Hempadura: banda marca ano político com seu melhor álbum
Resenha - Artigo 311 - Hempadura
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 09 de agosto de 2018
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Depois do grupo carioca El Efecto lançar o excelente Memórias do Fogo, mais uma banda brasileira marca um ano politicamente movimentado com música para ouvir e pensar: desta vez, falo do quarteto gaúcho de hardcore e metal alternativo Hempadura.
Da mesma forma que Manifesto soava como uma continuação natural da estreia deles Mercado da Morte, Artigo 331, batizado em homenagem ao artigo que criminaliza o desacato em "alusão ao que todos nos [sic] como cidadãos deveríamos fazer todos os dias, desacatar todo esse sistema podre que rege nossas vidas!", conforme o grupo declara em seu Facebook oficial, mostra um Hempadura novamente superior ao que foi antes.
Tal evolução se manifesta aqui na forma de composições mais maduras, produção mais polida e performances mais convincentes por parte de todos os membros, resultando naquele que é o melhor trabalho da banda até o momento.
Sem uma única faixa voltada para temas fúteis, Artigo 331 leva o ouvinte a um passeio de críticas ao sistema ("Círculo Vicioso", "Tratados Como Gado"), à brutalidade policial ("5 Tiros"), à manipulação midiática ("Sorria"), ao governo ("Queimem", "Ele Vai Temer"), entre outros.
O álbum é essencialmente coeso (palavra que aqui significa "cheio de riffs pesados e vocais agressivos com toques de rap"), mas traz uma quantidade inédita de faixas singulares, a começar pela surpresa de nome "Viva a Revolução", instrumental com toques progressivos que fogem um pouco ao padrão do quarteto, mostrando que os rapazes não se importam de sair um pouco da zona de conforto.
"Sorria", marcada por um riff de teclado que remete à versão ao vivo de "Pavimentação", dos Titãs, deixa a guitarra de lado, mas a ausência dela mal se sente devido à participação do rapper Vini Boca Braba. Ela é sucedida por outro destaque, "Hempa x Bomb", que traz a participação do Machete Bomb, uma das melhores bandas do Paraná, notória por suas letras politizadas sustentadas por uma deliciosa combinação de metal com samba.
Mantendo-se firme na sua prática de lançar um disco a cada dois anos (feito bastante respeitável para um nome independente e - infelizmente - pouco conhecido), o Hempadura marca o ano em que teremos talvez uma das eleições mais acirradas desde a redemocratização com o seu melhor álbum até hoje.
Abaixo, o vídeo de "5 Tiros":
Track-list:
1. "Círculo Vicioso"
2. "Tratados Como Gado"
3. "5 Tiros"
4. "Cidadão de Bem"
5. "Liberdade"
6. "Viva a Revolução"
7. "Sorria"
8. "Hempa x Bomb"
9. "Queimem!"
10. "A Sombra do Prédio no Morro"
11. "Ele Vai Temer"
Fonte: Sinfonia de Ideias
http://bit.ly/artigo331
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os 11 melhores álbuns conceituais de metal progressivo, segundo a Loudwire
O brasileiro que andou várias vezes no avião do Iron Maiden: "Os caras são gente boa"
As Obras Primas do Rock Nacional de acordo com Regis Tadeu
O guitarrista favorito de todos os tempos de James Hetfield do Metallica
A sumidade do rock nacional que expulsou Lobão de seu álbum solo
O episódio que marcou o primeiro contato de Bruce Dickinson com "Stargazer", do Rainbow
O disco em que o Dream Theater decidiu escrever músicas curtas
O clássico do rock que mostra por que é importante ler a letra de uma música
31 discos de rock e heavy metal que completam 40 anos em 2026
A sincera opinião de Pitty sobre Guns N' Roses, System of a Down e Evanescence
O ícone do heavy metal que foi traficante e andava armado no início da carreira
Vídeo de 1969 mostra Os Mutantes (com Rita Lee) tocando "A Day in the Life", dos Beatles
O brasileiro que deixou Jimmy Page desconfortável: "Me recuso a responder essa pergunta"
David Bowie abriu o jogo sobre sua sexualidade em entrevista reveladora em 1976
O dia em que um futuro guitarrista do Whitesnake testou para o Kiss, mas não foi aprovado
Slash: Alucinações, sexo, dinheiro e armas de fogo no auge do vício
A comovente opinião de Glenn Hughes sobre Tony Iommi o expulsar do Black Sabbath
O dia que Faustão alfinetou Barão Vermelho e Cazuza no programa Perdidos na Noite

Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: "Load" não é um álbum ruim e crucificável
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?



