RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

O selo de qualidade que o Metallica deu ao Scorpions, segundo Rudolf Schenker

Os três estados brasileiros em que Humberto Gessinger é maior, segundo ex-membro

A maior música do rock progressivo de todos os tempos, segundo Steve Lukather

13 shows internacionais de rock e metal no Brasil em dezembro de 2025

TMZ exibe foto registrada no túmulo de Ace Frehley em cemitério do Bronx

James Hetfield revela como se sente sendo James Hetfield, do Metallica

John Bush não se arrepende de ter recusado proposta do Metallica

O maior músico que já pisou no planeta Terra, segundo John Lennon

Guilherme Arantes lembra como saiu da banda de rock progressivo Moto Perpétuo

A maior balada de heavy metal do século 21, segundo a Loudersound

A música do Metallica que deixou o veterano James Hetfield apreensivo

A melhor banda ao vivo que Joey Ramone viu na vida; "explodiu minha cabeça"

Lemmy queria morrer no último show do Motörhead, revela empresário da banda

A banda que Joe Perry quase escolheu no lugar do Aerosmith; a proposta parecia fazer sentido

Nevermore só deve anunciar os novos integrantes em março do ano que vem


Stamp

Steven Wilson: Em 2013, prestava grande homenagem a seus ídolos

Resenha - Raven That Refused to Sing (And Other Stories) - Steven Wilson

Por Guillermo Gumucio
Fonte: Sociedade Publica
Postado em 10 de abril de 2016

Nota: 7 starstarstarstarstarstarstar

Há três anos, ficava realmente latente a impressão de que Steven Wilson resolvera tirar férias prolongadas do Porcupine Tree e investir pesado na carreira solo. Segundo disco sob a própria assinatura em dois anos, The Raven That Refused to Sing (And Other Stories) (Kscope, 2013) é um compêndio de contos musicais que resgatam o legado de músicos cujas mentes criativas formaram o que se convencionou chamar de "rock progressivo" e "art rock".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 1

O líder do Porcupine Tree decide abandonar o experimentalismo e render homenagens claras desde a primeira nota de baixo calcado em Geddy Lee que abre o disco até o último segundo melancólico da faixa-título e encerramento. No recheio, frases de piano singelas, a cadência floydana para resolver canções, as levadas do Chapman stick que fizeram a fama de Tony Levin ("The Holy Drinker"), e a tragédia musical do Genesis na sua Broadway em quase tudo.

Nos primeiros versos de "Luminol", já se encontra mais uma pérola autobiográfica da cultura do fetiche musical de Wilson: "As músicas que você aprende a tocar de LPs riscados…", sucessora natural de letras como as de "Pure Narcotic" ("Você continua me odiando / Você continua fazendo com que eu ouça o The Bends) e "Time Flies" ("Eu nasci em 1967 / O ano do Sargent Pepper e Are You Experienced?"). "Luminol" foi apresentada em diversas datas da turnê do disco anterior, Grace for Drowning (Kscope, 2011), inclusive em São Paulo, e ficou evidente para todos os presentes que uma espécie da mais forte nostalgia acometera o roqueiro inglês.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 2

Para Steven Wilson, o iluminismo musical se deu com um toque de tons lisérgicos, que agora ganham uma coloração sépia. Como abrir uma fenda do tempo e resgatar um gênero inteiro em um único disco? Os timbres que marcaram época são um primeiro passo, mas talvez o compositor também queira escrever sobre amantes-fantasmas ("Drive Home") ou uma profissão tão romântica e aberta a tantas interpretações filosóficas quanto o relojoeiro ("The Watchmaker"). Na era do iPhone e cantoras adolescentes de validade trimestral (ou até o próximo American Idol), Steven Wilson encarna o artesão meticuloso que prefere explorar seu território como ninguém.

