Billy F. Gibbons: chefão do ZZ Top em ótimo disco solo
Resenha - Big Bad Blues - Billy F. Gibbons
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collectors Room
Postado em 27 de junho de 2019
Causou estranheza quando Billy Gibbons, vocalista e guitarrista do ZZ Top, anunciou o seu primeiro disco solo, "Perfectamundo", que saiu em 2015. E, ao ouvi-lo, ficou claro o motivo do lançamento: o álbum não trazia nada similar ao trio texano, mas sim uma sonoridade bastante influenciada pela música cubana, um das paixões de Gibbons, devidamente acompanhada pelo rock e pelo blues que marcaram a sua carreira.
Três anos depois, o barbudo retornou com mais um trabalho solo, e desta vez a história é diferente. Em "Perfectamundo", as experimentações de Gibbons não caíram necessariamente nas graças dos fãs. Já em "The Big Bad Blues", como o título deixa claro, o terreno é mais seguro. O que temos em mãos é um álbum de blues em sua essência, com Billy Gibbons acompanhado de uma senhora banda formada por Austin Hanks (guitarra), James Harman (gaita de boca), Joe Hardy (baixo) e Matt Sorum (bateria, ex-Guns N’ Roses, Velvet Revolver e The Cult). As onze músicas trazem canções originais e versões para clássicos de Muddy Waters e Bo Diddley, como a imortal "Rollin' and Tumblin’" e "Crackin' Up".
Mas a força de "The Big Bad Blues" está nas canções inéditas, como "Missin' Yo’ Kissin", que abre o play. Escrita pela esposa de Gibbons, Gilly Stillwater, ela dá o tom do que virá a seguir: músicas muito bem feitas, embebidas profundamente no DNA blueseiro do guitarrista e carregadas de um inerente sentimento de diversão. A sonoridade difere do ZZ Top - cujo mais recente disco, o ótimo "La Futura", saiu em 2012 - principalmente pelo ritmo proporcionado pela dupla Joe Hardy e Matt Sorum, que produzem uma base mais solta que Dusty Hill e Frank Heard, gerando mais espaços para Gibbons voar e brincar com a sua guitarra. Até dá para classificar The Big Bad Blues como uma espécie de álbum do ZZ Top livre do peso e do legado da lenda que se tornou o trio natural do Texas.
Confesso que me surpreendi de maneira muito positiva com esse disco. Não esperava que ele fosse tão bom e que trilhasse, de modo geral, o mesmo universo da banda principal de Billy Gibbons. Os faixas são muito bem desenvolvidas e o disco é excelente, com uma performance sem críticas a todos os músicos. A presença de James Harman dá um tempero extra à receita, realçando a alma blues de Gibbons, que está cantando com aquele timbre rouco que só anos de estrada banhados a whisky e charutos é capaz de produzir.
"The Big Bad Blues" ganhou uma bela edição nacional pela Hellion Records, após a gravadora do ZZ Top aqui em nosso país tropical ter ignorando sumariamente o título. Vá atrás, porque vale muito a pena.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A humildade de Regis Tadeu ao explicar seu maior mérito na formação da banda Ira!
Confira os vencedores do Grammy 2026 nas categorias ligadas ao rock e metal
O rockstar dos anos 1980 que James Hetfield odeia: "Falso e pretensioso, pose de astro"
Polêmica banda alemã compara seu membro com Eloy Casagrande
Novo disco do Megadeth alcança o topo das paradas da Billboard
Mike Portnoy admite não conseguir executar algumas técnicas de Mike Mangini
Veja Andreas Kisser de sandália e camiseta tocando na Avenida Paulista de SP
A música pesada do Judas Priest que não saía da cabeça do jovem Dave Mustaine
O nome do rock nacional que não colocaria o próprio álbum nem no Top 20 dos anos 1980
Músicos do Angra encontram Bruce Dickinson gravando novo disco em estúdio de Dave Grohl
O maior cantor de todos os tempos, segundo o saudoso Chris Cornell
As bandas "pesadas" dos anos 80 que James Hetfield não suportava ouvir
A música feita na base do "desespero" que se tornou um dos maiores hits do Judas Priest
O guitarrista americano que sozinho ofuscou todos os britânicos, segundo Carlos Santana
Produtor descreve "inferno" que viveu ao trabalhar com os Rolling Stones

Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar


