Blackie Lawless explica rompimento com Chris Holmes após primeiros discos do W.A.S.P.
Por João Renato Alves
Postado em 11 de agosto de 2026
Blackie Lawless é o inconteste líder do W.A.S.P. Após o vocalista, a segunda figura mais diretamente associada à história da banda é o guitarrista Chris Holmes, que gravou os quatro primeiros álbuns de estúdio e teve uma segunda passagem na virada do século. Durante entrevista ao Loaded Radio, o frontman recordou o que deu errado na parceria.
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"Chris é um grande performer, mas... digamos que não conseguia realizar musicalmente as coisas que eu queria fazer mais adiante. A situação estava chegando a um ponto de saturação. Sabe aquela velha expressão: 'Ah, nos separamos por diferenças musicais'? Pois é, foi exatamente isso. No fim das contas, analisando bem, foi isso mesmo. Porque eu queria explorar novos caminhos. Depois de termos feito 'The Headless Children', senti que já tinha ido até onde podia. Pedir para ele fazer 'The Crimson Idol', ser o que Bob Kulick foi? Não dava. E não estou querendo menosprezá-lo. As coisas são como são. O meu desejo de seguir em frente e me expressar de maneiras diferentes acabou resultando, de fato, no clássico caso de diferenças musicais."
Lawless também não quis romantizar a ideia de que o atrito alimentou a magia presente nos primeiros álbuns. "Não, porque havia uma química ali. Ela envolvia todos os membros da banda. Não era só ele. Éramos todos nós. Quando perdemos o Tony (Richards, baterista original), sofremos um grande baque e tínhamos consciência disso. Tentamos, no segundo e terceiro álbuns, colocar-me em destaque. Mas sentimos que a fórmula não estava funcionando e precisávamos seguir uma nova direção. Daquele momento em diante, nunca mais se viu um membro da banda na capa. E foi por esse motivo. Já não éramos mais a banda que tínhamos idealizado no início, sabíamos e sentíamos."
Ao ser questionado se tem algum "arrependimento" ao olhar para trás e ver como as coisas aconteceram nos primeiros anos, Blackie disse: "Bom, a gente sempre tem arrependimentos. Chega um ponto em que você já tem mais de 40 anos de estrada. Essa é uma daquelas perguntas que ouço muito e sempre cito aquela música antiga do Frank Sinatra, 'My Way', quando ele diz: 'Arrependimentos? Tive alguns, mas poucos demais para mencionar'. No fim das contas, é bem por aí. Você teve mais momentos bons do que ruins? Então, como eu disse, olhando para trás, a gente faz o que precisa ser feito para tentar fazer as coisas funcionarem, ou para tentar fazer os discos darem certo. A música é o mais importante e, no final, é isso que realmente vai determinar se a banda sobrevive ou acaba."
Quanto à possibilidade de dividir o palco com Holmes ao menos uma última vez, a ideia não parece atraente. "Bom, eu teria que virar as costas para a banda que tenho hoje. Estou com esses caras há mais de 30 anos, é o grupo com o qual estou acostumado. Simplesmente não poderia fazer isso."
Apesar das rusgas e mágoas, Blackie Lawless manifestou apoio a Chris em sua segunda batalha contra o câncer, que acontece atualmente. A banda pediu publicamente que os fãs ajudem o ex-membro, que abriu um crowdfunding. Mais detalhes no link abaixo.
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