Candlemass: peso e inspiração em um dos melhores discos de 2019
Resenha - Door to Doom - Candlemass
Por Ricardo Seelig
Postado em 26 de junho de 2019
Décimo-segundo álbum do Candlemass, "The Door to Doom" marca o retorno do vocalista Johan Längqvist após mais de trinta anos. O cantor, que gravou apenas o clássico disco de estréia com o grupo – o mítico e profundamente influente "Epicus Doomicus Metallicus" -, é um dos grandes diferenciais do novo álbum da banda sueca.
Sucessor de "Psalms for the Dead" (2012), o disco põe fim também ao maior período entre um trabalho e outro do grupo, tempo esse que foi muito produtivo para o principal compositor do quinteto, o baixista Leif Edling. Nesses sete anos, Leif montou o Avatarium e gravou três álbuns, além de criar também outra banda, o The Doomsday Kingdom, que soltou o seu disco de estreia em 2017.
Essa parada fez bem para o Candlemass. Respirar novos ares refrescou a criatividade dos músicos, que apresentam em "The Door to Doom" um de seus discos mais sólidos. Edificado pelos riffs da dupla Mats Björkman e Lars Johansson, o álbum apresenta uma sonoridade clássica e cativante, é pesadíssimo, conta com um trabalho vocal exemplar e mostra o grupo caminhando com absoluto domínio pelo terreno denso do heavy metal.
O Candlemass é e sempre foi, na verdade, uma daquelas bandas que justificam a teoria de que o imortal terceiro álbum do Black Sabbath, "Master of Reality" (1971), deu vida, sozinho, a dezenas de ramificações do metal. "The Door to Doom" atesta esta verdade e a deixa mais evidente do que nunca. Pra não ficar dúvidas, o próprio Tony Iommi dá a sua benção fazendo o solo de "Astorolus – The Great Octopus", ratificando o universo sonoro compartilhado entre as duas bandas.
Com oito ótimas faixas dispostas em 48 minutos, "The Door to Doom" é um dos melhores álbuns da carreira do Candlemass e um dos destaques do heavy metal em 2019. Um senhor disco e que, sinceramente, considero impossível de não ser apreciado por toda pessoa que já se emocionou com a energia de um riff pesado e repleto de distorção.
O álbum ganhou edição nacional pela Hellion Records.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



5 clássicos do rock cujas letras envelheceram mal
Nazareth abre a turnê brasileira em Vitória com clássicos de cinco décadas
Mick Box, guitarrista do Uriah Heep, conta como Brexit dificultou tudo para bandas britânicas
Quando Robert Plant enquadrou uma banda por plágio e levou o troco na mesma hora
A música do Toto que se tornou trilha sonora do vôlei na Rede Globo
Como é tocar com um ex-membro de Shaman e Angra, segundo Paulo Ricardo
Ian Anderson (Jethro Tull) lembra de quando Joey Ramone lhe pediu autógrafo
A banda que vendeu milhões nos anos 70 e hoje não aparece nas listas de rock clássico
O clássico dos anos 70 que para Slash tem o "melhor timbre de guitarra de todos os tempos"
A banda americana que não conseguiu competir com o Led Zeppelin no palco
O dia em que Ozzy Osbourne entrou em um protesto contra ele mesmo e ninguém percebeu
Com Corey Glover (Living Colour) nos vocais, One Tribe Nation lança cover do Black Sabbath
A música do Van Halen que Gene Simmons coloca acima até de "Eruption"
O disco do rock nacional que "custa mais que o seu carro", segundo Sérgio Martins
O álbum de 1972 que Mick Jagger dos Rolling Stones disse não ter música ruim
Os 25 melhores discos da história do power metal, em lista da Metal Hammer
Slayer: quando Cronos deixou Tom Araya de olho roxo
O guitarrista considerado por Eddie Van Halen "mais Clapton do que o próprio Clapton"

"Transpiração Contínua Prolongada" levou skate, rua e atitude para o topo do rock brasileiro
O Triunfo do Hard Rock Melódico: Tyketto alcança a excelência com "Closer To The Sun"
Deep Purple: Peso e melodia na medida certa em "SPLAT!"
Brasileiro Puukkojunkkari faz ótimo punk/hardcore extremo cantando em finlandês



