Mötley Crüe: os Fuscas, Porsches e Ferraris de Nikki Sixx

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Por Nacho Belgrande, Fonte: Playa Del Nacho
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Ser bem-sucedido na indústria musical é a realização de um sonho para Nikki Sixx e ele se é agradecido por isso. Ele teve uma dessas epifanias em 2013 antes de o Mötley Crüe sair em turnê com o Kiss. Sixx estava em seu último carro, uma Ferrari California 2010, na I-405, com a capota abaixada.

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“Eu estava ouvindo ao segundo álbum do AEROSMITH, ‘Get Your Wings’, e estava pensando comigo mesmo, ‘Isso aqui é bem longe da roça’”, diz ele. “Eu estava sorrindo e JOE PERRY me mandou uma mensagem de texto e disse, ‘Hey, cara, como é que você está? ’ Eu olhava pro telefone e pensava, ‘Cara, eu não consigo acreditar em como minha vida é fabulosa’. E daí tocou o telefone e era Paul Stanley do Kiss e começamos a falar sobre a turnê.”

Sixx tem um fraco por conversíveis e seu carro do dia a dia é uma Ferrari 458 Spider 2013 totalmente preta com estofado vermelho. Sixx diz que o carro é perfeito. “Esse carro é o máximo pra qualquer hora, não importa se você está numa rodovia, em cânions com muito vento ou mesmo preso no tráfego”, afirma. “É rápido como um tubarão e ainda assim confortável o suficiente para usar no dia a dia ou mesmo em uma viagem longa.”

Sixx já teve sua cota de Ferraris, incluindo uma Testarossa. “Ela literalmente acabou comigo”, disse ele. “Eu a tive por 12 anos, mas o que eu descobri é que a Ferrari tinha feito muitos avanços e aperfeiçoamentos no sentido de ser um carro versátil. A 458 pode ser seu carro do cotidiano também. É o melhor dos dois mundos.”

2006 Bentley Flying Spur

Sixx também tem um Bentley Flying Spur. É o sedan da família dele. “Eu tive muita sorte em ter tido Mercedes, BMWs, sedans muito bons, e esse carro, pra mim, é o máximo em máquina confortável para se dirigir”, ele conta. “Ele é rápido, tem 12 cilindros, é confortável, e confiável. Eu nunca tive um problema com o carro desde o dia em que o comprei.”

“Eu sei que você pode investir um pouco mais e pegar um Rolls-Royce Ghost. Mesmo sendo um astro do rock e empreendedor e alguém que trabalha duro pra ganhar seu dinheiro e faz sim uma boa grana em investimentos e anos de turnê, às vezes eu ainda não consigo concatenar esse outro nível de investimento em automóveis. Eu sou um pouco prático, não 100 por cento prático”, ele explica rindo. “Eu dirijo um Bentley e uma Ferrari, mas eu não sei se você extrai tanto mais assim de um Phantom ou de um Ghost do que você tira de um Flying Spur.”

Sixx geralmente fica com seus carros por muito tempo, exceto pelos hot rods que ele já teve. “Eu tive um Chevy 57 com 520 polegadas cúbicas. Aquele carro era demais. É algo com que você sai no fim de semana pra tirar uma chinfra, mas não é pra se andar todo dia”, ele afirma. “Eu tive um Ford Highboy 32, que era meu carro dos sonhos desde que eu era um moleque.”

Ele vendeu o Ford e comprou um Chevy Chevelle SS 1971, que ele também acabou vendendo. “Eu me empolgo demais com Hot Rods, eles são como os Hot Wheels”, ele ri. “Eu os amo e é tipo, eu quero ver se consigo dirigir todos, mas eu não sou um colecionador de carros. Eu nunca tenho mais de dois carros. Eu compro, faço o melhor negócio possível, dirijo, trato eles muito bem, e daí eu os vendo e daí compro outro hot rod com aquele dinheiro.”

O carro no qual ele aprendeu a dirigir

Sixx viajou muito quando criança, crescendo em estados como Idaho, Washington e Texas. Seu avô o ensinou a dirigir em uma picape Ford branca e velha que era o utilitário da fazenda. “Câmbio manual de três marchas. Na verdade eu caí com ele no mata-burro. Isso foi na época em que seu pai ou seu avô te colocava no volante sentado no colo deles e tinha um descampado e você podia dirigir”, ele lembra. “Eles podiam não ter nem uma F-100 naquele tempo, mas foi uma picape Ford branca.” O avô dele também tinha um trator, e Sixx o dirigia também.

