Cosmo Drah: O grande álbum de estréia da banda

Resenha - Cosmo Drah - Cosmo Drah

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Por Alexandre Campos Capitão
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O primeiro e autointitulado disco do Cosmo Drah apresenta uma banda surpreendente, que traz os melhores elementos que remetem às grandes bandas como Uriah Heep, Sabbath, Captain Beyond. Canções inspiradas, com mudanças de andamento, dinâmica, e ambientadas num clima de jam session, tornam esse álbum uma grande estreia.

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Formado por Ruben Yanelli (vocal), Anderson Ziemmer (guitarra e backing vocal), e a cozinha dos irmãos Elton Amorim (baixo) e Renato Amorim (bateria). O Cosmo Drah adotou o português como língua, e ao ouvi-los, além de pensarmos em grandes nomes internacionais, também nos lembramos de Mutantes, Patrulha do Espaço, Casa das Máquinas.

A bateria abre os trabalhos, e já na primeira faixa temos um resumo de tudo que essa banda tem a oferecer. Logo de cara, você encontra tudo ali, sem cartas escondidas na manga. Timbres inspirados, solo sem base, poucos overdubs de guitarra, mudança de andamento. A propósito, o título Labirinto é bastante apropriado. O Cosmo Drah entrou nesse labirinto chamado 60/70 e não encontrou e nem quer encontrar a saída, e lá fincaram sua bandeira.

Na sequência vem Hospício, que apresenta uma percussão bem colocada. E se repete uma característica positiva da banda, a mudança no andamento e da dinâmica durante o solo de guitarra. Ah, como são bons nisso.

O Poder é a faixa mais blues do álbum. A condução no aro da caixa segue até o final do primeiro refrão, quando entra toda a bateria e a canção cresce. “O que eu posso fazer, a não ser dizer: Deus me livre do poder”.

Subversão aos meus ouvidos é o ponto alto desse trabalho. Novamente a dinâmica se destaca. O baixista Elton também faz um órgão nessa canção, acrescentando muito à versão final. E o guitarrista Anderson mostra o quanto é valiosa sua mão direita.

Cosmo Drah me faz pensar, a canção deu nome à banda, ou à banda deu nome à canção? O que eu sei de fato é que o wah deu uma bela embalagem para o riff principal. Dessa vez o solo veio com efeitos interessantes, e sem guitarra base, remetendo ao que aconteceria ao vivo. É muito interessante ouvir várias camadas de guitarra, mas aqui não é de quantidade que estamos falando, mas sim de qualidade. Cosmo Drah, a música, tem ainda um trecho com dedilhado, coral, o que nos faz constatar que Cosmo Drah, a banda, tem muitos recursos que domina e que enriquecem sua música. E não hesita em usá-los.

Caos tem um dos melhores riffs do disco. O trabalho de baixo e bateria é muito consistente, e aqui faço uma nova pergunta, será que o fato de serem irmãos contribui pra força desse trabalho conjunto?

Nova Estação se inicia com um timbre de guitarra diferente dos demais. E o refrão com um clima bluesy “Porque é difícil de entender que eu tenho vida longe de você”. E o wah trabalhando muito novamente.

Salamandrah (opa, olha o Drah aí) começa com cara de balada, mas vai além, apresentando momentos de Stoner Rock e outros com um clima dramático. Renato Amorim desce a mão na batera, sem dó do couro.

A balada enfim aparece em Velhos Mestres. E Elton novamente mostra sua versatilidade, novamente no órgão, mas também com um solo de violão. E se você é daqueles que fogem de balada, pode destorcer o nariz, pois aqui é tudo está em nível elevadíssimo.

Mágica do Tempo apresenta alguns momentos de diálogo guitarra com bateria, na sua condução, em outro dos grandes ápices desse cd. “Na poeira do passado escrevemos o futuro”.

Os 55 minutos desse álbum se encerram com Roedor Renegado, faixa cantada pelo guitarrista da banda. Aquele momento que ao vivo o vocalista vai buscar uma cerveja. Se os Stones fazem isso, o Cosmo Drah também pode. E tenho dito. Aliás, timbre de voz de Ruben casa perfeitamente com o estilo da banda, e suas linhas vocais costuram com habilidade o trabalho dos seus companheiros.

O Cosmo Drah é uma bandaça, amigo. Todos seus integrantes se destacam em igualdade. Suas canções chamam a atenção pela riqueza nos arranjos, variações, e até pelo seu tamanho, geralmente com mais de 5 minutos, afinal, não há razão para serem curtas se os caras sabem como preencher sem entediar. O cd foi muito bem produzido, traz uma capa muito interessante, representando seu conteúdo, e traz as letras das canções. Além desse texto:

“O registro de quem somos e do que fomos aqui se encontra. Daquilo que desejamos, lutamos, criticamos e amamos, deixamos uma parte. Fazer algo que queríamos ouvir é mais difícil do que se pensa. Ao compor cada um de nós se torna admirador e ao mesmo tempo algoz. Custou-nos alguns anos, planos e sacrifícios”. Verdadeiro como os grandes artistas devem ser.

Encontrei no Wikipédia a seguinte definição para Cosmo “é um termo que designa o universo em seu conjunto, toda a estrutura universal em sua totalidade”. É adequado dizer que o Cosmo Drah concentra em sua música a totalidade dos elementos que fizeram o rock mudar o universo. Uma sonoridade madura e consistente, que você precisa conhecer. Vida longa ao Cosmo Drah.

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