Iron Savior: Kill Or Get Killed alia o melhor do power e do heavy trad
Resenha - Kill Or Get Killed - Iron Savior
Por Igor Miranda
Postado em 26 de agosto de 2019
O Iron Savior - ou melhor, o vocalista e guitarrista Piet Sielck - tem história para contar. No início da década de 1980, ainda nos tempos de escola, ele formou uma banda chamada Gentry ao lado de três músicos que formariam o Helloween: o guitarrista Kai Hansen, o baixista Markus Grosskopf e o baterista Ingo Schwichtenberg. O grupo mudou o nome para Second Hell e chegou a compor algumas músicas antes de se dissolver.

O Helloween foi formado em seguida, já sem Piet Sielck, que preferiu se dedicar à carreira de engenheiro de som. Algumas músicas feitas naquela época, como "Gorgar", "Phantoms of Death", "Murder" e "Victim of Fate" chegaram a ser aproveitadas pela icônica banda de power metal.
Uma década depois, em 1996, Piet Sielck decidiu retomar sua carreira como vocalista e formou o Iron Savior, ao lado, justamente, de Kai Hansen. O baterista Thomen Stauch, do Blind Guardian, completou a formação responsável pelo primeiro álbum, autointitulado e lançado em 1997. Desde então, o grupo seguiu - sem Hansen, que saiu em 2001, e Stauch, que só participou até 1998 - e construiu uma discografia de respeito dentro do estilo.

Com méritos, o Iron Savior chegou neste ano ao 10° álbum de inéditas de sua carreira, "Kill Or Get Killed", que chega em CD nacional pela Valhall Music. Embora seja definido como power metal - e tenha algumas características da fatigada ramificação -, o grupo se aproxima cada vez mais do heavy tradicional e do speed metal em seu novo trabalho.
Talvez por cumprir uma agenda em estúdio bastante produtiva - foram seis álbuns de inéditas e dois de regravações em 15 anos -, não dá para esperar inovação do Iron Savior. Diferente de nomes mais atuais, o grupo não enxerga a necessidade de se comprovar e "fazer diferente".
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Dessa forma, a sensação de estar ouvindo outro álbum do Iron Savior se repete ao longo de "Kill Or Get Killed", já que a fórmula é reproduzida à risca. Ainda assim, o disco é interessante, já que foge dos clichês do power metal tão explorados nas duas décadas anteriores e apresenta performances competentes dos envolvidos.
Os grandes destaques de "Kill Or Get Killed" estão logo no seu início: a arrasadora faixa título e a pesada "Roaring Thunder". A grudenta "Never Stop Believing", a extensa "Until We Meet Again" e a versão para "Sin City", do AC/DC, também merecem menções individuais.

Ainda que sem surpresas, "Kill Or Get Killed" mantém um padrão de qualidade raro dentro de um subgênero repleto de álbuns "oito ou oitenta". Para fãs mais conservadores de power metal ou mesmo de heavy tradicional, esse parece ser um dos grandes discos do ano.
Piet Sielck (vocal, guitarra)
Joachim "Piesel" Küstner (guitarra)
Jan-Sören Eckert (baixo)
Patrick Klose (bateria)
1. Kill or Get Killed
2. Roaring Thunder
3. Eternal Quest
4. From Dust and Rubble
5. Sinner or Saint
6. Stand Up and Fight
7. Heroes Ascending
8. Never Stop Believing
9. Until We Meet Again
10. Legends of Glory
11. Sin City (AC/DC cover)

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