Project Black Pantera: Crossover pesado e com influências atuais
Resenha - Project Black Pantera - Project Black Pantera
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collector's Room
Postado em 15 de agosto de 2016
Formado em 2014, o Project Black Pantera é um trio natural de Uberaba. A banda é formada por Charles Gama (vocal e guitarra), Chaene da Gama (baixo) e Rodrigo Augusto (bateria) - os dois primeiros, irmãos. A proposta dos mineiros é um crossover agressivo e violento, que traz elementos de punk, metal, funk, ska, hip-hop e o que mais soar bem na mistura. Criativos e sem medo de experimentar, o grupo transita por canções fortes e predominantemente pesadas, o que deve agradar bastante os ouvintes que buscam algo refrescante para arejar os ouvidos.
A energia da banda é onipresente, e isso é um ponto bastante positivo. Ainda que a produção oscile em alguns momentos, não chega a comprometer o resultado final. Sempre com letras em português (a exceção é "Manifestation"), ora cantando com timbres limpos e em outros momentos com vocais guturais, o Project Black Pantera acaba se destacando por investir em influências atuais que resultam em uma sonoridade contemporânea, algo que não é muito comum de encontrar na cena metal brasileira, onde o protagonismo acaba sendo na maioria das vezes dos sons mais tradicionais e de influências já testadas há exaustão com os fãs.
Só para orientar os seus ouvidos, as influências principais da banda, elencadas pelo próprio do trio, são nomes como Bad Brains, Living Colour, Chevelle, Unlocking the Truth, Lamb of God e Metallica. Apesar da predominância de raízes metálicas, digamos assim, pessoalmente achei que este primeiro álbum tem uma sonoridade mais puxada para o punk, seja pela já citada energia das canções como pela agressividade, ritmo e atmosfera das faixas, além das letras tratando em sua maioria de problemas sociais e questões do dia a dia, o que imprime ainda mais dignidade ao som dos grupo.
Lançado de forma independente, o auto-intitulado primeiro álbum do Project Black Pantera, além de uma saudável surpresa aos ouvidos, é uma ótima dica para quem procura bandas nacionais pesadas e alinhadas com o que acontece atualmente no cenário mundial - "Escravos", uma das músicas do disco, é uma das pauladas mais violentas, tanto lírica quanto musicalmente, gravadas por uma banda nacional nos últimos anos.
Com ótimas ideias e um imenso potencial, o trio tem tudo para conquistar grandes feitos nos próximos anos.
Outras resenhas de Project Black Pantera - Project Black Pantera
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A melhor música do Led Zeppelin de todos os tempos, segundo Ozzy Osbourne
Por que "Wasted Years" é a pior faixa de "Somewhere in Time", segundo o Heavy Consequence
A música do Iron Maiden que "deveria ter sido extinta", segundo o Heavy Consequence
A banda brasileira que sempre impressiona o baixista Mike LePond, do Symphony X
Tony Dolan não se incomoda com a existência de três versões do Venom atualmente
A música do Rainbow que Ritchie Blackmore chama de "a definitiva" da banda
Líder do Arch Enemy já disse que banda com membros de vários países é "pior ideia"
BMTH e Amy Lee - "Era pra dar briga e deu parceria"
O subgênero essencial do rock que Phil Collins rejeita: "nunca gostei dessa música"
Hulk Hogan - O lutador que tentou entrar para o Metallica e para os Rolling Stones
Brad Arnold, vocalista do 3 Doors Down, morre aos 47 anos
O álbum que é para quem tem capacidade cognitiva de ouvir até o fim, segundo Regis Tadeu
Morre Greg Brown, guitarrista e membro fundador do Cake
O que Max Cavalera deveria levar para tratar na terapia, segundo Andreas Kisser
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
A famosa canção que marcou o começo do fim dos Beatles
O Clube dos 27: 17 roqueiros que sucumbiram à idade fatídica
A reação de Paul McCartney ao saber da morte de John Lennon


CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias



