Iron Maiden: Brave New World foi uma volta em grande estilo
Resenha - Brave New World - Iron Maiden
Por Mateus Ribeiro
Postado em 18 de fevereiro de 2019
Nota: 10 ![]()
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Em fevereiro de 1999, o mundo do Metal comemorava a volta de Bruce Dickinson e Adrian Smith ao IRON MAIDEN. O vocalista e o guitarrista, que foram peças fundamentais no anos dourados da banda, estavam de volta. Dali em diante, a banda passou a contar com seis membros, formação que persiste até os dias atuais.
Mais de um ano depois, precisamente no final de maio de 2000, a Donzela de Ferro lançou o primeiro registro da banda após a volta dos dois citados integrantes, o ótimo "Brave New World". Após o período nebuloso que a banda passou durante boa parte dos anos 90, a volta de dois membros antigos gerou a esperança de que os dias ensolarados pudessem voltar a fazer parte da vida da trupe comandada por Steve Harris. De fato, as coisas ficaram melhores, e o décimo segundo álbum da banda foi como um sopro de esperança na vida de muitos fãs, que passaram longos anos desejando a volta de Adrian Smith e Bruce Dickinson. Para a sorte de todos, os dois músicos voltaram, e com muitas boas idéias, o que se comprova nas seis músicas que contam com a participação de Adrian ou Bruce em suas composições. Vale ressaltar que algumas das músicas eram para fazer parte do disco anterior, "Virtual XI", e uma delas, "Dream Of Mirrors", conta com letras (não creditadas) de Blaze Bayley.
De qualquer forma, o IRON MAIDEN clássico parecia renascer, só que com uma roupagem mais moderna, porém, nada que tornasse a banda uma cópia de si mesma. As músicas de "Brave New World" seguem a mesma receita dos grandes clássicos do MAIDEN, e reforçam a impressão de que tanto Bruce quanto Adrian nasceram para fazer parte da banda.
Falando sobre as músicas em si, não faltam grandes momentos no disco. "The Wicker Man" é a típica abertura de um disco do IRON MAIDEN. Rápida, direta, e com um refrão pra lá de grudento. A faixa título poderia facilmente fazer parte de qualquer disco da banda nos anos 80. A comovente "Blood Brothers" (escrita por Steve Harris, para homenagear o seu falecido pai) está entre as mais belas composições da carreira do Maiden. Outro grande sucesso do disco é "Ghost Of The Navigator", que parece composição da época de "Fear Of The Dark".
A segunda parte do disco também é recheada de boas músicas, como "The Mercenary", "The Nomad", "Out Of The Silent Planet" e a longa "The Line Between Love And Hate", que fecha o disco com maestria.
Todas as músicas do disco são ótimas, e apresentam todos os elementos que o ouvinte da banda está acostumado: melodias pegajosas, grandes solos, riffs com a cara do Maiden, baixo marcante, a bateria extremamente precisa, e claro, a voz magistral de Bruce Dickinson. Tudo isso com a diferença de que agora não eram apenas dois, mas sim, três guitarristas na banda.
Longe de qualquer comparação, mas "Brave New World" apresenta a atmosfera que faltou nos dois álbuns anteriores (que por sinal, acho muito legais). Pode até ser que as músicas funcionassem na voz de Blaze, mas fica difícil imaginar isso quando Bruce abre a boca. Não é nada contra Blaze, mas aparentemente, o posto de vocalista do IRON MAIDEN se tornou um lugar perfeito para Bruce Dickinson.
A linda arte da capa (baseada no romance que dá nome ao álbum) que é encantadora e um tanto quanto sombria, também merece destaque, inclusive, pela forma diferente que Eddie se apresenta.
"Brave New World" soa como um renascimento para uma banda que já experimentou o céu, o inferno e o purgatório.
Um disco fundamental para o futuro da banda, e o início de muitas caminhadas pelas trilhas do Metal.
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