De certa forma, Steven Wilson parece ir contra a maré até mesmo no modus operandi do artista de rock: nesse cenário, as primeiras gravações, de modo geral, explicitam as influências, para só depois consolidar-se uma personalidade própria (para permanecer no âmbito do Genesis, o primeiro álbum do Marillion, Script for a Jester’s Tear, de 1981, é um ótimo exemplo dessa rota). Insurgentes (Headphone Dust, 2008), primeiro trabalho solo de Wilson, é o mais experimental, enquanto que seu sucessor, Grace for Drowning, alivia nesse aspecto, mas ainda conta com momentos extremamente originais, como "Index", a mais autêntica prova do aficionado musical que Steven Wilson é, uma descrição clínica do colecionismo ("Eu sou um colecionador e sempre me interpretaram mal / Gosto das coisas que os outros subestimam / Reúno e faço um catálogo no meu livro / Já tenho tanta coisa que esqueço se não tomo nota"). Neste terceiro disco da carreira solo, Wilson decide prestar um grande tributo a vários de seus heróis como nunca antes. O biênio 2012-2013 foi bastante atípico nesse sentido para o cenário do rock progressivo: Steven Wilson, que vinha inovando e experimentando a cada lançamento, traz o trabalho menos surpreendente sob seu próprio nome; já o Marillion, por exemplo, volta à força total com Sounds That Can’t Be Made (Intact, 2012), talvez o melhor disco do grupo inglês desde Marbles (Dead Ringer, 2004), que abre com os dezoito minutos de "Gaza" e um riff de guitarra matador como há muito não se via Steve Rothery fazer, e o Pineapple Thief continua encantando como sempre, com sua mistura de música pop e rock progressivo guitarreiro da melhor qualidade em All The Wars (Kscope, 2012).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 3

Mais uma vez, Steven Wilson demonstra que grava discos como um grande pintor planeja seu afresco, dando passos para trás e vislumbrando como trabalhar com cada cor e cada pincelada. Além de as composições evidenciarem a ilha que seu farol quer mostrar neste The Raven that Refused to Sing, a mão de Alan Parsons coloca tudo nos eixos da escola setentista, onde fez história como engenheiro de som do Pink Floyd e seu próprio projeto, o Alan Parsons Project. Para os navegantes de primeira viagem, a mera presença de Alan Parsons nos créditos deve dar uma noção do nível de respeito que Steven Wilson goza nos corredores do progressivo.

Os solos de guitarra de Guthrie Govan em "Drive Home" e "The Pin Drop" seguem a cartilha de eulogia do disco, mas também carregam uma dose de bom gosto digna de nota. Outro louvor é o resgate do papel fundamental dos sopros no rock progressivo, com Theo Travis responsável por momentos inspiradíssimos na flauta, saxofone e clarinete.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 4

Para aqueles que se identificam com o colecionismo de Wilson, a versão de "Deluxe" conta com duas demos ("The Holy Drinker" e a faixa-título) e um encarte com 128 páginas de textos e fotos. Além desses adicionais, o Blu-ray também traz uma versão lounge de "Drive Home" que poderia tocar em qualquer whisky bar sem problema algum, um chiste de última hora em um registro denso.

A capa não poderia fugir das pretensões e traz a expressão de terror de In The Court of the Crimson King, disco inaugural do rock progressivo e cartão de visitas de Robert Fripp e seu eterno King Crimson, aliada ao desenho de uma lua, referência clara a Dark Side of the Moon, álbum emblemático do gênero e divisor de águas na carreira do produtor Alan Parsons. Impossível não se lembrar do corvo de Edgar Allan Poe com o título. As fileiras e mais fileiras de discos obscuros e antigos parecem ser as figuras que assombram Steven Wilson durante o sono. Talvez os vinis saiam dos encartes, perfilem-se à frente do músico inglês e digam: "Nunca mais".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 5

The Raven That Refused to Sing (And Other Stories) pode ser ser adquirido na página official do artista e no iTunes.

Tracklist:
1. Luminol
2. Drive Home
3. The Holy Drinker
4. The Pin Drop
5. The Watchmaker
6. The Raven That Refused to Sing

Publicado originalmente em
http://sociedadepublica.com.br/o-tributo-progressivo-de-steven-wilson/

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 6
Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Bangers Open Air


publicidadeLuis Alberto Braga Rodrigues | Rogerio Antonio dos Anjos | Everton Gracindo | Thiago Feltes Marques | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 4 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS