AC/DC: 10 heróis esquecidos da banda

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Por Carla L Fillardi, Fonte: Linkedin, Tradução
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Genialidade musical e esforço puro apenas não fizeram do AC/DC a maior banda de rock do mundo. É também preciso o suporte, o comprometimento e o talento individual de pessoas chave por trás das cortinas. O autor do livro "The Youngs: The Brothers Who Built AC/DC" aponta 10 personagens que fizeram a diferença na história do AC/DC.

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Em 5 de agosto foi lançado o terceiro livro do autor Jesse Fink, ‘The Youngs: The Brothers Who Built AC/DC‘, lançado pela St. Martin's Press. A publicação, que pode ser adquirida pela Amazon, é considerada não tanto como uma biografia, e sim como um reconhecimento crítico ao apelo duradouro da banda, tendo como foco principal os irmãos YOUNG, que têm sido seu fio condutor. Por meio de suas 320 páginas, o livro destaca 11 músicas escritas pelos irmãos entre 1968 e 1990, revelando as estórias por trás das canções. Ao longo do caminho, Fink conversa com outros integrantes do AC/DC para colher opiniões, bem como obter perspectivas de músicos das bandas GUNS N' ROSES, DROPKICK MURPHYS e ROSE TATTOO. Fink foi generoso o bastante para oferecer este longo mas fascinante trecho, que narra o making of de uma das mais famosas músicas do AC/CD, 'Highway to Hell'.

O livro pode ser comprado pelo link abaixo.

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1. MUTT LANGE

O produtor perfeccionista por trás de "Highway to Hell", "Back in Black" e "For Those About to Rock (We Salute You)". O AC/DC nunca soou tão absolutamente bom quanto nesses três álbuns-chave, Lange melhorando notavelmente os vocais de fundo (sendo "Highway to Hell" um exemplo importante) e trazendo ao processo de gravação uma nova ênfase em "espaço". A dinâmica naqueles álbuns jamais foi melhorada e os ouvintes concordam: "Back in Black" é o segundo álbum mais vendido de todos os tempos. Não foi o bastante para salvar Lange de ser cortado. Ele foi demitido depois de "For Those About to Rock" (1981) e, desde então, quase não tem dito uma palavra sobre o AC/DC.

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2. GERARD HUERTA

O designer do icônico logo do AC/DC: um dos melhores logos de todos os tempos, não apenas no rock mas também no âmbito de grandes negócios. Baseado no formato das letras da Bíblia de Gutenberg e inspirado por um logo similar que ele havia feito para o "Blue Öyster Cult", Huerta produziu o logo para a edição americana de "Let There Be Rock", em 1977 – pelo qual ele foi pago apenas uma única vez. O AC/DC seguiu em frente e utilizou outro logo para o álbum de 1978, "Powerage", e então voltou ao logo de Huerta em "If You Want Blood" e "Highway to Hell". Tem sido usado em qualquer coisa que tenha a ver com a banda desde então. Huerta não tem recebido nem um centavo em royalties pelo uso do logo em qualquer material de divulgação da banda e ainda espera pelo primeiro telefonema dos YOUNGS.


3. MICHAEL KLENFNER

Um vice-presidente experiente da Atlantic Records durante os anos-chave quando o AC/DC estava tentando se tornar conhecido na América, Klenfner foi considerado por muitos que trabalharam com ele na gravadora como o maior defensor da banda. O apoio foi crucial: o AC/DC estava à beira de de ser derrubado. Contudo, seu jeito "rude em situações delicadas" não o fez querido por alguns colegas e, ao final, o faria bater cabeça com o presidente da Atlantic, Jerry Greenberg, em relação à escolha do produtor para "Highway to Hell". Klenfner queria Eddie Kramer. Greenberg queria Lange. Klenfner perdeu a disputa e foi demitido depois de uma discussão com o gerente de Lange, Clive Calder. Klenfner morreu em 2009.


4. TONY CURRENTI

O baterista de sessão para cada faixa menos uma do primeiro álbum do AC/DC, "High Voltage" e do single "High Voltage" que veio depois. Três faixas de bateria de Currenti aparecem no primeiro lançamento americano, "High Voltage" (1976), uma combinação dos dois primeiros álbuns australianos deles. Três faixas de bateria de Currenti também aparecem no "EP' 74 Jailbreak", de 1984. Nascido na Sicília, Currenti foi chamado para se juntar ao AC/DC, mas recusou a oferta porque ele temia ser forçado a entrar no exército italiano se ele viajasse com a banda para a Inglaterra. Ele não recebeu qualquer crédito nos álbuns do AC/DC e atualmente comanda uma pizzaria em Sydney, Austrália. Depois de 38 anos longe da música, ele voltou a tocar bateria no início de 2014 e seu maior desejo é encontrar os YOUNGS novamente. Ele é um baterista incrível, assim como o italiano CHARLIE WATTS.


5. PERRY COOPER

O tenente de Klenfner na Atlantic – de fato, ele veio de Arista para a gravadora com Klenfner como um time, em 1977 – , principal pessoa nas relações com os artistas, Cooper foi uma figura popular com o AC/DC e era o nome no cartão de contato em caso de emergência de BON SCOTT, de acordo com sua filha Renée. Cooper era um motorista, juntamente com Judy Libow, da promoção "Live From the Atlantic Studios", em 1977, idealizada pelo futuro engenheiro de Jay-Z e Justin Timberlake, Jimmy Douglas, que saiu atrás das estações de rádio americanas e ajudou a banda a conseguir estar nas rádios antes de estourarem com "Highway to Hell", de 1979. Cooper permaneceu próximo à banda depois da morte de BON SCOTT, em 1980. Ele morreu em 2005.


