Matérias Mais Lidas

imagemCinco discos de heavy metal para ouvir sem pular nenhuma faixa

imagemO dia que Cazuza pagou justo esporro para Sandra de Sá ao ver atitude da cantora em festa

imagemFãs não perdoam e reclamam da bateria de Lars Ulrich em novo single do Metallica

imagemMotörhead lança a música inédita "Bullet In Your Brain"; ouça aqui

imagemO clássico do Rock Brasileiro com erro gramatical que foi parar em curso pré-vestibular

imagemMetallica: e se "Lux Aeterna" estivesse no "... And Justice For All"?

imagemCinco músicos que nunca voltarão para as bandas que os consagraram

imagemTim Ripper Owens diz que nunca voltaria ao Iced Earth

imagemTitãs e o integrante que era visto como um líder mas saiu por estar em outra

imagemCharlie Benante não sabia de tour do Metallica com o Pantera

imagemO álbum clássico do Rush que Rafael Bittencourt não gostava nada

imagemA importância da ex-esposa de James Hetfield em sua luta contra o alcoolismo

imagemBandas de rock que lançaram poucos discos, mas continuam fazendo muito sucesso

imagemO motivo pelo qual Steven Tyler disse que "daria na cara" de Elvis Presley

imagemKirk Hammett sobre o Metallica: "Masculinidade tóxica alimentou essa banda"


Samael Hypocrisy
Stamp

Audiófilo: o impressionante sistema de som de Henry Rollins

Por Nacho Belgrande
Fonte: Site do LoKaos Rock Show
Postado em 05 de agosto de 2011

Por Henry Rollins

Traduzido por Nacho Belgrande

"Eu tive bastante sorte por ter sido criado em um ambiente onde música de vários tipos era tocada o tempo todo. Eu morava com minha mãe em apartamentos pequenos em Washington, DC, nos anos 60 e 70, e na maior parte do tempo, tinha música rolando. Chopin, Wagner, Beethoven, Coltrane, Miles, Sonny Rollins, Streisand, Baez, Dylan, Miriam Makeba – até mesmo Doors, Hendrix e Janis Joplin.

Nós íamos até uma loja de discos perto de Dupont Circle com frequência. Eu não sei como minha mãe ficava sabendo de novos discos, mas ela parecia sempre estar pegando algo pra ouvir. Eu tinha um toca-discos em meu quarto e ouvia a tudo desde discos de criança até Strauss, dos Beatles até uma cópia de ‘Hot Buttered Soul’ de Isaac Hayes que, de algum modo acabou lá.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Por muitos anos, eu nunca me dei conta da qualidade do som. Eu ouvia à música, e se eu pudesse ouví-la, era bom o suficiente para mim. Você deve entender que isso foi muito tempo atrás – quando você é jovem e trabalhando para ganhar salário mínimo, áudio hi-end pode não estar no topo de suas prioridades. Eu também sei que há muitos fanáticos por hi-fi lendo isso nesse momento que ralaram sem parar em vários empregos, em condições saídas de um romance de (Charles) Dickens, com uma determinação única de comprar aquelas caixas – e por isso, eu vos saúdo.

Naquela época, eu estava comprando discos com todo e qualquer dinheiro extra que eu tivesse: tocá-los não era tão importante quanto comprá-los. Eu não tenho arrependimentos daquele tempo. Muitos dos discos que eu comprei por alguns dólares então eu vejo à venda no Ebay e em outros lugares por quantias astronômicas. Eu fico feliz de sempre ter ido atrás dos discos.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Ao longo dos anos 80 e no começo dos anos 90 eu só possuía os equipamentos de som mais rudimentares, e isso se eu tivesse algum. Aqueles foram dias magros, ainda que agitados para mim. Eu estava, na maior parte do tempo, na estrada excursionando, ou compondo, ou gravando. Eu tinha equipamento acumulado daqui e dali. Mais uma vez, se eu pudesse escutar aos discos, eu achava que estava tudo bem.

Isso começou a mudar quando eu comecei a passar mais tempo no estúdio e ouvindo material num par gigantesco de alto-falantes Altec Lansing que estavam num estúdio no qual trabalhávamos muito. Eu comecei a pensar em o quão ótimo seria ter algo como aquilo em minha sala. Naqueles dias eu nem tinha uma sala, mas eu sonhava acordado com um belo ambiente para audição.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Meus colegas de banda e eu comprávamos a maioria de nosso equipamento em um lugar chamado Russo Music Center, em Trenton, Nova Jérsei. Ainda está lá. Russo era o pit stop de nossas infindáveis voltas ao redor do mundo. Nosso cara lá era Dan Brewer. Ele e eu tínhamos uma piada recorrente sobre caso eu algum dia fizesse algum dinheiro, eu ligaria para ele e ele me arrumaria um robusto equipamento de som.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Em 1991, eu recebi um pequeno adiantamento e liguei para Dan. Eu disse a ele que eu tinha alguns fundos para entrar em ação. Eu acabei com um sistema muito bom – talvez não o melhor, sonicamente falando, mas ele me durou muitos anos e mandava muito bem: um par de falantes Tannoy de 12 polegadas com um subwoofer de 18 polegadas, um pré-amplificador Carver parafusado ao rack, e um crossover Rane. Não riam – eu disse que não era algo de audiófilo. Para mim, era mais do que eu jamais tinha pensado em ter.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Cerca de 13 anos atrás eu comecei a fazer o upgrade. Eu subi de maneira constante com grande entusiasmo à medida que ia descobrindo o que era possível. Como você sabe, uma vez que você tenha ouvido um sistema verdadeiramente bem-elaborado e equilibrado, você compara todas as experiências auditivas àquela.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Houve muitos daqueles momentos parecidos com pular na água trincando de gelada quando eu descobri quanto alguém chega a pagar por um cabo. Se os varejistas de produtos para audiófilos ganhassem um dólar para cada vez que alguém olhou para um cabo na mão deles como se fosse uma (cobra) Mamba preta e perguntaram, enquanto o sangue some de seus rostos que agora são uma máscara de horror e descrença, ‘Quanto você disse que isso custa?!’ Tinha muito disso.

Eu tenho cinco sistemas em minha casa. O que eu mais passo tempo em frente é talvez amador para pesos-pesados do hi-fi como vocês, mas eu gosto muito dele: alto-falantes Wilson Audio Sophia 3s, amplificadores e pré-amplificadores MCIntosh, um toca-discos Rega Planar 3, e um CD Player Rega Valve Isis. No fim de 2012, esse sistema vai se mudar para uma sala diferente, e Brian da Brooks Berdan Ltd., em Monróvia, Califórnia, virá com sua enorme equipe e vamos começar tudo de novo.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Siga Whiplash.Net: Facebook | Instagram | Twitter | YouTube

Receba as novidades do Whiplash.Net por WhatsApp


Summer Breeze


publicidadeAdemir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | André Silva Eleutério | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Euber Fagherazzi | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Henrique Haag Ribacki | José Patrick de Souza | Julian H. D. Rodrigues | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Slash: mensagem sobre como se comportar no palco

Audiófilo: o impressionante sistema de som de Henry Rollins

Henry Rollins: criticando Robin Williams por suicídio

Roqueiros conservadores: a direita do rock na revista Veja

Corey Taylor: Verdades sobre Joey Jordison e Jim Root


Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

Mais matérias de Nacho Belgrande.