Krisiun: no dia da independência, mais urgentes, mas sempre brutais

Resenha - Scourge of the Enthroned - Krisiun

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva
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O KRISIUN é uma das bandas mais respeitadas do Death Metal nacional no Brasil e no exterior. Com uma extensa agenda de shows em todo o globo, o trio de irmãos Alex Camargo (baixo e vocal), Moyses Kolesne (guitarra) e Max Kolesne (bateria) é frequentemente citado junto ao SEPULTURA e SARCÓFAGO como ícones do metal abaixo do Equador. Neste Dia da Independência, a banda presenteia seu combalido país, de relíquias de valor inestimável queimadas pela irresponsabilidade e corrupção, com o décimo-primeiro álbum (lançamento da Century Media) em seus quase trinta anos de carreira.

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O álbum já começa com uma pedrada que tem tudo para virar clássico (e também lhe dá nome), "Scourge of The Enthroned. No primeiro minuto, o trio gaúcho prepara o ambiente para toda a brutalidade que se seguirá. A canção é a mais longa de um disco que se diferencia do anterior, "Forged in Fury", principalmente pela duração total. Enquanto aquele chegava a quase uma hora de duração, este bate apenas nos quarenta minutos, sendo, à exceção da faixa título, mais direto, reto, o que não quer dizer que lhe faltem mudanças de andamento, solos de guitarra desafiadores (claro, na velocidade da luz), tudo com riffs matadores numa verdadeira receita de bater cabeça. A voz de Alex Camargo continua cavernosa como sempre e soando com uma naturalidade tamanha que faz parecer que ele dispensa o gutural, tão próprio do estilo. E a bateria de Max Kolesne é uma verdadeira máquina de combate.

"Demonic III", já lançada como single, é tese e antítese de tudo o que os irmãos já fizeram. Os "três demônios", também representados na capa do artista Eliran Kantor (criador de capas para bandas como Testament, Iced Earth, Sodom, Soulfly, entre outras), aqui chegam a lembrar também o riff de "Black Force Domain". E não por acaso. "Depois de todos esses anos, nós sentimos que era chegada a hora de criar o nosso próprio hino e um riff como aquele é uma lembrança importante pra gente e para os fãs", reconhecera Alex Camargo em entrevista. Certamente a canção já conquistou, senão os corações, os pescoços dos fãs. Alex só erra em dizer que seria seu primeiro hino, coisa que canções como "Black Force Domain" e "Combustion Inferno", citando apenas duas, sabidamente já são.

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O disco prossegue com "Devouring Faith", também já conhecida, que ajuda a atestar (mais uma vez) o poder dos três. E vai sem descanso passando por faixas fenomenais como "Electricide" (a de mais belo solo), "Abysmal Misery (Foretold Destiny)" (a de riff mais interessante) até chegar em "Whirlwind Of Immortality", sobre os Anunnaki, da mitologia siberiana, que julgam o destino da humanindade e são, em parte, também representados na capa de Kantor. Liricamente, no entanto, o álbum não se estende tanto em assuntos de mitologia e religião como a grande maioria dos álbuns de Death Metal (do próprio KRISIUN inclusive). "Nós lidamos com fanatismo religioso, guerra e a tragédia dos refugiados, que fogem de conflitos em suas pátrias e acabam se afogando no mar ou sendo tratados como cães nos países ocidentais. A realidade oferece um monte de assuntos sobre quais se pode escrever um Death Metal mordido", comentou Alex.

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Andy Classen, produtor do álbum, recebeu o trio em seu apartamento por quase um mês concentrados na feitura do álbum (pausas só para churrascos) no meio do nada no interior da Alemanha, e soube extrair uma faceta extra de brutalidade, aquela tão conhecida e característica do KRISIUN, mas com novas nuances. A marca registrada do KRISIUN, a aliança entre brutalidade e técnica, está mantida, mas com uma urgência ainda maior.

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O álbum chega ao público neste sete de setembro (já deve estar no seu aplicativo preferido de streaming a essa hora). Depois do show em Porto Alegre, casa dos caras, há pelo menos três shows de lançamento confirmados no Brasil, estes todos pela Dark Dimensions. O trio toca em Recife em 30 de novembro (Estelita), depois segue para Fortaleza no sábado, 1 de novembro (Teatro Boca Rica) e finaliza a mini turnê de lançamento de "Scourge of the Enthroned" no domingo, 2 de dezembro, no Fabrique, em São Paulo.

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Track List
1. Scourge of the Enthroned
2. Demonic III
3. Devouring Faith
4. Slay the Prophet
5. A Thousand Graves
6. Electricide
7. Abysmal Misery (Foretold Destiny)
8. Whirlwind of Immortality


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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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