Brujeria: Após 16 anos, um lançamento à altura da espera dos fãs

Resenha - Pocho Aztlan - Brujeria

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Por João Moreira
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

BRUJERIA ainda é uma das grandes bandas que conseguem associar o grupo e a musicalidade que praticam a certa atmosfera característica. O grupo é possuidor de alguns mitos, folclore próprio e de uma discografia sólida e consistente.

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Sobre o álbum, alguns discos criam sentimentos desde a primeira audição, e esse é o caso de Pocho Aztlan. Depois de alguns hiatos, reuniões para shows e músicas novas – incluindo o EP “Viva Presidente Trump!" com direito a um machete direto na fronte do candidato republicano – o grupo lança seu quarto álbum, dezesseis anos após “Brujeirizmo”. O álbum estreou na Billboard quebrando recordes, chegando ao terceiro lugar da parada de discos latinos, a melhor marca para um álbum de Heavy Metal.

Pocho Aztlan simboliza um jogo de palavras entre Aztlán, cidade utópica dos antigos Aztecas e Pocho, nome dado pelos mexicanos a seus similares nascidos nos Estados Unidos. Uma combinação que encaixa perfeitamente na criação da banda desde seus primeiros passos. No que tange à sonoridade, a musicalidade envolvida no álbum segue os padrões dos álbuns anteriores. Sob a égide da gigante musical Nuclear Blast a produção é clara, limpa e cheia de groove; como deve ser para um grupo que flerta entre o Grindcore e o Death de forma tão prática. A fórmula continua potente. As faixas se intercalam entre riffs arrastados e rápidos o bastante para bater cabeça desde a primeira audição. O vocal de Juan Brujo é característico e muitas vezes simboliza os sentimentos conjuntos da banda.

A faixa-título inaugura os trabalhos de forma direta e constrói a base para o que virá a seguir no disco, tanto na musicalidade quanto na concepção lírica. “No Aceptan Imitaciones” é a típica faixa que a banda escreve – uma porrada – e concretiza a abertura. As duas faixas seguintes “Profecía Del Anticristo” e “Ángel De La Frontera” mantém o nível alto do álbum, com a última lembrando em vários momentos a banda em “Raza Odiada”.

“Plata o Plomo” forma um dos pontos altos do álbum. Apesar da concepção para single, é impossível não curtir o som ao ritmo do riff principal. Como dito anteriormente, a faixa forma um dos pontos altos, pois a faixa seguinte “Satongo” é matadora, direta e inspirada – forte candidata a melhor do álbum.

Confira a faixa “Plata o Plomo”:

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“Isla De La Fantasía”, “Bruja”, “México Campeón” e “Culpan La Mujer” demonstram uma composição ímpar e cumprem o que o impacto inicial do título causa ao ouvinte. “México Campeón” sendo também uma das grandes músicas do album, um grindcore de qualidade que lembra a banda em – um clássico – “La Migra”. “Culpan La Mujer” também é direta, rápida e carregada de contexto.

As três últimas faixas são um mix do que a banda apresenta. “Códigos” é pesada, “Debilador” com mais transições, mas “California Uber Aztlan” fecha o álbum com maestria em um estilo próprio um cover de “California Uber Alles” dos DEAD KENNEDYS.

“Pocho Aztlan” não deixa a desejar para os fãs que esperaram tanto tempo por um novo lançamento do BRUJERIA. Depois de dezesseis anos a banda mostra que é competente, mantém suas raízes e irá continuar sendo um dos grupos que praticam um som próprio e de força excepcional.

Tracklist:
1 – Pocho Aztlan (4:11)
2 – No Aceptan Imitaciones (3:11)
3 – Profecía Del Anticristo (4:11)
4 – Ángel de La Frontera (3:23)
5 – Plata o Plomo (4:04)
6 – Satongo (3:26)
7 – Isla de La Fantasia (2:17)
8 – Bruja (4:09)
9 – México Campeón (2:25)
10 – Culpan La Mujer (2:48)
11 – Códigos (5:35)
12 – Debilador (3:21)
13 – California Uber Aztlan (3:13)

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