DevilDriver: Dealing With Demons Vol. II traz nova surra nos demônios de Dez Fafara
Resenha - Dealing With Demons Vol. II - DevilDriver
Por Mário Pescada
Postado em 31 de agosto de 2023
Nota: 8 ![]()
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Pensa em um cara puto, muito puto mesmo com tudo e todos ao seu redor. Te falo que essa pessoa que você pensou é o Dalai-lama, a Madre Teresa de Calcutá, o mais calmo dos calmos perto de Dez Fafara.

Em novo capítulo da sua saga para externar seus demônios pessoais (está mais em surrá-los, tamanha raiva), Dez e companhia lançaram em maio "Dealing With Demons Vol. II" (2023), o décimo disco do DEVILDRIVER.
Nesse segundo volume percebe-se um som mais estruturado, com mais groove do que no disco anterior, mas com o mesmo peso e raiva nas composições.
Alguns com certeza já torceram o nariz ao saber que temos aqui groove metal, mas calma (no meio de tanta porrada lá vai eu pedir calma...): o que o DEVILDRIVER fez - e fez bem-feito - foi colocar musicalidade, vamos dizer assim, ao peso das músicas, senão seria sim algo bem chato de se ouvir. Por isso que considero esse volume superior ao anterior que era um disco mais "reto", com poucas variações.
As letras, essa sim, não mudaram muito: seguem girando em torno de decepções, traição, vingança, desilusão, términos. Nada agradável de se lidar, verdade, mas quem nunca passou por algo assim em algum momento da vida? O que o DEVILDRIVER tem feito é usar esses sentimentos ruins para produzir música, ou melhor, boa música.
Os vocais de Dez estão mais dinâmicos aqui e com umas boas sacadas nas guitarras. Agora, o que o baterista Austin D'Amond, que deixou a banda no final de 2022 para ajudar outras pessoas a lidarem com dependência química em sua clínica particular fez nesse disco, é um show a parte: viradas bem encaixadas, pedais duplos na medida certa, batidas fortes.
Repetindo a fórmula passada, "Dealing With Demons Vol. II" (2023) também foi produzido por Steve Evetts (produtor dos discos do grupo desde 2018 e que assinou trabalhos para INCANTATION, M.O.D., PRONG, MANILLA ROAD, SYMPHONY X, o nosso SEPULTURA, entre outros) com suporte do guitarrista Mike Spreitzer. Falando em repetir o passado, sua arte também é similar a passada: encarte bem montado, letras das músicas, tudo muito colorido (ambas as capas me lembraram o GRAVE DIGGER, não sei bem o porquê).
Em um disco bem equilibrado, "I Have No Pity" traz logo na abertura bons pedais duplos; "Nothing Lasts Forever" e "If Blood Is Life" tem uma guitarra chorada bem interessante; "Summoning" é a mais melódica de todas e "Bloodbath" tem um ar mais carregado graças aos fraseados de guitarra.
Duvido que no derradeiro vol. III os demônios pessoais de Dez Fafara tenham deixado ele em paz e zarpado para atazanar a vida de outra pessoa - azar deles, porque vão levar outra surra!
"Dealing With Demons, Volume II" (2023) está disponível no Brasil através da Shinigami Records sob licença da Napalm Records.
Formação:
Neal Tiemann: guitarra, baixo
Dez Fafara: vocais
Mike Spreitzer: guitarra, baixo, programação
Austin D'Amond: bateria
Faixas:
01 I Have No Pity
02 Mantra
03 Nothing Lasts Forever
04 Summoning
05 Through The Depths
06 Bloodbath
07 It’s A Hard Truth
08 If Blood Is Life
09 This Relationship Broken
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