Demonic Death Judge: evoluindo do verde-psicodélico ao preto-metal
Resenha - Seaweed - Demonic Death Judge
Por Marcelo Hissa
Postado em 14 de dezembro de 2017
Nota: 8 ![]()
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Do frio da Finlândia vem o enérgico Seaweend, terceiro álbum do Demonic Death Judge. Desde o logo da banda percebe-se que o som se afasta do lado sinuoso psicodélico/stoner para eviscerar uma textura mais ríspida sludge agressiva. Com essa mudança o Demonic Death Judge agora sobe para o nível dos profissionais.
O álbum abre com Taxbear, um estrondo doom pulsante margeado por berros vocais sludge e uma leve pitada blues amarrado com fechamento espacial psicodélico, a temática não poderia ser mais pitoresca; coleta de impostos. Heavy Chase aprofunda o lado blues sem abandonar o peso com vocais que quase assimila o death metal. Nem tudo é peso, para desvairar com leveza e sem vocais localize a faixa Cavity. E o maior feito do álbum é a Pure Cold, uma cavalgada estrondosa ritmada com forte influência daquele doom-rock do Sabbath em começo de carreira, tematizada no fim do desespero invernal para clarear a perspectiva da primavera eminente. O fechamento com Peninkulma resume o dualismo do límpio claro sucedida da emergência distorcida metal sob gritos incroguentes ao fundo.
Sob essa nova perspectiva de peso absurdo e sem abandonar por completo o feeling psicodélico ou desbundar para o virtuosismo prog o Demonic Death Judge evolui para um patamar superior; no fluxo enveredado pela banda o verde do psicodélico dá espaço ao preto do metal. Seaweed é muito bom e desbanca qualquer Stoner Metal desse ano.
TrackList
1.Taxbear 04:56
2.Heavy Chase 04:39
3.Seaweed 06:40
4.Cavity 03:21
5.Backwoods 04:35
6.Pure Cold 07:01
7.Saturnday 07:16
8.Peninkulma 06:53
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