Marthe: estreia da one-woman band italiana traz ótimas faixas de black metal e post-punk
Resenha - Further In Evil - Marthe
Por Mário Pescada
Postado em 04 de janeiro de 2024
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Em sua página no Bandcamp, hoje uma das melhores fontes para conhecer novos artistas, MARTHE se apresenta como antifascista, feminista e misantrópica. Por aí já dá para prever que temos pela frente uma artista de personalidade forte - e isso não é uma crítica.
MARTHE é o projeto da "one-woman band" criada por Marziona Silvani, musicista com passagens por diversas bandas da região da Bolonha/Itália, que estreou com "Further In Evil" (2023), um disco com letras muito introspectivas e instrumental influenciado pela primeira onda do black metal europeu (BATHORY com certeza foi uma delas), gótico, punk, post-punk e alternativo.

Essa fusão de estilos colocou no som do MARTHE passagens mais cadenciadas, por vezes repetitivas e minimalistas, já a rispidez esperada do black metal ficou nos vocais rasgados. "Por volta de 2012, eu comecei a sentir a necessidade de me expressar de uma forma mais pesada e atmosférica. Eu coincidentemente comecei a caminhar mais e mais...me aproximando de sonoridades solitárias: minha vida, sentimentos e humores começaram a ser mais introspectivos e introvertidos", publicou ela em seu perfil.
Ainda na parte instrumental, um ponto que gostei muito foi o som da bateria: talvez devido a sua experiência como baterista nas bandas anteriores, aqui ela ganhou um lugar de destaque, com uma sonoridade forte, bumbo pulsante, chimbal estalando, caixa seca e pratos vibrantes.
Já as letras trazem relatos pessoais onde Marziona fala de traição, abandono, perdas e solidão. "A narrativa de "Further In Evil" (2023) é uma jornada dentro do mal. Eu considero isso uma epifania, cultivar armaduras para me tornar mais forte. O título significa entrar nos portões da escuridão, tornando-me mais fria e distante o suficiente para não sofrer mais". Apesar dos diversos trechos melancólicos, o disco está longe de ser classificado como depressive black metal.
De forma geral, gostei muito do disco, mas preciso citar quatro ótimas faixas: "I Ride Alone" que tem 11 emotivos minutos amparados por uma bateria intensa e uma linha de guitarra magnífica; a faixa título "Further In Evil"; "Victimized" que traz vocais cantados balanceando com os rasgados e o cover para "Sin In My Heart", do SIOUXSIE AND THE BANSHEES, cantada bem na típica linha gótica dos 80s com piano no lugar da majestosa guitarra de John McGeoch, a faixa tomou um ar mais sombrio do que a original.
"Further In Evil" (2023) foi lançado pela gravadora norte-americana Southern Lord Recordings, de propriedade de Greg Anderson (GOATSNAKE, SUNN O))), ex-ENGINE KID). No começo de dezembro, ambos lançaram juntos duas faixas através do seu projeto THE LORD.
Formação:
Marziona Silvani: vocais e todos os instrumentos
Faixas:
01 I Ride Alone
02 Dead To You
03 Further In Evil
04 Victimized
05 To Ruined Altars
06 Sin In My Heart (SIOUXSIE AND THE BANSHEES cover)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Performance e abstração marcaram o primeiro dia do Iron Maiden em São Paulo
Zakk Wylde compara entrar no Pantera a Eric Clapton homenageando Jimi Hendrix
Com mais de 140 shows, festival Welcome to Rockville anuncia atrações para 2027
Deep Purple cancela shows devido a emergência médica envolvendo Ian Gillan
Iron Maiden - um festival de clássicos embalando o público
Shows do Social Distortion no Brasil são adiados para 2027
O único membro do Metallica que saiu por conta própria, segundo Lars Ulrich
Três anos após levar tiro na cabeça, Mingau, do Ultraje a Rigor, aparece de pé em vídeo
Jorn Lande gosta de dois dos álbuns mais criticados do Black Sabbath
A canção que mudou a vida de Jimi Hendrix e completou 60 anos de gravação
Tony Iommi considera injusto comparar Jorn Lande a Ronnie James Dio
David Reece se reunirá com o Accept para dois shows na Europa
O plano de Nicko McBrain para voltar ao estúdio no próximo álbum do Iron Maiden
Dark Dimensions Festival anuncia primeiras bandas
A música do Lynyrd Skynyrd que Dave Mustaine colocou no Metallica sem Lars Ulrich perceber

"Gates of Twilight", a estreia certeira do Wings of Steel
"From The Dark"; "apenas" um disco solo de Tony Iommi que evoca o Black Sabbath com Dio
Nunslaughter retorna disparando blasfêmia de grosso calibre no ótimo "Satanic Chaos Legions"
Immolation mantém a extremidade intacta com "Descent"
The Hellacopters revê sua transformação em "Cream Of The Crap! Volume 3"
O ocultismo britânico ganhou novos contornos com "Woodland Rites" do Green Lung
Biohazard retorna afiado com "Divided We Fall"
Tyketto recupera o fôlego com "Closer to the Sun", seu primeiro disco em uma década


