Fates Warning: A Pleasant Shade Of Gray é singular e essencial

Resenha - Pleasant Shade Of Gray- Fates Warning.

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Por Marcondes Pereira
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O ano era 1997. Bandas como Sepultura, Angra, Blind Guardian, Therion e Skyclad já haviam encantado o mundo metálico com álbuns espetaculares, únicos nas suas propostas melódicas e líricas. No mesmo ano, dentro do universo do Metal Progressivo, surgia uma composição tão majestosa e grandiosa quanto a brilhante "A Change Of Seasons" do Dream Theater.

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Esta composição, uma única música que compreende um álbum inteiro foi esculpida pelo Fates Warning, no assombroso e magistral " A Pleasant Shade Of Gray"

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Hermético pela proposta: Um álbum conceitual composto de uma única faixa, dividida em 12 partes. Hermético na temática lírica que passeia por questionamentos niilistas, de autoconhecimento e dúvidas de atuação do ser humano no mundo, mas dono de uma sofisticação instrumental e feeling de fazer cair o queixo, ainda hoje.

Falar deste álbum é falar de uma viagem musical profunda que talvez exija repetidas audições para ser melhor assimilada. Algo que o impecável "Operation: Mindcrime" (1988) do Queensryche, e o igualmente catártico "BE" (2004) do Pain Of Salvation também demandam dos ouvintes

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O grande mérito do Fates Warning é tratar de temas intrincados com conhecimento de causa, dado que as perguntas profundas sugeridas pela música, ainda que provoquem pensamentos desconfortáveis sejam cantadas de maneira poética e universalmente humana, sem cair em uma interminável construção de arranjos e harmonias pretensiosos e forçosamente inteligentes.

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Ler a letra de "A Pleasant shade Of Gray" e não associá-la a própria vida é tarefa quase que mitológica, tamanha precisão de banda de tratar de assuntos constantes da condição humana, de maneira carregada de lirismo e franqueza. E acima de tudo, sem fugir da nossa perpétua ambiguidade para conosco, para com os outros e para com o mundo.

Toda a performance da banda para tamanha aventura sonora e psicológica é arrebatadora. Com destaques para a carga emocional intensa que o vocalista Ray Alder coloca em diversos momentos da música, bem como do baixo, guitrarra e bateria de Joei Vera ( Baixista convidado para tocar no álbum), Jim Matheos e Mark Zonder, que criam as nuances densas e engenhosas do álbum de maneira mais do que eficaz.

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O antigo tecladista do Dream Theater, Kevin Moore também faz uma performance de gala ao criar no seu instrumento as melodias que fazem o álbum tão vivo, diferente e hipnótico.

Mesmo tendo sido composto em 1997, "A Pleasant Shade Of Gray" é mais do que atual. Aliás, ele é um retrato matemático da nossa época líquida em que nenhuma crença parece levar para lugar nenhum, e as dúvidas nos perseguem como fantasmas incansáveis.

Apesar de nenhum adjetivo ser digno de descrever o que este álbum proporciona, a palavra perfeição parece estar próxima da sua grandeza sinestésica.

Mais do que recomendável!

Fates Warning — A Pleasant Shade Of Gray
1997/ Metal Blade

1. ."Part I" 1:53
2. "Part II" 3:25
3. "Part III" 3:53
4. "Part IV" 4:26
5. "Part V" 5:24
6. "Part VI" 7:28 -
7. "Part VII" 4:51
8. "Part VIII" 3:31
9. "Part IX" 4:45
10. "Part X" 1:19
11. "Part XI" 3:34
12. "Part XII" 9:08

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Sobre Marcondes Pereira

Marcondes Pereira, paulista, poeta, escritor e tradutor em início de carreira. Gosta de escutar e estudar todos os sub-estilos de Heavy Metal, também faz algumas palestras para difundir o fascinante universo do Metal e tem fascínio pelos discos conceituais.

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