Cavalera Conspiracy: o álbum mais extremo de Max e Iggor
Resenha - Psychosis - Cavalera Conspiracy
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collectors Room
Postado em 06 de julho de 2019
Faço parte da turma que não curtiu "Pandemonium" (2014), terceiro álbum do Cavalera Conspiracy. A sonoridade suja e a mixagem abafada do disco contribuíram para que a minha avaliação fosse bastante negativa. Por isso, fui com um pé atrás conferir "Psychosis", quarto trabalho da banda dos irmãos Max e Iggor.
Cavalera Conspiracy - Mais Novidades
E é bom quando uma expectativa negativa é quebrada. "Psychosis", lançado em novembro de 2017 lá fora e que ganhou edição nacional pela Hellion Records, fez com que eu esquecesse a imagem negativa deixada pelo álbum anterior. Ao invés de Max na produção, temos Arthur Rizk regulando a mesa de som. O guitarrista Marc Rizzo, parceiro de longa data dos Cavalera, completa o trio central da banda, que ainda contou com o próprio Rizk no baixo, além de diversas participações.
De modo geral, "Psychosis" é o disco menos experimental do Cavalera Conspiracy. Não temos em nenhuma das suas nove músicas o lado mais inovador que levou Max a ser reconhecido tanto no Sepultura quanto no Soulfly. O que não quer dizer, necessariamente, que estejamos diante de um disco menor, o que realmente não é verdade.
Dá pra dizer que "Psychosis" é o trabalho mais convencional do Cavalera Conspiracy, e talvez o mais extremo da banda. As canções passeiam pelo espectro do thrash metal, com algumas aproximações com o death. Iggor insere algumas batidas tribais bastante sutis, principalmente nas viradas de bateria, enquanto o trabalho de guitarra não tem nada de "noise" e é bem focado na pegada tradicional tanto do thrash quanto do death metal. "Hellfire" tem uma característica mais industrial que contrasta com o restante do tracklist, assim como a atmosférica faixa título, enquanto em outros momentos, como na ótima "Judas Pariah", o Cavalera Conspiracy abraça o seu lado death metal sem medo e nem receio.
"Psychosis" é um bom disco com músicas fortes como "Insane", "Terror Tactics", "Impalement Execution" e "Judas Pariah", que soa muito superior ao álbum anterior do Cavalera Conspiracy e mantém esse projeto de Max e Iggor ainda atraente e interessante para os fãs.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda brasileira que sempre impressiona o baixista Mike LePond, do Symphony X
A música do Iron Maiden que "deveria ter sido extinta", segundo o Heavy Consequence
Por que "Wasted Years" é a pior faixa de "Somewhere in Time", segundo o Heavy Consequence
BMTH e Amy Lee - "Era pra dar briga e deu parceria"
Líder do Arch Enemy já disse que banda com membros de vários países é "pior ideia"
Tony Dolan não se incomoda com a existência de três versões do Venom atualmente
Hulk Hogan - O lutador que tentou entrar para o Metallica e para os Rolling Stones
Os 5 melhores álbuns do rock nacional dos anos 1980, segundo Sylvinho Blau Blau
A música do Rainbow que Ritchie Blackmore chama de "a definitiva" da banda
O álbum que é para quem tem capacidade cognitiva de ouvir até o fim, segundo Regis Tadeu
Brad Arnold, vocalista do 3 Doors Down, morre aos 47 anos
A melhor música do Led Zeppelin de todos os tempos, segundo Ozzy Osbourne
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
O ícone do thrash metal que era idolatrado na Bay Area e tinha um lobo de estimação
Morre Greg Brown, guitarrista e membro fundador do Cake

Cavalera Conspiracy: Experimentando e evoluindo
O disco de hip-hop que fez a cabeça dos irmãos Cavalera nos anos 80
Max Cavalera diz ser o brasileiro mais reconhecido do rock mundial
Pior parte de deixar o Sepultura foi o afastamento de Iggor, diz Max Cavalera
Como foi a reconciliação dos irmãos Cavalera, segundo eles mesmos
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias


