Andralls: novo álbum é pura pancadaria thrash old school
Resenha - Bleeding For Thrash - Andralls
Por Ricardo Seelig
Postado em 11 de julho de 2019
Com mais de vinte anos de estrada, o Andralls é um dos nomes mais tradicionais da cena thrash metal brasileira. O trio formado por Alex Coelho (vocal e guitarra), Felipe Freitas (baixo e vocal) e Alexandre Brito (bateria) chega ao seu sexto trabalho em "Bleeding for Thrash", lançado no final de junho e que é o sucessor de "Breakneck" (2012).
"Bleeding for Thrash" é um álbum feito sob medida para quem é fã do thrash metal mais tradicional, sem interferência ou influências de outros estilos e sonoridades. É thrash puro e sem enrolação, com canções rápidas, agressivas e diretas. A sonoridade remete ao final dos anos 1980 e início da década de 1990, em onze faixas que totalizam pouco menos de trinta minutos.
O álbum, gravado no Papiris Studio em São Paulo, foi produzido por Caio Monfort e masterizado por Neto Grous. As canções seguem a escola mais bruta de nomes como Slayer e o Testament dos primeiros anos, e muitas vezes se aproximam, de maneira sutil, do death metal. Os breakdowns e as mudanças de andamento e alterações de curso comumente associadas ao gênero não fazem parte da receita do Andralls, que foca na violência musical e na efetividade de uma sonoridade ostensivamente agressiva.
Pessoalmente, gosto da abordagem mais intrincada e técnica do thrash metal, algo que não passa pela fórmula do Andralls. Essa sonoridade extremamente homogênea acaba me parecendo muito mais eficaz quando ouvimos uma faixa de forma isolada e não funciona tão bem quando escutamos o disco completo, fortalecendo a percepção de a banda estar executando variações sobre o mesmo tema. O que, logicamente, não quer dizer que o disco não seja bom. Músicas como "Andralls on Fire, Pt. III (cujo riff me lembrou o de "Arise", do Sepultura), "Bleeding for Thrash", "After Apocalypse" e "On Fire" devem cativar de imediato e são um sério risco para uma provável séria lesão no pescoço.
Se a sua praia é o thrash metal old school, vale a pena conferir o novo álbum do Andralls.
Outras resenhas de Bleeding For Thrash - Andralls
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda iniciante de heavy metal que tem como objetivo ser o novo Iron Maiden
As 11 bandas de rock progressivo cujo primeiro álbum é o melhor, segundo a Loudwire
A música de guitarra mais bonita da história, segundo Brian May do Queen
As bandas que Steve Howe recusou antes de se juntar ao Yes
O primeiro disco que Max Cavalera comprou; "Ouvia todos os dias"
Guns N' Roses ensaia hit não tocado há 35 anos e fãs criam expectativa para shows no Brasil
A controvertida estratégia militar que gerou um violento hino punk e reapareceu no Metallica
O álbum do Testament onde os vocais melódicos de Chuck Billy não funcionaram
O exagero de John Bonham que Neil Peart não curtia; "Ok, já chega!"
O álbum de rock rural que mistura candomblé e umbanda que Regis Tadeu adora
Alex Lifeson diz que primeiros ensaios do Rush com Anika Nilles não funcionaram tão bem
A opinião de Regis Tadeu sobre polêmica do Arch Enemy e Kiko Loureiro: "Virou paranoia"
Guns N' Roses - Resenha do show em Porto Alegre
David Ellefson diz que "Master of Puppets" foi o primeiro disco de metal progressivo
Rob Dukes não levou raiva por demissão em conta quando aceitou voltar ao Exodus
A história do álbum perdido do Pink Floyd que sucederia o "Dark Side of the Moon".
James Hetfield: com Di'Anno e sem Dickinson, os 20 maiores vocalistas na opinião dele
Dez músicas "esquecidas" que o Iron Maiden poderia tocar ao vivo ao menos uma vez


Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
Legião Urbana: O discurso de tristeza e morte no álbum A Tempestade