6. MARK EVANS

O baixista Evans é normalmente considerado pelos fãs como uma parte do "line-up" clássico, mas foi jogado fora sem cerimônias antes da turnê inaugural nos Estados Unidos, em julho de 1977. Entre 1975 e 1977, Evans tocou na maior parte das gravações originais que se tornaram os "maiores hits" do AC/DC: músicas como "TNT", "Dirty Deeds Done Dirt Cheap", "It’s a Long Way to the Top", "Let There Be Rock", "Whole Lotta Rosie" e muitas outras. Isso não foi o bastante para o Rock and Roll Hall of Fame. Quando o AC/DC foi nomeado em 2003, Evans não estava lá para celebrar com eles no palco, embora inicialmente tenha sido convidado. O The Hall of Fame retirou o convite, alegando que ele não era elegível. Evans ainda toca música e comanda uma loja de guitarras em Sydney. Ele é o autor da autobiografia "Dirty Deeds: My Life Inside/Outside of AC/DC" (Bazillion Points, 2011).


7. BILL BARTLETT

O primeiro cara a botar AC/DC para tocar no rádio nos Estados Unidos. O DJ de Jacksonville e diretor de programa Bartlett foi para a Austrália como estudante de intercâmbio no início dos anos 1970 e entrou na lista de mala-direta das gravadoras australianas. Bartlett tomou para si a tarefa de promover a música australiana na WPDQ/WAIV e não apenas deu ao AC/DC sua primeira entrada nas ondas sonoras bem antes de lançarem seu primeiro álbum americano, ele também fez o mesmo pela Little River Band. Quando Bartlett foi para Seattle em junho de 1977 para se tornar o diretor de programa da KISW, ele sugeriu a Steve Slaton que ele tocasse AC/DC. Alegações de que Slaton tenha sido o primeiro DJ a apresentar o AC/DC no rádio americano deveriam ser tratadas com certo ceticismo.


8. LEBER-KREBS

A primeira empresa gestora do AC/DC, AEROSMITH, SCORPIONS and TED NUGENT, Leber-Krebs (liderada por Steve Leber and David Krebs) foi totalmente crucial para que o AC/DC conseguisse vagas importantes como banda de apoio para sua lista de grandes bandas, especialmente o AEROSMITH. Quando Michael Browning foi descartado como gerente do AC/DC no final de 1979, Peter Mensch da Leber-Krebs assumiu. Mensch prosseguiria gerenciando o METALLICA e o RED HOT CHILI PEPPERS e acumularia uma fortuna considerável, mas ele começou sua experiência em gestão com o AC/DC e, de acordo com cálculos confiáveis, fez um trabalho fantástico. Novamente, não foi o bastante para os YOUNG. Tanto Mensch quanto Leber-Krebs foram cortados sem motivo pelo AC/DC e, na minha opinião, foi um erro. O que se seguiu imediatamente foi um período negro da banda, tanto criativamente quanto financeiramente.


9. TONY PLATT

O AC/DC tem tido um monte de engenheiros ao longo dos anos (os grandes Mark Opitz e Mike Fraser estão entre eles), mas Platt provavelmente fica mais acima com créditos por "Highway to Hell", "Back in Black" e o subestimado "Flick of the Switch" (que eles co-produziu). Era tarefa de Platt lidar com o super-detalhista quase obssessivo Lange no estúdio e ele deve ter tido a paciência de Jó para fazer isso sem ficar louco. Platt estava mais dentro da "sensação" das gravações enquanto Lange queria que ficasse perfeito. Você pode ouvir mais dessa "sensação" em "Flick of the Switch" e é graças a Platt que temos petardos formidáveis como "Nervous Shakedown" e "Bedlam in Belgium". O que quer que ele tenha feito com Lange nos álbuns em que trabalharam juntos (incluindo Foreigner’s 4), eles formaram uma dupla incrível.


10. HARRY VANDA

Pode parecer estranho destacar metade dos Vanda & YOUNG, os lendários compositores e produtores australianos que comandaram uma pilha de álbuns clássicos do AC/DC, mas o tímido Vanda foi uma parte integral na criação do som de rock aussie juntamente com o irmão mais velho de ANGUS e MALCOM, George. Estava lá com os The Easybeats, a banda que Harry tocou com George e que deu ao mundo o clássico de todos os tempos "Friday on My Mind". Estava lá no Marcus Hook Roll Band. Estava lá no trabalho solo de STEVIE WRIGHT. Estava lá na Rose Tattoo e The Angels. Mas eles atingiram a perfeição com o AC/DC. O que eu amo nos primórdios do AC/DC é a pegada: as palmas e a percurssão. Isso é Vanda & YOUNG em todos os aspectos. Se o nome de Vanda fosse "YOUNG", ele seria bem mais conhecido pelos fãs fora da Austrália.

Por Jesse Fink, autor do livro "The Youngs: The Brothers Who Built AC/DC".


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