Mother of Sin: Melódico e com pitadas progressivas
Resenha - Absolution - Mother of Sin
Por lio Oliveira
Postado em 08 de janeiro de 2017
Pra quem não está familiarizado com o Mother of Sin, trata-se da banda de Eduar Hovinga, ex vocalista do Elegy, banda holandesa proeminente nos anos 90 que por ironia do destino nunca alcançou o sucesso mundial merecido.
Entre outros projetos desde a sua saída do Elegy (Eduard lançou 3 discos com o Prime Time, banda dinamarquesa) para em 2003 formar o Mother of Sin onde ele canta, toca guitarra e teclado com a mesma maestria das suas habilidades vocais. Eduard ainda compôs todas as músicas. A banda conta ainda com o excelente baterista Gerry de Graaf, que divide a autoria das músicas com Eduard e, de acordo com os créditos do último álbum, a participação de Peter Groen no baixo.
Redemption abre o disco de forma avassaladora com o teclado que se funde logo em seguida com a guitarra de forma cirúrgica. Tudo isso comandado pela pesada bactéria de Gerry. Cabe aqui uma pequena observação. Não sei se foi proposital da mixagem mas o som dos pratos está muito mais alto que o restante da bateria, o que é de certa forma uma pena.
Após a excelente intro a música continua em alto nível com melodias impecáveis, uma ponte marcante e um refrão contagiante que inevitavelmente vai ficar gravado na sua mente.
Seguindo a mesma fórmula, o teclado (que me soa setentista) abre Everlasting para logo em seguida temos a guitarra a essa altura já marcante que irá permear todo o resto do disco. Como já esperado, a música é um pouco mais cadenciada mas ainda assim empolgante. Mais uma vez o refrão se sobressai devido ao vocal de Eduard.
A terceira faixa se inicia de forma diferente porém não menos empolgante. A essa altura eu procuro algum outro trabalho para comparar mas nenhuma referência me vem à mente, o que é positivo. Mais um refrão que irá permanecer na memória.
Failing in This Skin começa de forma intrincada e evolui para um trabalho de guitarra mais complexo até a chegada do refrão. Meu Deus, como esses caras sabem fazer refrões.
A próxima faixa é Higher Ground, uma balada basicamente acústica. Uma música bonita mas que destoa do restante do disco apesar do excelente trabalho com violões.
Soul Searching é a próxima música e dessa vez torna-se impossível não comparar o Mother f Sin a antiga banda de Eduard. Inclusive o som da guitarra lembra bastante o do seu antigo companheiro das 6 cordas. Temos nessa faixa também um momento Deja-Vu pois de alguma forma ela lembra Everlasting porém com sua própria identidade.
Luna é uma faixa instrumental onde a impressão que se tem é que os membros disseram: vamos escrever uma faixa instrumental curta só para mostrarmos nossas habilidades. Atingiram na mosca!
Overflow é uma faixa interessante. Musicalmente falando eu ainda não a assimilei. De acordo com os créditos, Eduard a dedica ao seu filho e ao ler a letra percebe-se que trata-se de uma declaração de amor incondicional (assim como deve ser. Quem tem filho entende).
E o disco vai chegando ao fim. Against the Grain é sem sombra de dúvidas a minha favorite. As guitarras, bateria, vocal e um refrão simplesmente perfeito. A letra fala sobre perseverança apesar das dificuldades enfrentadas diariamente.
Heaven is Burning é mais uma faixa agradável porem ate agora eu não identifiquei nada a mais que chame atenção ao longo dos seus mais de 5 minutos. Óbvio que todos os elementos do restante do disco estão lá mas não há um ápice como nas outras músicas.
Absolution encerra o disco deixando no ar, pelo menos pra mim, fã assumido do Elegy a sensação de saudades mas ao mesmo tempo esperança e alegria por saber que o legado continuará com o Mother of Sin.
Impossível não citar o Elegy neste review uma vez que sem o Elegy, esse review provavelmente não existiria. Assim como ocorria em sua antiga banda, Eduard e o Mother of Sin fazem um som difícil de ser classificado. Melódico, com pitadas progressivas e extremamente bem executado. O disco como um todo é excelente tendo como destaque a voz de Eduard e sua habilidade para compor (lembrando que Gerry é co-autor em todas as músicas) e como guitarrista. O ponto baixo é, como já citado a mixagem que deixou os pratos mais alto que o restante da bateria. O teclado também se cobre a guitarra em determinados momentos mas fora isso é um disco altamente recomendado tanto para quem aprecia melodias quanto passagens mais complicadas.
Mother Of Sin – Absolution
(2010 – Independente)
Redemption
Everlasting
Stone
Failing in this skin
Soul searching
Braced
Luna
Overflow
Against the grain
Heaven is burning
Absolution
Formação:
Eduard Hovinga - Guitarra/Vocal/Teclado
Peter Groen - Baixo
Gerry de Graaf - Bateria
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