Marilyn Manson: O inconsistente We Are chaos
Resenha - We Are chaos - Marilyn Manson
Por Fabiano Rocha
Postado em 11 de setembro de 2020
O 11° álbum de estúdio de Marilyn Manson chega ao Mundo em meio a uma Pandemia global. Mas mesmo que a estética do Mundo contemporâneo nesse período pandêmico tenha sido explorada ao longo de toda a carreira do cantor, que sempre versou sobre apocalipse e caos, o trabalho não trás o que promete em seu título. O disco poderia ser perfeito para o atual momento, mas não é.
Marilyn Manson - Mais Novidades
WAC soa, em diversos momentos, como o esboço de uma idéia. O esboço de um conceito, um rascunho mal acabado. Mesmo com momentos bons, como a chiclete e envolvente "Perfume" e a balada gótica "Dont chase the dead", o álbum não envolve o ouvinte.
O início da parceria de Manson e Shooter Jennings, produtor e músico com trabalho voltado para uma espécie de southern-country-pop-synth-rock foi bem sucedida e aconteceu em 2018, quando Manson cantou na faixa "Cat People (Putting out fire)", a clássica oitentista de David Bowie. A dupla se saiu bem no cover, que ganhou o peso que o personagem Marilyn Manson trás a qualquer lugar que entra.
Depois da saída de Tyler Bates, em 2018, durante a turnê do disco Heaven Upside Down, naturalmente, ficou claro que Shooter ocuparia o lugar de produtor e parceiro de Marilyn na próxima empreitada, o que fez os fãs acreditarem que viria, desse arranjo, um trabalho "death-country", como os admiradores do cantor chamam o estilo musical que apareceu, diversas vezes, em sua discografia. Faixas clássicas como "Four Rusted Horses" e "Odds of Even". O ótimo cover de "Gods Gonna Cut You Down", lançado como single em 2019, com um clipe também de ótima qualidade, aumentou a expectativa de que Manson exploraria a sonoridade death country, usando mais seus graves, suas letras poderosas e uma produção mais voltada para algo como "American IV" (mesmo que GGCYD tenha sido produzida por Tyler, seu último trabalho na banda).
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Essa expectativa é completamente frustrada em WAC, que é mais um disco industrial do que qualquer outra coisa. O country, como Manson disse depois do lançamento, está nos elementos e na abordagem, e talvez esse tenha sido o grande erro desse trabalho
Ninguém esperava um disco que superasse, em qualidade, o incrível Pale Emperor, de 2015, ou que fosse tão interessante e energético quanto o Heaven Upside Down. Mas todos esperavam que Manson fosse pra um caminho menos genérico e confuso.
WAC se arrasta por seus 50 minutos como uma demo que ainda precisa ser lapidada. Em diversos momentos, a produção de Shooter deixa a desejar, principalmente no tratamento que deu à voz, tornando quase impossível saber o que está sendo cantando em alguns momentos. Mesmo assim, o trabalho de bateria do novo membro Brandon Pretzborn, tem de ser citado como um ponto positivo do disco. O novato imprimiu sua personalidade, e deu um destaque inédito à bateria na discografia da banda. O baixo de Juan Alderete, que substituiu Twiggy em 2017 também é um ponto interessante do disco. Porém, mesmo com todo o potencial, WAC é inconsistente e esquecível. Mais uma peça pro boulevard de oportunidades perdidas por Marilyn Manson.
A parte mais relevante desse disco está na ausência gritante de Tyler Bates. Resta saber: Manson conseguirá, algum dia, fazer trabalhos consistentes e empolgantes como os antecessores de We Are Chaos novamente?
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música mais difícil de tocar do Metallica segundo James Hetfield, Lars Ulrich e Kirk Hammett
Classic Rock ranqueia discografia dos Rolling Stones do pior ao melhor álbum
70000Tons of Metal anuncia abertura das vendas ao público e primeiras 30 atrações da edição de
Sepultura fará show sem "Roots", "Arise" e "Ratamahatta" no Rock in Rio
Scorpions suspende atividades de 2026 devido a "circunstâncias imprevistas"
Iron Maiden anuncia box-set com os 9 primeiros discos em LPs coloridos
O álbum de heavy metal que se tornou um dos discos mais vendidos de todos os tempos
João Nogueira (Mastodon): "Não acho o Metallica mais legal que o Iron Maiden"
Alex Van Halen é condecorado Cavaleiro da Ordem do Leão
O álbum do Van Halen que Eddie achava ter sido lançado na hora errada
A música de 1965 que fundou o som do rock clássico, segundo Jimmy Page
Por que é impossível ter carreira de heavy metal no Brasil, segundo Bill Hudson
Os três astros de Hollywood por quem Roger Waters não tinha o menor interesse
Roger revela as duplas sertanejas que recusaram gravar com o Ultraje a Rigor
Em 25/07/1980: Eric Carr subia ao palco pela primeira vez com o Kiss
Rock Life - ACDC: O dia em que a comunidade do Rock 'n Roll ficou abalada
Por que Roger do Ultraje a Rigor se recusou a pedir desculpa no Faustão por caso de 1987
O hit da Legião Urbana influenciado por Bruce Springsteen que gravadora não curtiu estrutura
Resenha - We Are Chaos - Marilyn Manson
O dia que Marilyn Manson contou para Regis Tadeu a verdade sobre "Anos Incríveis"
Os 18 álbuns de rock e metal mais aguardados até o fim de 2026, segundo a Loudwire
Marilyn Manson divulga "Front Toward Enemy", faixa de seu próximo disco
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão

