Ignea: banda ucraniana em seu melhor momento
Resenha - Realms Of Fire And Death - Ignea
Por José Sinésio Rodrigues
Postado em 29 de abril de 2020
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Neste terceiro álbum, batizado como "The Realms Of Fire And Death" e contendo dez faixas, lançado em abril de 2020, a banda Ignea, proveniente de Kiev, na Ucrânia, acentua ainda mais a personalidade, talento e bom gosto que já vinha apresentando em seus trabalhos anteriores (uma discografia, até o momento, composta por três álbuns – incluindo este, obviamente -, um single e um EP que foi lançado lá em 2013, quando a banda ainda se chamava Parallax). Antes de entrar no mérito deste novo álbum, a banda deve ser enaltecida por possuir uma virtude e atitude muito rara, pois sua música já possui identidade própria no âmbito do Power Metal, o estilo no qual o Ignea mergulha. Por outro lado, seria injusto dizer que o grupo se dedica apenas ao Power Metal. O que vemos, pelo menos neste trabalho, é uma banda que explora uma gama de diferentes estilos, aqui e ali, mesclando-os de forma absolutamente perfeita com partes que remetem ao Metal Progressivo e ao Metal Melódico, passando pelo Gothic Metal. Sem sombra de dúvida, a experiência conseguida com os trabalhos anteriores fez toda a diferença para estes ucranianos.
E, veja só, a banda Ignea resolveu fazer jus ao nome e criou um álbum tendo o fogo como tema principal. Assim, "Os Reinos do Fogo e da Morte" é dividido em três histórias, com as chamas sendo imprescindíveis para todo o conceito lírico. Assim, temos um trabalho que apresenta enredos relacionados ao fogo. Na primeira história, temos uma rainha que é enfeitiçada por uma profecia que prevê que ela será morta por um irmão gêmeo e, portanto, estabeleceu um reino de terror, no qual a crueldade e o fogo governam. Na segunda história, um homem que enlouqueceu quando sua amante morreu ateia fogo ao próprio corpo. A última parte tem a ver com os deuses do fogo de diferentes culturas, que oferecem esse poder destrutivo à humanidade.
Musicalmente, o Ignea mantém uma rica criatividade, algo simplesmente grandioso. Embora ainda existam influências modernas do metal e da música oriental (como na faixa "Queen Dies"), a orquestração usada neste trabalho é frequentemente substituída por arranjos eletrônicos, como pode ser ouvido em "Чорне Полум'я". Outras faixas, como "Out of My Head", trazem momentos mais pesados. Mais adiante, "Too Late To Born" nos traz uma banda muito furiosa, que se inclina sobre ambientes de Black e Death Metal.
Embora seja um álbum coeso, bem executado e extremamente bem produzido, as melhores músicas estão no final, com "Jinnslammer" e "Disenchantment", devido a uma riqueza cativante que exala das mesmas, além de teclados modernos e refrões cativantes que provam que a vocalista Helle Bogdanova evoluiu consideravelmente ao longo dos anos como vocalista, misturando rosnados e vocais limpos. Sua magnífica voz alterna momentos de puro brilhantismo com outros muito brutais, preservando sempre uma sensação de melodia longitudinal. Trata-se de um trabalho magnífico e muito bem feito.
Confira a música "Queen Dies", uma das faixas do álbum "The Realms Of Fire And Death".
Faixas em "The Realms Of Fire And Death": 10
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O baterista que é um "músico bom em banda ruim", segundo Regis Tadeu
A maior banda de rock de todos os tempos, segundo Mick Fleetwood
A banda sem frescura que tinha os melhores músicos do rock, segundo Joe Perry
"Esse disco acabou com minha paixão pelo heavy metal": Sergio Martins revisita clássico
Angela Gossow comenta em postagem de Michael Amott e fãs se empolgam
"Não tivemos escolha", diz guitarrista sobre suspensão de planos do Twisted Sister
Mille Petrozza (Kreator) admite que ficaria entediado se fizesse um álbum 100% thrash metal
O guitarrista brasileiro que ouviu a real de produtor: "Seu timbre e sua mão não são bons"
Cartaz oficial do Bangers Open Air é divulgado pela organização do festival
A banda europeia de metal com milhões no Spotify cujo integrante trabalha como bombeiro
A música de Ozzy que atingiu o topo das paradas, mas não aparece nas coletâneas "Best Of" do madm
"Heavy metal é para ser tocado com duas guitarras", opina Schmier (Destruction)
Vocalista do Amaranthe e ex-cantoras do Arch Enemy e Delain sobem ao palco com o Epica
Os cinco discos favoritos de Tom Morello, do Rage Against The Machine
Como Angela Gossow se juntou ao Arch Enemy, de acordo com Michael Amott


CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias


