Alterego: O álbum de estreia da banda que faz tudo ao contrário
Resenha - Alterego - Alterego
Por Léo Almeida
Postado em 07 de dezembro de 2016
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
No Brasil temos muitas bandas talentosas e independentes tentando conseguir o seu lugar ao sol. Em busca de conhecer novas bandas, eu cheguei ao som apresentado pelo Alterego. Um ato que começou com apenas um integrante, Mário Coda, gravando sozinho enquanto procurava alguma distração.
Tudo começou a tornar-se mais sério quando o baterista Macel Teixeira juntou-se a ele. Posteriormente, mais dois integrantes foram convidados a fazer parte disso tudo, o guitarrista Renan Oliveira e o baixista Harry. Quando o Alterego finalmente teve uma formação sólida, o quarteto de Limeira, São Paulo, começou a dedicar-se na gravação do seu primeiro álbum de estúdio. Lançado em 30 de setembro de 2016, o auto-intitulado disco da banda traz um som inspirado no rock dos anos 90.
O disco foi lançado totalmente independente, DIY total, na gravação, no vídeo e em tudo mais que um lançamento possa envolver. "Alterego" oferece um repertório com 12 faixas, além de fortes guitarras e melodias memoráveis. Algumas composições são frutos de muitos anos e só agora foram divulgadas. Elas surgiram a partir do talento do vocalista Mário Coda e foram, inicialmente, gravadas de forma despretensiosa. A partir do momento que Mário e Macel perceberam o resultado de tudo isso, resolveram levar as coisas mais a sério. Segundo a própria banda, as gravações do disco renderam muitas risadas e diversão ao lado de alguns amigos. Boa parte das canções exploram gêneros como o rock alternativo, muito popular na década de 90, hardcore melódico e hardcore-punk, em cima de melodias aguçadamente pop.
Eles dão muito destaque para as guitarras e bateria, além de oferecer bons vocais de apoio, canto mais agressivo, letras sobre a vida e arranjos requintados. A banda utiliza muitos elementos característicos do hardcore-punk tradicional, como o ritmo mais acelerado, guitarras distorcidas e algumas músicas com curta duração. A forte influência do rock alternativo da década de 90 também é bem perceptível, seja pela sensibilidade pop das melodias, distorção das guitarras ou letras cheias de atitude. A faixa de abertura, "Coisas Que Aprendi Tarde Demais", oferece ásperos e viciantes riffs de guitarra, ao lado de bons vocais de apoio e um ótimo solo. O eufórico primeiro single, "Automático", é um óbvio destaque do álbum. Uma canção de alta energia, com riffs monstruosos e fortes vocais.
"Automático" tem um dos melhores trabalhos de guitarras do álbum. A terceira faixa, "O Plano", continua com o mesmo ritmo energético do primeiro single, ao lado de uma boa dose de bateria, baixo e outro potente solo de guitarra que não frita, mas empolga! "Café Pro Ouvido" é um interlúdio de 43 segundos, conduzido por acordes de violão e piano, o que retarda deliciosamente um pouco o ritmo do álbum. Entretanto, logo em seguida, "A Viagem" levanta as coisas novamente com um som completamente explosivo e uma letra que independente de quem escute, vai te trazer memórias. "Planeta Eu", por sua vez, introduz o ouvinte com uma áspera guitarra e uma bateria clássica de hardcore melódico. Liricamente, eles cantam sobre o seu "mundo", com letras como: "No meu planeta eu / Você não brinca de Deus".
A sétima faixa, "Terremoto", é a segunda com menor duração do registro. Dessa vez, o Alterego opta por algo totalmente acústico, além de uma instrumentação mais variada, que inclui até uma gaita. Em contrapartida, a próxima "Super Rott" surge com cativantes riffs, e uma letra que te coloca lá em cima! A maioria do repertório segue nessa linha, mas em outros momentos eles optam por apresentar um estilo mais alternativo. "Reflexo", uma das minhas faixas favoritas, por exemplo, equilibra seu rock 90's com uma sensibilidade mais pop, de balada mesmo. Aqui, os vocais de Mário Coda estão mais polidos, além da melodia e refrão serem bem memoráveis. Os cativantes licks de guitarra de "Eu Vs. Eu" são muito agradáveis, o ponto mais positivo de toda a música, e como boa parte do álbum, o seu refrão é igualmente explosivo e cheio de energia. Para nossa surpresa, "Go" é completamente cantada em inglês, uma faixa lenta e guitarreira, enquanto na faixa de encerramento, você se surpreende mais ainda - "Tyler Durden", é uma longa e poderosa faixa instrumental, o título, claramente uma referência ao Clube da Luta, representa perfeitamente a ideia do épico filme!
Alterego é uma banda brasileira que vale a pena conhecer. A maioria das letras, instrumentais e refrões do disco são afiados e marcantes. "Alterego" é um álbum coeso, com canções recheadas de riffs de alta potência, que mostra uma banda independente explorando o início de sua criatividade. É, sem dúvida, um ótimo primeiro passo, e deixa um mundo de opções para evolução daqui pra frente.
Tracklist
1 - Coisas que aprendi tarde demais
2 - Automático
3 - O Plano
4 - Café pro ouvido
5 - A viagem
6 - Planeta eu
7 - Terremoto
8 - Super Rott
9 - Reflexo
10 - Eu vs. eu
11 - Go
12 - Tyler Durden
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Guns N' Roses - Resenha do show em Porto Alegre
Yes suspende atividades e Steve Howe passará por cirurgia de emergência
Bo Lueders, guitarrista e membro fundador do Harm's Way, morre aos 39 anos
Wolfgang Van Halen toca cover de Rick Astley, seguidores chiam e ele responde com categoria
Korzus anuncia nova formação, com Jéssica Falchi e Jean Patton nas guitarras
A música do Metallica que lembra King Crimson, segundo David Ellefson
Alissa White-Gluz fala sobre "Black Widow's Web" do Angra e reação ao conhecer Sandy
O melhor álbum de metal de todos os tempos, segundo Gary Holt do Exodus
Jéssica Falchi sobre entrar no Korzus: "Existe abismo de diferença entre ser vista e respeitada"
A opinião de Regis Tadeu sobre polêmica do Arch Enemy e Kiko Loureiro: "Virou paranoia"
A música do Genesis que Phil Collins achava complicada demais; "Não havia espaço"
O disco que define o metal, na opinião de Amy Lee, vocalista do Evanescence
Exausto das brigas, guitarrista não vê a hora de o Journey acabar de vez
Baterista explica motivo pelo qual não participará de turnê tributo da banda de Ace Frehley
O álbum dos Beatles que contou com participação de Jimmy Page na guitarra
Guitarristas: Os 10 maiores dos anos 80 segundo a revista Fuzz
A surpreendente banda que vocalista do Offspring considera a "número 1" do Punk Rock
O país que não existe mais e reprovou entrada de Bruce Dickinson no Iron Maiden


Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
A todo o mundo, a todos meus amigos: Megadeth se despede com seu autointitulado disco
"Old Lions Still Roar", o único álbum solo de Phil Campbell
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível



