Tak Matsumoto: Ele ataca novamente, desta vez com mais hard rock
Resenha - Enigma - Tak Matsumoto
Por Victor de Andrade Lopes
Fonte: Sinfonia de Ideias
Postado em 29 de junho de 2016
Nota: 9 ![]()
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Apenas dois anos depois de entregar um belo álbum com influências de jazz, soul e R&B, o guitarrista e compositor japonês ataca novamente com um trabalho mais enérgico e mais aberto ao hard rock, mas mantendo elementos dos lançamentos anteriores e contando com participações de alguns nomes marcantes do rock mundial.
Você vai encontrar diversas facetas de Tak aqui, algumas escancaradas, outras mais escondidas. Se o seu apreço é por baladas leves e um trato gentil às seis cordas, vá de "Drifting", "The Voyage", "Mystic Journey" e "Step to Heaven", esta última com uma atmosfera parecida com a do mexicano-estadunidense Carlos Santana (aliás, já pensou uma colaboração dos dois?). O antecessor de Enigma, New Horizon, ecoa em "Roppongi Noise", com uma forte pegada jazz.
Mas se o seu coração bate mais por um hard, aí a pedida é "Vermillion Palace", bem típica do gênero; "Ups and Downs" e "Rock the Rock", com roupagens mais características do japonês; e "Dream Dive" e "The Rock Show", que ficam menos distantes do trabalho do guitarrista no B'z.
Nem toda faixa integra um desses grupos, contudo. A abertura "Enigma" e sua reprise "Enigma (Epilogue)", como os nomes sugerem, trazem uma atmosfera meio misteriosa e até um tanto destoante em relação ao resto do álbum, inclusive pela presença de vocais. O diálogo com a capa e com o próprio título do lançamento legitimam as escolhas como faixas de abertura e encerramento, apesar da distância da proposta central.
"Hopes" e "Under the Sun", fazendo um meio-termo entre o grupo hard e o grupo soft, também trazem vocais - essas duas mais os dois capítulos da faixa-título revelam a agradável voz de Mark Renk, profissional da música cujo nome se fez mais nos bastidores como produtor, arranjador e engenheiro de som.
Como faixa bônus, temos "Million Dreams", que, ainda bem, foi deixada fora da lista principal: é praticamente uma paródia não-humorística do B'z, mas, em vez da voz do enérgico Koshi Inaba, temos o rapper Joey McCoy e Greta Karen num coral de fundo.
E qual o saldo de tudo isso? Um excelente disco de rock, onde este guitarrista só timidamente reconhecido mistura desde o hard que o levou à fama até os sopros, as cordas e os elementos de jazz que marcaram seus lançamentos anteriores.
Vale destacar por fim os grandes nomes que contribuíram para a ala rítmica e que contribuem para sua elevada qualidade: os bateristas de longa carreira Jason Sutter, Brian Tichy e Shane Gaalaas (os dois últimos presentes em discos do B'z); e os baixistas Juan Alderete (Racer X e The Mars Volta; com quem o B'z já havia colaborado), Barry Sparks (atual baixista de apoio do B'z) e Travis Carlton (filho do guitarrista Larry Carlton, com quem Tak lançou seu álbum vencedor do Grammy Take Your Pick).
Enigma é a continuação da carreira de um dos melhores guitarristas que a terra do sol nascente já viu nascer. Não fosse a negligência sistemática que sofre o rock japonês, ele já teria alcançado mais destaque, mas eu não vou importunar ninguém com meu chororô nipoentusiasta: se gosta de boa música, compre sem medo.
Track-list:
1. "Enigma"
2. "Vermillion Palace"
3. "Step to Heaven"
4. Ups and Downs"
5. "Rock the Rock"
6. "Drifting"
7. "The Voyage"
8. "Hopes"
9. "Under the Sun"
10. "Dream Drive"
11. "The Rock Show"
12. "Roppongi Noise"
13. "Mystic Journey"
14. "Enigma ~epilogue~"
15. "#1090 ~Million Dreams~" (faixa bônus)
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