Bring Me The Horizon: AMO é um dos melhores trabalhos da banda
Resenha - AMO - Bring Me The Horizon
Por Caio Robert
Postado em 28 de janeiro de 2019
A banda Bring Me The Horizon chega com seu sexto álbum chamado "AMO", que apresenta um rompimento em grande parte com o gênero rock e explora diversas sonoridades nesse álbum eclético.
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A faixa de abertura eletrônica "I Apologize if You Fell Something" é misteriosa e intuítiva, cria um ambiente sombrio que abre expectativas fortes sobre o que vem a seguir, com efeitos vocais que lembram bandas de rock eletrônico como Starset.

Logo em seguida vem o single indicado ao Grammy, a música Mantra soa algo próximo do álbum anterior, o "That's The Spirit", com uma campanha massiva e riffs grudentos a música se desenvolve em um pop rock cativante com traços de R&B.
A maior surpresa de fato foi a música "Nihilist Blues", que conta com uma cantora chamada Grimes, a música é algo que fácilmente poderia ser tocada em festivais EDM por aí. Foi a primeira mudança radical de sonoridade no álbum e deu extremamente certo, a ambientação sombria, sensação de estar em uma Dark Rave e a construção da música foram excepcionais e foi um dos maiores acertos do álbum.

Entretanto a mudança trás pontos extremamente fracos, como a música "In The Dark" que segue uma fórmula já abusada por bandas de Rock alternativo, faz sentir sensação de que já escutou algo assim na rádio várias vezes antes, música extremamente fraca e não memorável.
Lançada como segundo single, "Wonderful Life" é de longe a música mais pesada do álbum. Com a participação do vocalista Dani Filth da banda Cradle of Filth, a música era para ser originalmente lançada para um novo álbum de Limp Bizkit, que não deu muito certo, então aproveitaram a música. Ela soa cativante, porém a participação de Dani Filth é quase imperceptível e a letra é bastante desconexa.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | A música "Ouch" soa como um encerramento de algum anime, com efeitos estranhos na voz e um desenvolvimento eletrônico interessante. Ela é uma passagem bastante experimental para a próxima música e sua letra é uma continuação da música Follow You, do álbum anterior.
O terceiro single do álbum "Medicine" é um pop rock com alguns traços do álbum anterior, com sonoridade mais animada entretanto. A letra fala sobre se livrar de pessoas que fazem mal para sua vida, a música tem um desenvolvimento lírico interessante e uma sonoridade bem polida. Ela é o ponto alto das músicas pops do álbum.

A música "Sugar, Honey, Ice & Tea" é uma das mais "pesadas", ela é tem alguns riffs e é bastante grudenta, com um trocadilho no título perceptível, já que as iniciais de cada palavra do título formam a palavra "SHIT", que significa merda em português. O vocal segue a tendência do That's the Spirit, porém tem seu brilho na ponte, com um grito do Oliver Sykes seguido de um solo. estrutura que não era usada pela banda até o momento(normalmente são usados breakdowns).
A música mais arriscada do álbum foi de certeza "Why Gotta Kick Me When I'm Down", que começa com batidas e versos de Rap pelo Oliver Sykes, coisa completamente inédita na banda. A música soa bastante inspirada no XXXtentacion e depois progride para algo mais eletrônico com resquícios de Rock, uma música estranha e diferente, que não foi ao meu agrado.

A "Fresh Bruises" soa como um interlude estranho, um dos pontos fracos do álbum, não é interessante e entedia para a próxima música.
A última single "Mother Tongue" foi a mais fraca do álbum, apesar do refrão chiclete com o nosso português "Don't say you love me fala amo", a música soa como algo genérico ou ao menos que já foi feito antes. Parece algo inspirado em bandas como One Direction ou Justin Timberlake, a estrutura é completamente pop e pode chamar atenção dos fãs do gênero.
Foi dito em entrevistas que a música mais pesada seria "Heavy Metal", o que não é verdade, a música é pesada em relação ao resto do álbum em exceção a "Wonderful Life", a música corta de riffs pesados para rap com a participação do Rahzel. O final tem um breakdown pesado e um grito que é pesado, mas não lembra em nada o antigo BMTH, é uma música interessante e legal, se você não considerar como mais pesada.

"I Don't Know What To Say" é uma das melhores músicas inclusas no álbum, um pouco acústica e progredindo até se transformar totalmente em ópera. A música é emocionante e perfeitamente produzida, um dos melhores trabalhos da banda.
Tracklist:
I Apologise If You Feel Something
Mantra
Nihilist Blues (feat. Grimes)
In The Dark
Wonderful Life (feat. Dani Filth)
Ouch
Medicine
Sugar Honey Ice & Tea
Why You Gotta Kick Me When I'm Down?
Fresh Bruises
Mother Tongue
Heavy Metal (feat. Rahzel)
I Don't Know What To Say
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