Phrygia: Talento e virtuose Made in Pernambuco
Resenha - Phrygia - Phrygia
Por João Dias
Postado em 19 de abril de 2019
Nota: 9 ![]()
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Desde o primeiro EP, Control, de 2016, a banda de progressive metal pernambucana Phrygia já trazia uma união de talento e virtuose fora de série. Poucas bandas conseguem unir isso de maneira tão eficaz ao ponto de não virar só mais um clone piegas do Dream Theater ou uma salada sonora amorfa, só uma "suruba" sonora. Pois bem, eles confirmam essa capacidade sonora em seu segundo EP, simplesmente nomeado "Phrygia". O EP de quatro faixas (sendo uma intro e uma outro, totalizando então duas músicas "de fato") parece uma profusão de influências as mais diversas, desde o prog rock do Rush, o metal progressivo de Fates Warning, Dream Theater e Symphonic X a um metal mais clássico do Deep Purple. A intro "Overture" deixa o clima de mistério do que virá, e logo a seguir vem a porrada de "Waltz of Death" e o vocal de Erick Jones que consegue modular entre os momentos mais melódicos e os mais agressivos com maestria. Remetendo a "As I Am" do Dream Theater, essa faixa é a mais forte do disco. Já "Voice of Darkness" já é mais cadenciada, e a casadinha de guitarras de Dayv Jones e Marcílio Cabral garantem a qualidade do produto, bem como a cozinha de Dinho Andrade (baixo) e Madjer Lopes (bateria), fazendo uma canção tão fantástica que emenda com a outro "Lunar", um fechamento suave e que nos dá a sensação real de termos saído de órbita após ouvir esse som. Vale demais a ouvida.
01 - Overture
02 - Waltz of Death
03 - Voice of Darkness
04 - Lunar
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