Pristine: do classic rock ao soul, um disco sensacional
Resenha - Road Back to Ruin - Pristine
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collectors Room
Postado em 03 de julho de 2019
A Noruega não é povoada apenas por músicos sombrios trajando roupas pretas e corpse paints assustadoras. A gelada e linda terra viking deu ao mundo diversas ótimas bandas além do black metal. E uma das mais promissoras a surgir nos últimos anos é o Pristine.
Formado por Heidi Soldheim (vocal), Esper Jacobsen (guitarra), Gustav Eidsvik (baixo) e Ottar Tøllefsen (bateria), o quarteto vem chamando a atenção nos últimos anos com discos muito bem feitos e que agradam em cheio quem curte classic rock. A boa notícia é que o novo álbum da banda, "Road Back to Ruin", liberado em abril na Europa, já está disponível em versão nacional pela Shinigami Records/Nuclear Blast.
O que impressiona no Pristine é o incrível entrosamento da banda, que soa redondinha e sem uma nota fora do lugar. A energia contagia e as músicas são muito bem feitas, trazendo influências que vão desde Rolling Stones até Deep Purple, passando no caminho por Free, Bad Company, Rod Stewart, Faces, Tina Turner dos primeiros anos e outros ícones.
Gravado totalmente ao vivo no Paradiso Studio, em Oslo, o álbum foi produzido por Øyvind Gundersen e traz uma sonoridade quente, calorosa e gorda, que faz com que o hard pesado do grupo ganhe uma dimensão mais elevada. Cada uma das dez faixas – a edição nacional conta ainda com duas músicas bônus – é um presente para os ouvidos, com a banda caminhando com inspiração por gêneros como o hard, o blues rock, o soul e uma variedade desconcertante de estilos.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Em meados dos anos 2000 houve um imenso boom no número dos blogs de download de música mundo afora, notadamente de sites dedicados a resgatar discos esquecidos na névoa dos anos 1970. E, ao postar esses álbuns, os blogueiros invariavelmente cunhavam definições criativas como Germany Amazing Powerful Hard Rock, Incredible American Psych Blues, entre outras. Trouxe esse assunto para este review porque vejo pouca gente comentando sobre o Pristine, o que indica que a banda tem sido ouvida e consumida por um público muito menor do que aquele que merece e corre o risco de se transformar em uma pérola perdida do nosso tempo, sendo descoberta só daqui há alguns anos por um número considerável de ouvintes, os mesmo que reclamam que não há nada de bom sendo feito atualmente. O AMAZING NORWEGIAN BLUES ROCK – sim, não resisti e voltei no tempo – da banda faz de "Road Back to Ruin" um álbum excepcional e desde já um forte candidato a estar nas listas de melhores discos de 2019. Faixas como a abertura explosiva com "Sinnerman", a cadenciada música que batiza o trabalho, o groove torto de "Blackbird", a stoneana "Landslide" e a linda "Cause and Effect" são exemplos de uma banda com enorme talento e que está pronta para conquistar fãs em todo o planeta.
"Road Back to Ruin": este é o nome de um ótimo disco. Pristine: este é o nome da uma banda que está esperando você de braços abertos. Dê o primeiro passo: você não irá se arrepender.
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