Clássicos Imortais: Brave New World, e as duas décadas do renascimento do Maiden
Resenha - Brave New World - Iron Maiden
Por Mateus Ribeiro
Postado em 22 de março de 2020
O mundo do metal ficou chocado no início da década de 1990, quando foi anunciado que Bruce Dickinson não era mais o vocalista do Iron Maiden. Após uma década de sucesso, alimentada por álbuns icônicos, a voz da Donzela partiu para seguir carreira solo.
Para o lugar de Bruce, a banda anunciou Blaze Bayley, que apesar de ser muito esforçado, definitivamente nunca conseguiu cativar os fãs da banda. Porém, sejamos sinceros, substituir Bruce é um rojão que poucas pessoas no mundo poderiam segurar. Blaze não se mostrou um desses seres humanos, e após dois álbuns contestados ("X-Factor" e "Virtual XI"), a banda optou por sua demissão.
O cenário era enigmático e ninguém imaginaria o que seria daquela que anos antes, era o maior nome do cenário do heavy metal. Até que em 1999, explodiu uma bomba de proporções gigantescas: Bruce Dickinson estava de volta ao Iron Maiden. E não era só isso: o guitarrista Adrian Smith, que havia saído da banda tempos depois de "Seventh Son Of A Seventh Son". Dali em diante, o Iron Maiden se tornou um sexteto, com 3 guitarristas.
O mundo queria saber como ficaria o som da banda após tantas notícias. A resposta foi dada em 29 de maio de 2000, com o lançamento do estupendo "Brave New World".
Não é necessário dizer que a expectativa em cima do lançamento era enorme, afinal de contas, o último disco a contar com Bruce Dickinson no vocal havia sido lançado em 1992, ou seja, oito anos antes. Para a alegria de todos os fãs de Maiden e de heavy metal, o resultado apresentado em "Brave New World" é o melhor possível.
Tudo o que tornou a banda um fenômeno mundial está presente. O incrível alcance vocal de Bruce Dickinson, o baixo onipresente do patrão Steve Harris, a bateria galopante de Nicko MacBrain e as melodias inesquecíveis proporcionadas pelo (agora) trio de guitarristas, formado por Adrian Smith, Dave Murray e Janick Gers.
Existe música para todos os gostos no disco, desde as composições mais animadas até as mais reflexivas. É difícil destacar alguma composição em especial, mas é inegável que a faixa-título, "The Wicker Man", a tocante "Blood Brothers", "The Fallen Angel" e "Ghost of The Navigator" saem na frente.
O processo de composição envolveu quase todos os membros da banda (exceto Nicko), e até mesmo Dave Murray, que não é muito de aparecer, deu as caras. Tal fato demonstra que existia um clima real de banda, e não apenas de um projeto capitaneado por Steve Harris. Outro ponto interessante é que as músicas longas (porém, nem de longe cansativas) apareceram com maior frequência, tendência que a banda segue até hoje.
Pode parecer mentira, mas este álbum maravilhoso, que foi definitivo para toda uma geração de headbangers entrar de cabeça no oceano do metal, completará 20 anos em breve. Quando digo que isso não parece real, é pelo fato de que clássicos nunca envelhecem, e sem sombra de dúvidas, "Brave New World" é um clássico imortal, que representa o renascimento do Iron Maiden.
Outras resenhas de Brave New World - Iron Maiden
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