o mais famoso ato de violência pelo qual MANSON já foi culpado, ele recentemente disse em uma entrevista para o Larry King que foi culpado por algo em torno de 36 tiroteios em escolas. Isso sem mencionar dezenas de outras acusações, como a de satanismo e veneração ao diabo.

Enquanto muitos músicos poderiam responder agressivamente a tais calúnias (e quem poderia culpá-los?), a reação de MANSON foi bastante diferente. Uma mistura de resignação e decepção.

Obviamente, o mais conhecido exemplo de sua subjugada reação pode ser visto no documentário "Tiros em Columbine", do Michael Moore, mas é interessante ver a entrevista supracitada, dada para o Larry King, e que saiu uma década depois. O que fica claro é que MANSON não se tornou amargo - ele só é tão desanimado com a coisa toda como antes.

3. ELE ESTRELOU UMA COMÉDIA

Com o lançamento em 2013 no Sundance Film Festival, "Wrong Cops" é uma comédia franco-americana independente, dirigida por Quentin Dupieux, e conta a história de um grupo de policiais: um que adora drogas, um que gosta de abusar sexualmente de pessoas e outro que sonha em ser o próximo maestro do Techno.

Se isso te soa estranho, não se preocupe - porque realmente é. A ação começa quando o protagonista, Duke, atira acidentalmente em alguém e tenta sumir com o corpo.

Como mencionado, MANSON já fez outros papéis em filmes anteriormente, e até autorreferenciou-se zombando de si mesmo, mas vê-lo com aparelho nos dentes e vestido de skatista adolescente é algo completamente diferente. Quem poderia imaginar que o autoproclamado "anticristo superstar" apareceria em uma comédia? Se isso não prova que o MARILYN MANSON não se leva a sério, nada provará.

2. ELE EXPÔS OS HIPÓCRITAS AO SER BEM-SUCEDIDO

Não há nada mais satisfatório do que expor um hipócrita - e foi exatamente o que MANSON fez com o seu álbum de 2003 "The Golden Age of Grotesque". Em 1999, a rede de supermercados Walmart tomou uma posição contra MANSON, decidindo não vender nenhum dos seus álbuns.

Contudo, quanto mais popular o MANSON ficava, mais difícil era para o Walmart ignorá-lo. Com o lançamento do massivamente bem-sucedido "The Golden Age of Grotesque", eles começaram a vender o álbum em quantidades grandiosas, provando que essas empresas não se importam com integridade quando há dinheiro envolvido.

Obviamente que não há integridade alguma em banir o MANSON em qualquer instância, pois sufocar a liberdade de expressão artística é um ato muito inútil -, mas realçou o fato de o quão rápido uma empresa é capaz de dar um passo para trás toda vez que vê uma oportunidade de lucrar.

Se isso não é vergonhoso o suficiente, a desculpa do Walmart sequer tentou mascarar a sua motivação. Eles disseram que era interessante vender o álbum porque de repente tornou-se comercialmente viável. Mais uma vez, MANSON provou que o mundo estava errado apenas sendo o MANSON.

1. ELE VOLTOU A BOA FORMA

Embora inteiramente sujeito à opiniões, o consenso crítico nos últimos anos é de que o MANSON se perdeu no caminho. Muitos dos elementos "shock" da sua música naturalmente extinguiram-se, sendo substituídos por performances culturalmente mais relevantes (tal é a natureza da fama).

Esta prolongada confusão acerca da posição de MANSON na cena musical pareceu infiltrar-se na música em si - por um tempo pareceu que ele estava tentando recriar a magia do passado, uma magia que simplesmente não tem o mesmo peso que teve outrora.

Recentemente, no entanto, MANSON recuperou a aclamação da crítica. Embora seja irrelevante para os milhares que continuaram a amar a sua música independentemente, o lançamento de "The Pale Emperor" mais uma vez chamou a atenção dos críticos e igualmente dos fãs iludidos. Ao abandonar as tentativas de chocar e centrar-se exclusivamente na escrita das canções, MANSON tem sido louvado por escrever algumas de suas mais decisivas e sombrias canções em mais de uma década. O homem está verdadeiramente de volta à forma, mostrando ao mundo que ele nunca se resumiu ao choque em primeiro lugar.




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Sobre Narcissus Narcosis

Narcissus Narcosis é fã de Marilyn Manson desde o final dos anos 90 e tirou o seu nome de uma música do cantor. Além do roqueiro, também é apreciador de literatura, cinema, filosofia, psicologia, teatro, shows, etc.

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