Titãs: Trio Acústico foi necessário?
Resenha - Trio Acústico - Titãs
Por Bruno Dias Gonçalves
Postado em 05 de outubro de 2020
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Bom, este projeto teve seu embrião logo após a saída do Paulo Miklos da banda. Com uma formação original reduzida a 3, os Titãs e sua grande capacidade de se reinventar fizeram algo que ainda não haviam feito na carreira: Uma turnê chamada "Uma noite no teatro". Neste show, bem mais intimista, eles tocavam instrumentos acústicos como pianos, violões e guitarras semi-acústicas para dar algum peso. Nesta época começou até a surgir vídeos do Tony cantando, ao cantar Pra Dizer Adeus e Isso (músicas de sua autoria que eram cantadas pelo Miklos). Apesar de muitos terem torcido o nariz, é possível encontrar vídeos do início da carreira dos Titãs onde Tony fazia back vocal e na sua antiga banda Trio Mamão (com Branco Mello e o saudoso Marcelo Fromer) Tony era o vocalista.
Sim, a ideia era muito interessante pois haviam acabado de perder a maior energia no palco com a saída do Paulo e precisavam de algo que chamasse a atenção. Assim nasceu a Turnê Uma Noite no Teatro. Um show mais intimista com os Titãs conversando com o público, contando histórias antigas da banda. Segundo Sérgio Britto (vocalista, tecladista, pianista e baixista) não tinham a intenção de que fossem uma turnê nacional, mas os shows lotaram e a coisa cresceu a tal ponto que o projeto Titãs Trio Acústico nasceu. Soma-se a isto a fato da turnê da Ópera-Rock não ter decolado, os Titãs estavam basicamente em 3 turnês: O show elétrico mais rock com os 5 no palco, Uma noite no teatro e alguns shows da Ópera-Rock.
Logo após, digamos, os Titãs terem largado mão da turne da Ópera-Rock (falta de apoio de contratantes dos shows) Branco Mello é diagnosticado com um câncer na garganta e fica afastado da banda por 3 meses tem Lee Marcucci substituindo-o (o mesmo Lee que tocou nos Titãs entre 2002 e 2007 após a saída do Nando Reis) e nisso deram uma gás na evolução vocal do Tony Belloto que por sua vez já havia feito sua estreia na Ópera-Rock registrando uma música como vocalista (Canção da vingança).
Com a recuperação do Branco Mello, os Titãs deram uma ênfase na turnê do Trio Acústico, acredito que para que a voz do Branco tivesse como se recuperar gradualmente e de forma mais tranquilo (acredito que como banda e amigos que são da época de escola, nada mais normal).
Chega no anúncio de que Titãs Trio acústico será um álbum em 3 eps de 8 faixas cada. Pronto, os fãs começaram a falar sem fim. Uns apoiando o formato minimalista do projeto e outros questionando a necessidade de outro acústico (vide a grandioso acústico de 1997 e seu filho estranho de 1998, o Volume II).
Após o lançamento dos 3Eps fiquei com o fortissima impressão de que poderiam ter feito muita coisa diferente.
Vamos aos pontos altos:
Por que eu sei que é amor: primeira vez que usaram o estalar de dedos numa faixa, um riff de guitarra bem legal e que encaixou muito bem. Bem diferente de sua gravação original de 2009.
O Pulso: a redução sonora com 3 instrumentos apenas trouxe uma profundidade diferente para música sem perder a essência da original de 1989. E o resgate de "Pulso" sussurrado na música.
Miséria: Piano e voz com Britto, achei mt interessante e poderiam aproveitar mais este formato até em shows futuros. Ah é, tem uma marcação bem de leve de bateria.
Querem meu sangue: Guitarra semi acústica e voz com Tony Belloto. Parte dela cantada em inglês e a voz do Tony se encaixou muito bem na canção.
Televisão: A melhor releitura do projeto, alegre e pra cima. Trouxe algo muito forte e elevou esta releitura do clássico de 1985.
Go Back: Apesar de ser uma versão minimalista do que foi feito em 1997, a faixa pede por isso. Então, foi um acerto.
Nem 5 minutos guardados: Seu primeiro registro é do acústico de 1997 e voltou agora com piano e voz e cordas. Esse formato para a canção é bem coerente.
Bichos Escrotos: Apesar de terem mantido a mesma leitura feita no clássico de 96, foi muito interessante ver com instrumentos acústicos. Foi sim um acerto, apesar de sentir muita falta de Miklos cantando esta, Branco neste registro não decepcionou. O solo de guitarra extra no final ficou muito bacana.
32 dentes: É até dificil pensar em como ela poderia ter outro riff, é bem marcado e pegado e casa bem no rock e no acústico.
Aos medianos:
Sonifera Ilha: Mantiveram o mesmo desenho já feitos em outras formas, porém o advento do piano marcar o tempo foi muito interessante.
To Cansado: Violão e Voz com Branco Mello, poderiam ter colocado a banda toda tocando, com uma bateria leve. Vide como feito em Bichos Escrotos
Toda Cor: Aproveitaram a releitura de 1998 e deixaram mais calma e leve, o advento das cordas na mesma levada de 98 foi um acerto, mas poderiam trazer algo novo no arranjo.
Comida: Sou fã do riff feito no acústico de 97 e o solinho do teclado como refrão soou muito bem, mas não acho que na voz do Sérgio ficou legal.
Flores: Não trouxe nada de novo, a mesma releitura de 97. O piano soube cobrir bem os metais e a vocalização de Marisa Monte feita no acústico de 97. Mas por que não revisitar o classico de 89 nos violões?
Aos baixos:
Família: Nada de novo em relação ao original de 1986 e o acústico de 1997. Perderam uma grande chance de criarem algo novo alí.
Enquanto houver sol: Tiraram as guitarras e colocaram violão, essencialmente a mesma música de 2003.
Polícia: fala sério, sax???
Homem Primata: A mesma levada feita em 1997 no acústico. Poderiam ter trago algo como piano ou um violão e voz.
Pra dizer adeus: Não trouxeram nada de diferente de 1997, a mesma levada e o mesmo violão. Nenhum advento interessante.
É você: Vinda da Opera Rock, sem tirar nem pôr. Tive a impressão de que foram nas masters originais e gravaram os violões por cima das guitarras.
Epitáfio: O grande novo clássico dos Titãs, que tocou tanto que cansou. Fizeram uma releitura que simplesmente refaz a gravação de 2001.
É preciso saber viver: Trouxe uma introdução no piano diferente da gravação de 98, mas não trouxe a emoção que a música tem.
Cabeça Dinossauro: Só no violão?? sem bateria e sem piano... fala sério
O álbum tinha tudo para ser uma obra prima, os Titãs tem muitas músicas que serviriam neste trabalho que são mais Lado B como Não é por não falar, Tudo vai passar, Qualquer negócio, Pela Paz
Somando que várias destas estão presentes no dvd Nheengatu de 2015 (último registro oficial com o Miklos)
A banda tem 40 anos de história e não precisa provar mais nada para ninguém, foram de new wave a punk e grunge e pegaram do acústico a opera rock mesclando com mpb, tropicalia, reggae, funk (o original né, por favor).
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