Rick Beato analisa o estado atual da música pesada em novo vídeo
Por Eduardo David Krautz Chao
Postado em 26 de novembro de 2025
O youtuber e músico Rick Beato publicou um vídeo intitulado "Para onde foram todos os fãs de metal?", no qual faz um diagnóstico sobre o cenário atual da música pesada. Segundo ele, houve um declínio notável no número de ouvintes de metal nos últimos 15 anos.
Bring Me The Horizon - + Novidades
Beato inicia o vídeo mostrando os números de ouvintes mensais no Spotify de grupos mais recentes do gênero. De acordo com o produtor, apenas uma banda contemporânea ultrapassa 10 milhões de ouvintes mensais, e essa banda é o Bring Me the Horizon, com 13.6 milhões.
As demais ficam abaixo dos 10 milhões:
Ghost – 9.8 milhões
Pierce the Veil – 9.7 milhões
Falling in Reverse – 8.7 milhões
Bad Omens – 7 milhões
Five Finger Death Punch – 6.7 milhões
Sleep Token – 5.9 milhões
A Day to Remember – 4.9 milhões
Motionless in White – 4.9 milhões
Volbeat – 4.8 milhões
I Prevail – 4.6 milhões
Spiritbox – 3.1 milhões
Architects – 2.7 milhões
Gojira – 2.2 milhões
Bandas mais antigas seguem dominando
O youtuber então compara os números com bandas formadas antes de 2010, e a diferença é grande.
Mais de 20 milhões de ouvintes mensais:
Linkin Park – 53.7 milhões
Metallica – 31.4 milhões
System of a Down – 24.8 milhões
Limp Bizkit – 21.9 milhões
Entre 10 e 20 milhões:
Disturbed – 17.5 milhões
Black Sabbath – 17.3 milhões
Deftones – 17.1 milhões
Slipknot – 15.2 milhões
Ozzy Osbourne – 14.5 milhões
Papa Roach – 13.6 milhões
Rammstein – 13.3 milhões
Skillet – 12.1 milhões
Avenged Sevenfold – 11.3 milhões
Alice in Chains – 10.6 milhões
Entre 5 e 10 milhões:
Mötley Crüe – 9.7 milhões
Rage Against the Machine – 9.5 milhões
Iron Maiden – 8.4 milhões
Pantera – 7.7 milhões
Megadeth – 6.4 milhões
Godsmack – 5.2 milhões
Entre 1 e 5 milhões:
Motörhead – 4.2 milhões
Judas Priest – 4.3 milhões
Slayer – 3.2 milhões
Testament – 1.1 milhão
Anthrax – 1.1 milhão
As poucas músicas de metal com mais de 1 bilhão de streams
O produtor também apontou que apenas 16 músicas de metal ultrapassaram a marca de 1 bilhão de streams no Spotify. Algumas delas são:
Linkin Park – "In the End": 2.8 bilhões
Linkin Park – "Numb": 2.5 bilhões
Metallica – "Enter Sandman": 1.8 bilhões
System of a Down – "Chop Suey": 1.8 bilhões
A lista segue com "Nothing Else Matters", "Paranoid", "Last Resort", "Toxicity", "What I've Done", "Numb/Encore", "Faint", "Killing in the Name", "Master of Puppets", "One Step Closer", "Duality" e "Break Stuff".
O que aconteceu com o metal?
Ao tentar entender o motivo dessa diferença entre bandas novas e antigas, Beato cita uma entrevista antiga com o produtor Terry Date, que já trabalhou com várias bandas de metal.
A pergunta era: "Qual a sua opinião sobre o sucesso atual no mainstream das bandas com um som realmente mais pesado? Será que esse sucesso vai continuar por um tempo?"
Date respondeu: "Sim. Vai continuar por uns 7 anos. Depois outra coisa vai assumir. Aí as músicas pesadas vão voltar 7 anos depois. [...] É realmente voltado para homens de 15 a 25 anos. Enquanto houver homens de 15 a 25 anos, eles sempre vão querer música agressiva."
Para Beato, porém, as bandas modernas simplesmente não têm o mesmo impacto cultural. Segundo ele, isso ocorre porque os jovens de hoje não tocam instrumentos como antigamente, o que poderia diminuir a conexão deles com a música pesada. Ele também afirma que as redes sociais reduziram o tempo e o interesse que antes era dedicado a ouvir música.
No fim do vídeo, Beato pede a opinião do músico Mike Loy, que tem filhos adolescentes. Loy diz que os jovens de hoje não se reúnem mais para tocar música pesada com os amigos após a escola e que falta uma "vibe" e um "estilo de vida" que, de acordo com ele, bandas como o Metallica tinham. Ele ainda afirma que alguns dos estilos que grande parte da garotada hoje em dia curte carecem do som mais pesado com o qual tantos jovens desajustados se conectavam.
Beato também usa como exemplo os adolescentes "indo à loucura" no show do Korn no Woodstock 1999, sem celulares e sem supervisão dos pais. Segundo ele, esse tipo de catarse coletiva simplesmente não existe mais - e talvez esteja aí parte da resposta para a pergunta que dá nome ao vídeo.
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