O Primeiro Carro Comprado

Sendo um músico falido, Sixx teve vários empreguinhos em lojas de discos e de bebidas, e vendeu lâmpadas pelo telefone e aspiradores de porta em porta. “Quando eu vim pra Califórnia pela primeira vez, de Idaho, em um ônibus só com esse sonho do rock, eu fui morar com meu tio Don Zimmermann, o presidente da Capitol Records”, ele conta. “Eu me lembro de que ele tinha esse Porsche lindo na garagem e outra coisa fina tipo um Mercedes e eles tinham uma picape Ford F-150 antiga.”

Seu tio arrumou-lhe um emprego na Music Plus em Glendale e deixou que ele ficasse com a picape. “Eu só me lembro de andar por Los Angeles nessa picape, me sentindo o rei do mundo.”

Quando Sixx saiu da casa de seu tio, ele precisava de um carro e comprou um Chevy Bel Air 1950 por US$100. “O piso de trás estava podre, haviam molas saindo do estofamento, nada de ar-condicionado”, ele conta. “Estava enferrujado. Eu tinha que bombear os freios pra que ele parasse, porque sempre havia ar preso dentro. Era um desastre, mas me levava pros lugares.”

Um dia ele deixou o Bel Air no acostamento de uma rodovia e comprou um Fusca 1959 por US$250. O Fusca só tinha um banco da frente. Sem banco de trás, sem banco do passageiro. “Não servia pra se ter uma namorada, mas era ótimo para carregar meus amplificadores, sendo um jovem músico quebrado indo pros testes.”

O MÖTLEY CRÜE e o primeiro carro no qual ele esbanjou

Quando o Mötley Crüe assinou seu primeiro contrato com uma gravadora, o empresário de Sixx o informou que ele receberia um adiantamento em dinheiro. “Eu disse, ‘Recebi? ’ E ele, “sim, de 7 mil dólares”. Eu disse, ‘Você tá me zoando? ’ Eu nunca tinha visto tanto dinheiro na minha vida.”

Quando Sixx trabalhava de balconista, havia um cara que morava no prédio ao lado que tinha um Porsche 914. “Eu só ficava olhando praquele carro. Eu sempre amei conversíveis. Ele tinha capota automática e ele me levou pra dar um role algumas vezes, e eu só achava que aquilo era a coisa mais inatingível do mundo”, ele diz.

Depois de receber o adiantamento, Sixx comprou uma revista e achou um Porsche 914 preto por US$6900. “Gastei até o último centavo que eu tinha”, ele ri. “Eu tive que ligar pros meus avós para arrumar dinheiro para o licenciamento e as placas. Então eu na verdade fiquei devendo, mas eu tinha um Porsche e eu estava em uma porra duma banda de rock e era isso. Eu tinha chegado lá. Eu era o fodão até que eu trancei em torno de um poste.”

O acidente aconteceu em uma noite na qual ele estava em uma festa na mansão de Beverly Hills de ROY THOMAS BAKER, um produtor de bandas como o QUEEN. “Naquele tempo rolavam pilhas de cocaína e orgias”, diz Sixx. “Eu me lembro de cheirar cocaína de cima desse piano no qual Freddie Mercury havia composto ‘Bohemian Rhapsody’, e eu pirava, ‘Tá brincando? ’ E eu tinha um Porsche” Sixx quis ir embora da festa e não conseguia achar suas roupas, então pulou pelado a cerca da casa e entrou no carro. “Eu me arranquei de lá e tinha duas minas me caçando. Eu devia estar a uns 130 kph no Coldwater Canyon [Boulevard] e bati num poste, nu. O poste estava do lado direito, o do passageiro, e eu mal sobrevivi”, ele conta. “Elas estavam correndo atrás de mim e sei lá porque eu estava fugindo.”

Sixx foi de carona – ainda pelado – pra casa e na manhã seguinte teve que passar por uma cirurgia em seu ombro deslocado. “Lá se foi meu carro dos sonhos, pegando fogo em Coldwater Canyon. Mas não consigo pensar em um jeito melhor de acabar com um Porsche”, ele diz, rindo.

No mês que vem, o Mötley Crüe volta para sua segunda temporada residente em Las Vegas, com 12 shows de 16 de Setembro a 6 de Outubro. Ele diz que o novo show terá muitas surpresas para os fãs.

Voltando à alegria de Sixx na I-405 ano passado em sua Ferrari California, quando ele recebeu uma ligação de Paul Stanley e SMS de Joe Perry, ele afirma ser grato por sua carreira bem-sucedida.

“Quer saber? Eu sou muito abençoado”, afirma. “Eu trabalhei pra burro, mas tem muita sorte no meio disso também. E eu planejo durar muito ainda e fazer muita coisa legal.”

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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

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