Kiss e Van Halen: uma relação bem estreita

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Por Igor Miranda, Fonte: Van do Halen
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A conexão entre o Kiss e o Van Halen é muito antiga. Muitos sabem que foi o baixista Gene Simmons que descobriu o Van Halen, mas a forma que isso aconteceu é curiosa e, muitas vezes, relatada de forma errônea. A história da descoberta não aconteceu em maio de 1976, mas alguns meses depois, no lendário Starwood Club de Hollywood.

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Tudo começou em uma festa de Halloween, que ocorria também em Hollywood, mas no pub Gazzari’s, que estava sendo animada por uma banda chamada Boyz. O grupo era constituído por George Lynch e Mick Brown, que ficaram famosos posteriormente com o Dokken. Quando os integrantes caminhavam para o backstage, Gene Simmons se aproximou e conversou com eles, como relata o vocalista Michael White.

“Tocamos uma versão de Firehouse no show e Gene Simmons, que estava no local curtindo com Paul Stanley, disse ter adorado. Ele perguntou quando seria nosso próximo show, pois a gravadora do Kiss, a Casablanca, estava procurando bandas novas, e iria levar os executivos para assistir ao show. A nossa próxima data era no Starwood, na semana seguinte. O Van Halen teve a sorte de ser a banda de abertura, tocamos várias vezes com eles nos anos 1970. Nosso show não foi tão bom naquela noite, enquanto que o Van Halen mandou muito bem. A banda impressionou tanto que eles foram levados poucos dias depois para Nova Iorque, para gravar algumas demos. A Casablanca não contratou o Van Halen, mas a Warner sim. O resto é história”.

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O primeiro show relatado aqui, apenas com o Boyz, ocorreu em 29 ou 30 de outubro de 1976. O show que aconteceu com o Van Halen como banda de abertura aconteceu em 4 ou 5 de novembro. O próprio site do Van Halen se engana com essas datas, relatando que o show ocorreu em maio de 1976, porém não há nenhuma data no Starwood na cronologia nesse período. Além disso, foi a época em que o Kiss embarcou para a Europa pela primeira vez.

Gene Simmons confirma a história aqui contada: “Fui convidado a ir ao Starwood Club para ver um grupo chamado The Boyz. Levei Bebe Buell (mãe de Liv Tyler) junto e sentei próximo a Rodney Bingenheimer, rei da noite local. Esperamos a banda de abertura. A vida é o que acontece quando você menos espera. Vi o Van Halen e fiquei boquiaberto. Eles detonaram. Após duas músicas, fui esperá-los nos bastidores e imediatamente ofereci um contrato e os levei ao estúdio. Voamos até Nova York e levei-os ao Electric Ladyland Studios para fazer uma demo de treze músicas. Também comprei sapatos de plataforma e calças de couro para Dave. Peguei a demo e mostrei aos outros caras do KISS e Bill Aucoin. Ninguém entendeu. Fiquei chocado. Devolvi a fita a eles, disse que tinha uma turnê para fazer e depois tentaria arrumar um contrato, mas depois de um tempo, rasguei o acordo e os deixei livres. Não levou muito para que a Warner Bros os chamasse”.

A relação entre as duas bandas não acaba por aí. Em 1977, o baixista linguarudo aproveitou a boa vontade de Eddie e Alex Van Halen para gravar algumas demos para o clássico “Love Gun”. Além de outras canções que nunca viram a luz do dia, os irmãos tocaram na versão demo de Christine Sixteen – e o solo de guitarra de Eddie foi mantido na íntegra por Ace Frehley.

No início dos anos 1980, a relação entre Eddie Van Halen e o vocalista David Lee Roth não estava das melhores. Além dos conflitos pessoais, haviam diferenças musicais entre ambos: enquanto Dave queria manter a perspectiva roqueira nua e crua das composições do grupo, Eddie queria implementar teclados e sintetizadores às músicas, tornando-as mais voltadas ao Pop. O próprio Eddie queria deixar a banda que levava seu sobrenome e conversou com Gene Simmons sobre a possibilidade de entrar para o Kiss, que estava sem Ace Frehley e testava guitarristas na época, como Richie Sambora, Doug Aldrich, Steve Farris, Robben Ford, entre outros. Gene e Alex influenciaram Eddie a continuar no Van Halen, mas a bomba acabou estourando após o disco “1984″ – só que quem deu no pé foi Diamond Dave.

Eddie nunca escondeu que não admirava o estilo de Ace, como nessa declaração: “Eu não vejo o Kiss como uma coisa inspirada em relação a guitarra. Não estou detonando o Kiss. Eu amo Gene Simmons, ele nos ajudou no começo e sem ele, provavelmente não seríamos o que somos hoje. Mas daí a dizer que Ace Frehley foi a razão para alguém começar a tocar guitarra?”. Mas, no geral, restou uma relação de admiração entre as duas bandas, que revolucionaram o Hard Rock nos anos 1970 e toda uma geração roqueira que se mostrou forte na década de 1980.

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Post de 25 de janeiro de 2017

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Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e apaixonado por rock há mais de uma década. Começou a escrever sobre música em 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Atualmente, é redator-chefe da área editorial do site Cifras e mantém um site próprio (www.IgorMiranda.com.br). Também co-fundou o site Van do Halen, para o qual trabalhou até 2013 – apesar de ainda manter por lá uma coluna semanal, chamada Cabeçote.

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