Metal Hammer: Vocalistas com infâncias problemáticas
Por Amanda Dumont
Fonte: Metal Hammer
Postado em 08 de outubro de 2014
James Hetfield (Metallica)
Nascido de um motorista de caminhão e de uma cantora de ópera, James foi criado em um ambiente cristão cientologista. Sua mãe teve câncer e morreu quando ele tinha 16 anos, pois não acreditava em nenhuma intervenção médica. Ela acreditava que Deus a iria curar, Hetfield tinha certeza que os médicos iriam fazer mais.
A fé da família sempre dificultou a vida do vocalista, que não podia praticar esportes que exigissem atestado médico ou assistir às aulas de saúde na escola. Ele começou a se tornar cada vez mais isolado e furioso. O ressentimento pelos anos da infância andam com Hetfield até hoje, aparecendo em músicas como "Dryer’s Eve e Load’s Thorn Whitin.
Corey Taylor (Slipknot)
Quando criança, Corey Taylor era difícil de conter. De acordo com o vocalista sua vida era "fora do lugar" e ele mudava muito. Sem conhecer o pai até se tornar adulto, ele viveu em várias casas com o tio em Orlando, a mãe em ohio e depois a avó.
"Nos mudamos tanto que por muito tempo eu não sabia de onde eu vim." ele disse. "Por volta da quarta série, minha mãe conheceu esse cara e nos mudamos do nada para a Flórida. Passamos alguns maus bocados lá e acabamos sem uma casa, ficando na praia de Fort Lauderdale por um tempo. Eu perdi tudo, todas minhas roupas, brinquedos, tudo".
Aos 15 anos, Taylor já era viciado em cocaína e teve duas overdoses. Ele estava vivendo em Waterloo, Iowa com a mãe, um lugar onde ele aprendeu "que a vida é mesmo uma droga".
Algum tempo mais tarde, o vocalista foi morar com sua avó, uma mulher durona que ele respeitava e que começou a colocá-lo na linha.
Com o equipamento musical que sua avó lhe deu, Taylor descobriu que podia cantar. Um dia ele esbarrou no músico Shawn Economaki, que tocava baixo numa banda, e mencionou que precisavam de um cantor e baterista.
"Posso fazer os dois. " disse Taylor. "Eu fui num dos ensaios deles e eles tocaram uma música chamada Little Girl – entre 90 e 91. Perguntaram o que eu podia fazer. Escrevi o refrão e o resto da música e eles ficaram maravilhados. Ficaram tipo "ok, você é nosso vocalista"."
Não demorou para Corey ganhar a reputação de melhor cantor de Des Moines e Slipknot começar a sondá-lo.
Chester Bennington (Linkin Park)
Crescendo em Phoenix, Chester não teve uma infância tranquila. "Esse é uma boa maneira de colocar as coisas. Crescer, para mim, foi muito assustador e solitário. Comecei a ser molestado quando tinha uns sete ou oito anos".
Foi por um amigo, alguém alguns anos mais velho que ele. Ele diz "cresceu rapidamente de um toque curioso para violações loucas. Eu estava apanhando e sendo forçado a fazer coisas que eu não queria fazer. Destruiu minha auto-confiança. Como a maioria das pessoas, eu tinha medo de falar alguma coisa, não queria que pensassem que eu estava mentindo. Foi horrível."
Quando os pais se divorciaram quando ele tinha 11, Chester foi morar com o pai e se sentiu abandonado pela mãe. Uma forma de escape foi começar a escrever poesia e usar drogas – maconha, anfetaminas, ópio, cocaína, álcool.
Após levar uma dura da Mafia Mexicana, Chester decidiu mudar sua vida. Seguiu para Los Angeles onde foi fazer testes para uma banda chamada Linkin Park.
Jonathan Davis (Korn)
Quando os pais de Jonathan se divorciaram quando ele tinha três anos, o cantor se viu pulando de casa em casa, sendo cuidado pelos avós, tios e amigos. Poucos pareciam entende-lo. Quando ele era um adolescente, se interessou por música gótica e começou a usar delineador – fato que o fez menos compreendido entre amigos e família.
Ele foi chamado de "bicha" na escola pela maquiagem que usava e seu interesse me música e teatro. Se tornando um solitário, ele foi se tornando mais raivoso e com 18 anos saiu de casa com destino ao Colégio Mortuário de São Francisco, onde Davis aprendeu a cortar corpos mortos em menos de três minutos.
Mas o trabalho não agravada tanto assim. "Tente cortar um bebê." Ele diz. "Eu cortei uns 500. Você faz uma piada a respeito disso, para compreender. É o único modo de continuar são."
Quando se juntou ao Korn, Davis deixou que seu lado mórbido aparecesse nas músicas também. "A banda tinha uma batida mais alegre antes deu entrar", ele conta.
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